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por Vieira do Mar, em 12.12.07
o pai natal não existe (II)
Numa revista "cor-de-rosa", um filho-família rodeado de sobrinhos na sua "quinta" setecentista, todos muito vincadinhos e penteadinhos, faz uma ousada afirmação de classe: "O Pai Natal é o empregado de Jesus". E - digo eu - aposto que trabalha a recibos verdes e não recebe horas extra, que é do povo, que gosta de couratos e de mines (basta olhar-lhe para a barriga) e que, na noite de Natal, entra, não pela chaminé, mas pela porta de serviço da "quinta" e come o leite e as bolachas na cozinha, sob o olhar desconfiado das criadas de roupão. Afinal, chacun a sa place.