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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

...

por Vieira do Mar, em 17.10.07
Ser preconceituoso é extremamente sufocante, castrador e, por vezes, infeliz. Não faço ideia de que seja fruto esta condição: de um coração fechado, fechadinho, sem espiritualidade alguma? de ter muita juventude dentro de mim? de ser ignorante? de ter muita juventude dentro de mim e de ser ignorante e de não ter espiritualidade alguma? será uma forma de vida como outra qualquer? De certa forma, sinto-me uma jovem preconceituosa ignorante, de coração fechado.


... e a maravilhosa Batukada.

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por Vieira do Mar, em 17.10.07
Ser preconceituoso é extremamente sufocante, castrador e, por vezes, infeliz. Não faço ideia de que seja fruto esta condição: de um coração fechado, fechadinho, sem espiritualidade alguma? de ter muita juventude dentro de mim? de ser ignorante? de ter muita juventude dentro de mim e de ser ignorante e de não ter espiritualidade alguma? será uma forma de vida como outra qualquer? De certa forma, sinto-me uma jovem preconceituosa ignorante, de coração fechado.


... e a maravilhosa Batukada.

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por Vieira do Mar, em 17.10.07
A saga do Pipi Indeciso.


A Mónica, no cada vez melhor Sushileblon.

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por Vieira do Mar, em 17.10.07
A saga do Pipi Indeciso.


A Mónica, no cada vez melhor Sushileblon.

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por Vieira do Mar, em 14.10.07
Em contrapartida, na RTP, uma série portuguesa muito gira: Conta-me como foi.

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por Vieira do Mar, em 14.10.07
Em contrapartida, na RTP, uma série portuguesa muito gira: Conta-me como foi.

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por Vieira do Mar, em 14.10.07
Ligo a SIC e aterro numa coisa chamada Seniores Superstar (??). Vejo os manos Romero (Merche e Oscar) a tentarem cantar e dançar o La Vida Es Un Carnaval. Interrogo-me como é que um casal oriundo da América latina, ligado ao mundo do espectáculo, consegue ter menos salero do que um esquimó. Merche, além de mal-feita e mal-vestida (leggings de renda pretos?!), tem a souplesse de uma chave de fendas e o sentido rítmico de um martelo pneumático. Nem é tanto o ser medíocre, é mais o ser pura e simplesmente feio para a vista.

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por Vieira do Mar, em 14.10.07
Ligo a SIC e aterro numa coisa chamada Seniores Superstar (??). Vejo os manos Romero (Merche e Oscar) a tentarem cantar e dançar o La Vida Es Un Carnaval. Interrogo-me como é que um casal oriundo da América latina, ligado ao mundo do espectáculo, consegue ter menos salero do que um esquimó. Merche, além de mal-feita e mal-vestida (leggings de renda pretos?!), tem a souplesse de uma chave de fendas e o sentido rítmico de um martelo pneumático. Nem é tanto o ser medíocre, é mais o ser pura e simplesmente feio para a vista.

...

por Vieira do Mar, em 12.10.07
britcom

A seguir aos Monty Python, "The Office" é capaz de ser a melhor série de humor britânica de sempre. Bem, não considerando "Absolutely Fabulous" e "The Viccar of Dibley", igualmente melhores séries de humor de sempre (e, não por acaso, todas da BBC). Como quase toda a gente, adoro o surrealismo selvagem dos Monty Phyton , que mudou para sempre o humor e influenciou tudo o que veio depois (veja-se o gore absurdo de "Little Britain", por exemplo, de que no geral não gosto porque demasiado grotesco). "The Office" foi adaptado pela NBC para os EUA e passa agora na Fox (FX). Adaptar este tipo de humor tão subtil e subentendido (no fundo, tão britânico) para o público norte-americano, é quase como traduzir o intraduzível. Não comparei episódios e já há algum tempo que não revejo os episódios da BBC que guardo religiosamente ali na estante, mas, pelo que vi da versão da NBC, e apesar dos prémios e dos encómios muitos, esta parece-me uma adaptação falhada. O "The Office" de Ricky Gervais (uma criatura abençoada, genial) assenta nos pormenores de um subúrbio feio, cinzento e desconsolado, num escritório de gente e plantas meio murchas, nas horríveis gravatas com que David cobre a barriga flácida e que exibe como se fosse um ladies man, entre outros detalhes tenebrosos. É um humor que vive dos silêncios, dos olhares, dos constrangimentos e dos embaraços, provocados por um chefe misógino, convencido, ignorante, preguiçoso, presunçoso, racista, inconveniente, insensível, egocêntrico e preconceituoso, com tendência para o discurso motivacional e para a interacção. Uma criatura que tenta mostrar o seu melhor (algo que não tem) frente às câmaras de televisão que o seguem (tipo documentário) no seu dia a dia de trabalho. Os empregados, algures entre a bajulação e o desprezo, calam-se devido à subalternidade, pelo que quase tudo se passa ao nível dos olhares, das expressões, do que ficou por dizer e do que foi dito a mais. As situações criadas são caricatas, ridículas, confrangedoras e, por isso, hilariantes. O problema é que os norte-americanos não resistiram a dourar a pílula do desconsolo, desvirtuando de certa forma a essência da coisa: na versão da NBC, é tudo melhorado. O chefe, Michael (o David Brent norte-americano), interpretado por Steve Carrel, não tem sotaque das docas, é musculado em vez de flácido e é francamente mais bonito que Gervais. O escritório é mais arejado e menos cinzento. É um facto que as personagens secundárias, uma trupe de pobres coitados, estão francamente boas, em especial a de Pam, a recepcionista (interpretada por Jeena Fisher), a principal vítima das piadolas misóginas do patrão. Fischer é excelente na composição de uma suburbana sem perspectivas de futuro, agarrada a um namorado machista, mal arranjada, mal penteada, rumando entre o desconsolo, o embaraço, a resignação e o ódio dissimulado. Aliás, todos os secundários são óptimos, como Jim, o empregado das vendas que mantém com Pam uma tensão sexual e que faz o contraponto entre a normalidade e a aberração que é Michael. Não digo que Steve Carrel seja um mau actor (no Daily Show até tinha alguma graça, enfim), mas, na comparação com Ricky Gervais, perde aos pontos. Perde na expressividade facial, na linguagem corporal, na foleirice pouco desbragada. Gervais é muito melhor, porque é pior: Steve Carrel não é cromo, nem cretino, nem looser, que chegue. De qualquer modo, e como não é fácil estragar o que é muito bom, a versão americana tem já alguns momentos de antologia, como a cena em que Michael obriga os empregados a usarem um papel na testa com uma certa "raça", obrigando-os a adivinharem qual é pelas perguntas que os outros lhes fazem*, bem como a do jogo de basquete, que podem ver aqui. Nada bate, no entanto, esta fantástica dança de um despeitado David Brent, espicaçado por uma dupla de colegas especialmente jeitosos que acabara de se exibir para o resto do escritório:




Maravilhoso.



* Dwight, wearing "Asian," came up to Pam, who was wearing "Jewish," and asked her for a loan. Dwight had a hard time guessing what was on his head until Pam goaded him by saying, "You would maybe not be a very good driver." "Oh, man," Dwight shouted, "Am I a woman?"

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por Vieira do Mar, em 12.10.07
britcom

A seguir aos Monty Python, "The Office" é capaz de ser a melhor série de humor britânica de sempre. Bem, não considerando "Absolutely Fabulous" e "The Viccar of Dibley", igualmente melhores séries de humor de sempre (e, não por acaso, todas da BBC). Como quase toda a gente, adoro o surrealismo selvagem dos Monty Phyton , que mudou para sempre o humor e influenciou tudo o que veio depois (veja-se o gore absurdo de "Little Britain", por exemplo, de que no geral não gosto porque demasiado grotesco). "The Office" foi adaptado pela NBC para os EUA e passa agora na Fox (FX). Adaptar este tipo de humor tão subtil e subentendido (no fundo, tão britânico) para o público norte-americano, é quase como traduzir o intraduzível. Não comparei episódios e já há algum tempo que não revejo os episódios da BBC que guardo religiosamente ali na estante, mas, pelo que vi da versão da NBC, e apesar dos prémios e dos encómios muitos, esta parece-me uma adaptação falhada. O "The Office" de Ricky Gervais (uma criatura abençoada, genial) assenta nos pormenores de um subúrbio feio, cinzento e desconsolado, num escritório de gente e plantas meio murchas, nas horríveis gravatas com que David cobre a barriga flácida e que exibe como se fosse um ladies man, entre outros detalhes tenebrosos. É um humor que vive dos silêncios, dos olhares, dos constrangimentos e dos embaraços, provocados por um chefe misógino, convencido, ignorante, preguiçoso, presunçoso, racista, inconveniente, insensível, egocêntrico e preconceituoso, com tendência para o discurso motivacional e para a interacção. Uma criatura que tenta mostrar o seu melhor (algo que não tem) frente às câmaras de televisão que o seguem (tipo documentário) no seu dia a dia de trabalho. Os empregados, algures entre a bajulação e o desprezo, calam-se devido à subalternidade, pelo que quase tudo se passa ao nível dos olhares, das expressões, do que ficou por dizer e do que foi dito a mais. As situações criadas são caricatas, ridículas, confrangedoras e, por isso, hilariantes. O problema é que os norte-americanos não resistiram a dourar a pílula do desconsolo, desvirtuando de certa forma a essência da coisa: na versão da NBC, é tudo melhorado. O chefe, Michael (o David Brent norte-americano), interpretado por Steve Carrel, não tem sotaque das docas, é musculado em vez de flácido e é francamente mais bonito que Gervais. O escritório é mais arejado e menos cinzento. É um facto que as personagens secundárias, uma trupe de pobres coitados, estão francamente boas, em especial a de Pam, a recepcionista (interpretada por Jeena Fisher), a principal vítima das piadolas misóginas do patrão. Fischer é excelente na composição de uma suburbana sem perspectivas de futuro, agarrada a um namorado machista, mal arranjada, mal penteada, rumando entre o desconsolo, o embaraço, a resignação e o ódio dissimulado. Aliás, todos os secundários são óptimos, como Jim, o empregado das vendas que mantém com Pam uma tensão sexual e que faz o contraponto entre a normalidade e a aberração que é Michael. Não digo que Steve Carrel seja um mau actor (no Daily Show até tinha alguma graça, enfim), mas, na comparação com Ricky Gervais, perde aos pontos. Perde na expressividade facial, na linguagem corporal, na foleirice pouco desbragada. Gervais é muito melhor, porque é pior: Steve Carrel não é cromo, nem cretino, nem looser, que chegue. De qualquer modo, e como não é fácil estragar o que é muito bom, a versão americana tem já alguns momentos de antologia, como a cena em que Michael obriga os empregados a usarem um papel na testa com uma certa "raça", obrigando-os a adivinharem qual é pelas perguntas que os outros lhes fazem*, bem como a do jogo de basquete, que podem ver aqui. Nada bate, no entanto, esta fantástica dança de um despeitado David Brent, espicaçado por uma dupla de colegas especialmente jeitosos que acabara de se exibir para o resto do escritório:




Maravilhoso.



* Dwight, wearing "Asian," came up to Pam, who was wearing "Jewish," and asked her for a loan. Dwight had a hard time guessing what was on his head until Pam goaded him by saying, "You would maybe not be a very good driver." "Oh, man," Dwight shouted, "Am I a woman?"

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