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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

um segredo bem guardado. brutal.

por Vieira do Mar, em 08.06.13

 

http://www.imdb.com/title/tt1305806/

post incrivelmente longo sobre cenas absolutamente inúteis

por Vieira do Mar, em 29.05.13

Bom, então cá vai, a pedido de várias famílias (na verdade não foram várias, e nem sequer foi família, apenas uma pessoa, mas isso agora não interessa nada). Os meus dias não são normais. Nem um. Acontece-me sempre qualquer coisa de mirabolante, tanto acordada como a dormir. Tão anormais, que se escrevesse tudo o que de estranho me acontece, saía um post por dia.

Em minha casa convivem alegremente quatro gatos arrafeirados (de raça promenade mijon, calma!) e um labrador branco de cinquenta quilos (que não: não está obeso!, apenas ligeiramente encorpado). Ontem, surgiu-me no serviço (e com esta palavra assumo a minha total qualidade de funcionária pública: a dos cortes no ordenado, da marmita no microondas, do ódio às colegas, da carteira na mão para o café da esquina onde mantenho uma relação platónica com o bigode do Sr. Silvino, e com direito a lamber a montra chinesa do lado, ai que sandálias tão giras e baratas, só quinze aéreos!). Mas, dizia eu, surgiu-me no serviço uma amiga de uma funcionária com gatos para dar, porque tivera duas ninhadas e agora, perto das férias, ninguém lhos comprava. Persas. Puros. Com dois meses e meio. Seguramente sob o efeito de alguma droga que o Sr. Silvino me havia posto na bica, atraquei-me logo a dois, um casal. Ela, amarela e ele, preto, lindos de morrer. Com os neurónios em hibernação perante tamanho cutchi cutchi, toda eu poesia em modo tino de rans, peguei numa caixa, fiz uns buracos e lá vou eu, a caminho de casa, a pensar em qual dos que já lá estão iria deitar fora, a fim de repor a ordem natural das coisas. Estava o pânico a tomar conta de mim quando realizo que precisavam de ração, e eis que faço um desvio para o centro comercial. Por essa altura, já as criaturas tinham furado a caixa e passeavam na minha cabeça. Levei-as comigo à loja de animais, para que me emprestassem uma gateira, confiante na minha estonteante beleza. Assim aconteceu, e de lá saí com um saco de ração baby-especial-gatinhos-cara-comó-caralho-vitaminas-plus-sabor-a-frango, e fui para o parque de estacionamento, alojando a gateira no banco do carro. Quando chego a casa, já noutra cidade longínqua, abro a gateira e só lá está a gata, uma das portas desaparecida. Em pânico, violo integralmente o Código da Estrada e, de volta ao shopping, ponho as prioridades em dia: insulto a empregada que não fechou devidamente a gateira, que se encolheu de tal modo que se lhe sugaram os pneus da barriga para dentro, perdendo logo ali uns dois quilos;  dou três voltas à linda fonte pós-marreca que embeleza a entrada, a gritar “Ai Ai Ai!”; inspiro, expiro e regresso ao sítio onde estacionara, de rabo para o ar, a tentar encontrar debaixo dos carros um gato de quinze centímetros, preto, num sítio ainda mais escuro do que os meus pensamentos. Primeiro começo pelo bicho bicho bichino, anda cá, anda!..., em modo fofinho. Ao fim de meia hora, quase sem joelhos, imunda do óleo dos carros, o cabelo numa lástima (bom, isso já estava antes, mas pronto), passo ao modo van damme: “Cabrão do gato! Filho da puta! Mas quem me manda a mim?! Mais dois gatos em casa?! Devia estar louca, internem-me! Vais ver! Anda cá meu estapor, que se te apanho, dou-te aos chineses da loja!”, e assim por diante, até atingir o modo robert-de-niro-a-fazer-de-psicopata, que é o grau cinco na escala maléfica.

Entretanto, decorria uma operação policial muito importante no piso de baixo, de acordo com o segurança que “não estava autorizado a dar mais informações” (ahahahahaha!). Pensei: “Reforços!” e lá fui ter com os senhores agentes da autoridade, que tentavam  controlar de longe uma cena de porrada género “agarrem-me senão eu mato-o” entre dois automobilistas. Puxei dos galões, fingi estar interessada na “ocorrência” e, lá está, devido à minha estonteante beleza, pus toda a gente de rabo para o ar à procura do bicho, incluindo o meu e o do graduado de serviço, que não era nada de se deitar fora. Mais um bocadinho, e até os automobilistas entravam na busca, se não estivessem tão entretidos em não se esmurarrem. Após uma hora e tal de buscas, o mais desapessoado dos “vigilantes”, o da base da cadeia alimentar, coxo e meio curcunda, óculos de fundo de copo de três, um pau de virar tripas com dentes desavindos, aparece-me com o criaturo nas mãos. Ele, o desfavorecido, tinha-se lembrado que perto do local onde eu estacionara era o local de convívio onde os funcionários do centro comiam e se vestiam e que o gato poderia ter ido ao cheiro da comida. E assim fora. E, no meio de tanto artista fardado e musculado a tentar impressionar a – como já disse – minha estonteante beleza, foi o austin powers remoxo e espinafrado de colete amarelo fluorescente que - para além de todo o seu desinfortúnio físico, ainda era cioso -, se tornou o homem do meu dia e me devolveu a paz de saber que o cabrão do gato estava são e salvo. Muitos vivas para este herói improvável e eis-me de regresso a casa, a pensar onde poderia esconder-me durante uns tempos e a fazer contas às minhas milhas da TAP. Perante a excitação inconsciente da miudagem (mas esses, compreende-se: faz parte), caio redonda de cansaço e tenho um sonho estranhíssimo.

Parece que estava num Tribunal num caso que tinha a ver com uma adopção (lamento desapontar os leitores mas era um casal heterossexual, conta?), e a coisa era mediática, porque aquilo estava cheio de paparazzi a tentar fotografar-me. O “pai” era tipo Giane (googlem)  e eu só lhe dizia para ter calma, muito isenta e bem comportadinha (vê-se mesmo que era um sonho). E eis que aparecem algumas figuras públicas a tentar influenciar a decisão, dizendo-se minhas amigas. Lembro-me especialmente do Paulo Portas (não sei se a criança que era o centro da questão chegara via cegonha ou submarino), que se fez muito meu amigo e me ajudou a escapar da multidão, levando-me para casa dele. Quando lá cheguei, deparei-me com uma festa de bichas loucas, pelo que percebi que não estava ali pela minha estonteante beleza e (que estupidez não mandarmos nos sonhos!) quis logo vir-me embora. Ao que, entretanto, acordei. No meu subconsciente, portanto (que do consciente já nem falo, está beyond repair) habitam tendências masoquistas (mais sarna para me coçar), a convição de este é um país de corruptos sem emenda, e o preconceito menos in do momento: se é presumível* gay, é bicha louca de certeza.

 

(* o único momento politicamente correcto do post, reparem)

Palma de Ouro

por Vieira do Mar, em 28.05.13
 

analyze this (or not... who cares?)

por Vieira do Mar, em 13.05.13

Esta noite sonhei que havia uma revolução. Uma revolução de um povo irado, mesmo, nada de chaimites, nem cravos, nem soldados sorridentes com criancinhas às cavalitas. À porta da minha rua,  os polícias, que eram todos robocops dotados de uma força sobre-humana, atiravam pessoas à distância como anões bala e disparavam cenas de borracha que mais pareciam bolas de beach ball, mas doíam, segundo os ais. De repente, vejo-me de pendura num motard (estes hiatos nos sonhos que resolvem as partes absurdas dão sempre jeito), cuja cara não vi mas que era seguramente giro, porque até nos meus sonhos mais alucinados existe alguma coerência, calma aí. Estranhamente, a ideia era partir os bancos todos, e não derrubar o governo (por bancos, leia-se instituições bancárias e não bancos de jardim embora esses também já voassem). O meu motard não dizia uma palavra, mas voávamos em fúria para o covil do lobo; ele era túneis, corta-mato e saltos em ghost rider mode, a caminho da Av. da Liberdade. Lembro-me que ia cheia de medo, mas determinada em partir aquela merda toda. Quando lá chegámos, o ambiente era de pura  guerrilha urbana. Às tantas, começo a pensar, agarrada ao motard, tipo coelho da Alice: “Ai que estou atrasada, estou atrasada, tenho que ir trabalhar!”. No momento seguinte (mais um hiato que deu jeito) estava num táxi (partilhado com outra revolucionária desistente, sendo que o que eu queria era outro revolucionário giro com idêntico dilema existencial,  mas hey!, nos sonhos não se pode escolher), a implorar ao taxista  que me levasse ao serviço;  e ele, “Menina, já não dá para voltar ao Marquês, aquilo está cheio de gente à tareia!, mais vale seguir até à 24 de Julho”, e eu “siga, siga, mas despache-se!”, com mais medo de não picar o ponto na repartição do que levar com uma das balas que zuniam sobre a minha cabeça. Infelizmente, isto diz muito sobre mim.

putcrimonskin

por Vieira do Mar, em 22.04.13

Começou o Big Brother Vip. Nunca escondi que sou estranhamente atraída por certo tipo de lixo televiso no qual as pessoas mostram o pior de si. Ou é a sopeira que há em mim ou um genuíno interesse antropológico (ou uma sopeira com pretensões a psicóloga, quiçá). O Big Brother Vip é, como o nome indica, com “pessoas famosas”. “Pessoas famosas” são pessoas exactamente iguais às das edições anteriores, ou seja, anónimas, que ficaram conhecidas por, precisamente, terem passado por reality shows ou tido 15 minutos de fama na tevê e revistas. A diferença está apenas no polimento. Elas são as mesmas kátias vanessas do Porto e da linha de Sintra, mas com pele e cabelos tratadinhos e vestidinhos de marca. Eles são os mesmos marcos musculados da margem sul e os mesmos gays encapotados de origens elípticas; embora todos com um discurso inicial mais contido de quem tem “uma imagem a manter” (hahaha). E depois há o zezé camarinha, esse personagem atípico e fascinante, um espécime sui generis que aparece como uma espécie de crooner burlesco, no seu fatinho imaculado e discurso respeitoso, agora a tentar deixar para trás o putcrimonskin da pila que trazia atracada a si um pescador ignorante. A Teresa Guilherme, usualmente brilhante no género, está mais grosseira que nunca, a roçar o ordinário, com as insistentes graçolas sexuais, esquecendo-se de que, apesar de quase ninguém conhecer os concorrentes (para aí a décima quinta escolha de “famosos” que se prestaram àquilo porque precisam do dinheiro e de mais “fama”), os mesmos já aprenderam qualquer coisita e não se vão desbundar logo à primeira, como a kátia márisa, que chega de além Douro, assanhada e de perna aberta porque lá na aldeia os velhos ainda preferem cabras. O interesse da coisa, então? Bom, para quem gosta de sangue, como eu, há aqui uma “esperteza” da produção que me parece infalível: primeiro, separar os “famosos” – metade numa casa ikea pseudo chique, e a outra metade num “barracão”, sendo que podem comunicar entre si, acicatando desde o início o ressaibo e a inveja. E last but not least: aquela malta conhece-se quase toda de outros carnavais. Aposto que mais de metade se odeia entre si. Quando o verniz estalar e as chanatas, as tatuagens, os sotaques e as raízes pretas dos platinados delas aparecerem, aquilo vai ser uma mistura de chuck norris (sem ofensa, sabes que te adoro, chuck!) e neo realismo italiano, fase favelas. Podem vê-lo por qualquer prisma: como instrutivo ou como puro entretenimento. Mas podem ver. Eu prometo que não digo a ninguém. Afinal, todos temos uma reputação a manter, não é? Quanto mais não seja para nós próprios.

timeline

por Vieira do Mar, em 12.04.13

Sai de casa dela à pressa; desprendem-se num beijo fugidio, que já lá não está e ainda as bocas juntas. Ele entra no elevador e já é outro. Atira-lhe um aceno rápido e foge com a mão antes que a porta se feche, olhando-se no espelho para se saber apresentável, compondo a alma desalinhada e a gravata torta. Sai para a rua e é já o profissional, o amante obliviente, a pegar pelos cornos a vida que escolheu para si. Deixa-a pela casa a apanhar do chão as réstias de ambos,  insatisfeita e mal amada, embora tenha esboçado um sorriso doce quando ele saiu, como se fosse a mulher a encaminhá-lo para mais um dia de trabalho, até logo querido. Vai à janela fumar um cigarro, o cheiro dele ainda nos dedos que leva aos lábios, confusa com a rapidez a que o mundo, mais uma vez, se moveu sem sair do lugar. É sempre o mesmo. Um café, a conversa de circunstância, dois amigos sem vestígio de qualquer sensualidade latente, nenhuma provocação sexual, nada.  Só quando se aproxima a hora de ele se ir embora é que cedem à urgência e passam de interlocutores civilizados a seres gulosos e primitivos. Sem preparo nem aviso. Só então o tempo lhes urge, selvagens. Ela fuma. Dois minutos e ele já distante, noutro continente. Nunca lhe diz nada, depois, num perverso paradigma emocional. Um dia? Uma semana? Um mês? Vai ser como ela quiser. Ou ele, às vezes. Sente uma inquietação directamente proporcional à violência com que trava e engole o fumo até à beata, que larga quando esta lhe queima os dedos. Revê-o a lavar-se à pressa, a pedir-lhe uma toalha da casa de banho enquanto ela, ainda na cama, ajeita as rendas da combinação e se toca entre as pernas húmidas, sem tesão nem intenção, apenas porque espera. Segue-o enquanto ele se veste, com olheiras de carneiro mal morto, ofuscada pelo sol da manhã que teima em tirá-los do escuro onde deveriam ficar para sempre. Não deviam nada. Cai-lhe uma alça como um bater de pestana, olha para os pés, escolheu o verniz errado, solta-se-lhe um fio de cabelo emaranhado. Pensa no beijo maldoso com que ele lhe entrou em casa, de revés, ao canto da boca: um prelúdio de promessas que não pretendia cumprir. Azar. Sente-se estranhamente fria, nada lhe dói, anestesiada ainda. Acaba de sorver o terceiro cigarro e telefona-me. Tem a voz calma, vagamente jocosa.

- Sofia?, pergunta-me.

- Oi! Estás bem?

- Sim, mas vamos almoçar outro dia.

- Porquê?

- Porque hoje não fiquei triste e vou ficar a pensar no porquê disto o dia todo.

- A pensar nele, queres tu dizer...

- Não, não é isso, desta vez foi diferente.

- …

- Nesse caso, liga-me logo à noite quando te cansares de chorar.

- Ok.

os pais dos outros

por Vieira do Mar, em 19.03.13

 Os pais dos outros são muitos e este dia não é para todos. Não é para os que nunca se levantaram sonolentos aos trambolhões para acalmar o filho, não é para os que nunca lhe mudaram uma fralda, massajaram as cólicas, lhe enfiaram um bebegel ou passaram uma noite nas urgências embrulhados com ele numa máscara de oxigénio. Este dia não é para pais que nunca deram um banho ao filho, ou que não tomaram banho com ele, deixando a casa de banho num amoroso caos enxarcado. Não é para  os que nunca ensinaram, nem partilharam nem brincaram ou embarcaram em fantasias exóticas de soldados e lutas e dinossauros e corridas no chão de um T2; nem para os que só abraçam o filho para a fotografia em cima da lareira ou partilhada no facebook. Não é para os que exigem aos filhos o que nunca exigiram a si mesmos, projectando nestes as suas ambiguidades e frustrações, fazendo-os carregar consigo peso do mundo. Não é para os que fogem, recriminam e se ofendem quando as crias os desiludem e não correspondem às expectativas do que nunca foram. Não é para os que tudo permitem porque assim é mais fácil, nem para os que compram o seu descanso com playstations e viagens. E muito menos para os amorfos robotizados, de amantes ao almoço,  que chegam a casa, se sentam,  e vão mudando de canal até as palhaçadas solitárias dos filhos se esgotarem de cansaço. Não é para os que fingem não ter bens para escapar à pensão de alimentos, nem para os que nunca olharam uma ecografia sem se embargarem com a imagem daquele girino de olho enorme e coração pulsante de vida, que os espreita expectante. Não é para os que nunca ajudaram num trabalho de casa, nunca foram a uma reunião da escola, nunca os repreenderam por causa das notas, nunca os abraçaram, orgulhosos, dizendo-o bem nos olhos deles que o estão,  para que não fiquem nunca  na dúvida. Este dia não é para os que, bêbedos, batem nas mães, por vezes nos filhos, nem para os que o fazem sem sequer beber. Não é para os que põem entraves quando não detém a legítima autoridade que lhes advém de fazerem parte da solução e não apenas do problema. Não é para os que fazem dos filhos matraquilhos nos campeonatos regionais das separações; nem para os que os desprezam só porque desprezam o útero que os gerou e que agora os repugna. Este dia é para os outros PAIS que não estes: os biológicos, os padrastos, os padrinhos, os tios, os avôs, as mães que são mãe e pai. Este dia é para o meu PAI. E para mim, que também sou pai.

mais uma letra na caligrafia dos dias

por Vieira do Mar, em 13.02.13

http://umamoratrevido.blogs.sapo.pt/54563.html

make up sex with my other blog

por Vieira do Mar, em 29.11.12

lacuna imperdoável

passeai, flores...

por Vieira do Mar, em 28.11.12
Diálogo entre mãe e filha de 19 anos:

- Mãe, tens um livro do... do Proust, acho que se chama "Do lado de Swann"?

- Tenho, é o primeiro volume do "À procura do tempo perdido". Para que é que o queres?
 
- O professor disse que temos que o ler. E depois fazer um trabalho de interpretação.
 
- Ahahahahaha!
- ...

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