a ovelha ronhosa da sábado
Juro (juro!) que isto não é uma cruzada contra os colunistas (tanto não é que gosto tanto, por exemplo, do que escreve o Joel Neto que até lhe perdoo o disparate do chocolate preto), mas vejo-me obrigada a escrever sobre outra desgraçazinha da nossa praça, a Maria João Avillez. A mesma que, em tempos, equiparando-se aos mais desfavorecidos na base da pirâmide alimentar, afirmou que também era uma "minoritária", gerando uma private joke cá por casa que perdura até aos dias de hoje. Bom, mas embora não ande à coca das asneiras que por aí se escrevem (a sério: tenho uma vida, actualmente são três a cinco bocas para vestir, encaminhar e sustentar), certo é que deparo sistematicamente com elas nos meus parcos tempos de lazer e de leitura. Nesta edição da dita revista, e logo no segundo parágrafo (nesse aspecto foi uma sorte porque ia distraída e parei logo ali) escreve a senhora que Sócrates, lai lai lai "(...) foi ontem a Bruxelas mostrar serviço, implorar que nos descolem a etiqueta de ovelhas ranhosas e fazer de patriota responsável". Ovelhas ranhosas?! Nem é preciso dar-me ao trabalho de corrigir, pois não? Aposto que todos os meus leitores - embora a maioria seguramente com bibliotecas mais pequenas - sabem onde está o erro e qual o étimo da palavra, que vem daquela doença que atacava os pobres bichinhos. Escusado será dizer que voltei imediatamente aos cebolinhas e aos chicos bentos: aos menos esses erram de propósito.