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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

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por Vieira do Mar, em 19.07.07
o que será (1976)



De vez em quando, preciso de voltar a Chico. Como quem volta a casa.

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por Vieira do Mar, em 19.07.07
o que será (1976)



De vez em quando, preciso de voltar a Chico. Como quem volta a casa.

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por Vieira do Mar, em 18.07.07
desculpem lá a insistência


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por Vieira do Mar, em 18.07.07
desculpem lá a insistência


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por Vieira do Mar, em 16.07.07
o eduardo sá é uma borbulha (2)


Diz que as crianças mentem porque têm medo dos pais, dos pais com os olhos muito abertos (medo, tenho eu: dele). Diz que “mentir é uma maneira de poupar o mau génio dos pais”. Existe uma “escala de mentiras”?, pergunta a jornalista. Quais as mais “preocupantes”? O guru diz que, preocupante, preocupante, é a criança que “nunca mente” - tanto como a que mente compulsivamente. Diz que mentir é “guardar um segredo”, que “mentir é bom”, porque as crianças têm “segredos”, que mentir é “guardar segredos”. Mais uma vez, arregalo-me perante o ecrã. Nunca morre, esta esperança de poder tornar-me melhor mãe - valham-me os ensinamentos de Santa Melíflua Borbulha.

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por Vieira do Mar, em 16.07.07
o eduardo sá é uma borbulha (2)


Diz que as crianças mentem porque têm medo dos pais, dos pais com os olhos muito abertos (medo, tenho eu: dele). Diz que “mentir é uma maneira de poupar o mau génio dos pais”. Existe uma “escala de mentiras”?, pergunta a jornalista. Quais as mais “preocupantes”? O guru diz que, preocupante, preocupante, é a criança que “nunca mente” - tanto como a que mente compulsivamente. Diz que mentir é “guardar um segredo”, que “mentir é bom”, porque as crianças têm “segredos”, que mentir é “guardar segredos”. Mais uma vez, arregalo-me perante o ecrã. Nunca morre, esta esperança de poder tornar-me melhor mãe - valham-me os ensinamentos de Santa Melíflua Borbulha.

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por Vieira do Mar, em 16.07.07
corrente literária


Não gosto muito de correntes literárias em blogues porque são, geralmente, uma oportunidade para o mero exibicionismo intelectual. No entanto, verdade se diga que, pior do que mostrar ad nauseum que se leu os “clássicos” (gregos e russos), Proust, Joyce et all, é os que criticam os primeiros mas que, pelo caminho, vão dizendo que, afinal, também leram, só que não andam para aí a dizê-lo à boca cheia – só à boca pequena, ou seja, em posts pequeninos, como quem não quer a coisa. Uma coisa é certa: um livro, materialmente falando, está ao alcance de toda a gente; lê-lo, entendê-lo e apreciá-lo verdadeiramente, só estará ao alcance de alguns. E eu, lamento, mas ainda não consegui passar dos primeiros capítulos de “Do Lado de Swann”, não percebi grande coisa do “Ulisses” (eu e o onírico não nos damos lá muito bem) e não, não li os “clássicos” – nem os gregos, nem os russos (a coisa mais russa que li - e nem isso, eu sei... - foi os livros do Leon Uris, mas parece que estava na moda, há alguns anos atrás, entretermo-nos com as sevícias infligidas pelos comunistas na Sibéria, assim como uma sub-espécie de “literatura juvenil”). Não tenho a menor dúvida de que serei eu que estou a perder, notem. Não sei se foi por ter tido três filhos mais ou menos “cedo” (já não me lembro de como pensava a.d. - antes deles), mas não tenho paciência para livros compridos, essencialmente descritivos e que me obriguem a grandes esforços de abstracção para seguir o fio à meada. Às tantas, já estou a pensar no que vou fazer para o jantar e se têm todos as vacinas em dia. Se calhar, apenas não sou inteligente o suficiente (é uma hipótese a considerar). Por isso, querida Isabel, não sou eu a pessoa ideal para dar continuidade a uma corrente “literária”. Se bem que, depois de a minha querida Cat ter dado a entender que as correntes que aqui chegam, ao Controversa, por norma, param e morrem, jurei para mim mesma que tal não voltaria a acontecer, nem que a próxima que me chegue, seja sobre as minhas cinco obras favoritas do neo-realismo-axiomático-do-grande-cocó-pós-moderno. Bom, mas então, vamos lá. Actualmente, entretenho-me (estou quase a acabar) com “A História de Lisey”, mais um livrinho assustador e comovente desse génio da literatura que dá pelo nome de Steven King, e que fala da redenção pelo amor, neste caso, o amor conjugal, enquanto forma de dor - contada, dilacerada e partilhada. Excelente. E, porque parece que a temática da conjugalidade é, neste momento, recorrente em mim (são fases), o penúltimo foi “ Na Praia de Chesil”, publicado pela Gradiva, um contozinho dessoutro génio, Ian McEwan, sobre um casamento que – ao contrário do anterior - não passa da noite de núpcias, porque afogado à partida em silêncios demasiados, em muitas histórias por contar. Gostei, mas achei insuportavelmente triste. O de King também é triste, mas é uma outra espécie de tristeza: uma tristeza redentora, salvífica, aterrorizadora e necessária, porque sustentada num amor total, cheio de esperança. Lembro-me de que tentei (sinceramente, tentei) qualquer coisa do Lobo Antunes mas (deus me perdoe que) não aguento aquela escrita errática por mais de um capítulo seguido. Ele é muito bom nalgumas crónicas, aquela coisa da loucura, da reminiscência da dor - mas tudo em doses pequenas, por favor. Sempre recuando, e quando ainda convalescia do acidente, li “O Diabo Veste Prada” (a autora, não me lembro quem é), maternidade oblige (oferta da filha), que serviu para me distrair das costelas partidas, vá lá (note-se que não vi o filme). Li, também, “Um Gladiador Só Morre Uma Vez”, do Steven Saylor, de uma série de policiais muito bons passados na Roma Antiga (uma série designada “Roma Sub-Rosa”), com um herói-detective chamado “Gordiano, o Descobridor”. Muito giro, como sempre. Aliás, policiais, papo-os sempre que posso, desde os clássicos (sim, estes “clássicos”, sim) aos que vão aparecendo. Tudo isto, entremeado com muitas revistas “Caras”, “Holas”, a secção “Casas & Espaços” do Expresso, a secção de domingo do Correio da Manhã, Almanaques da Mônica, alguns 24 Horas e “O Livro do Desassossego” (edição da Assírio & Alvim) que nunca me abandona, e ao qual volto e volto e volto, sempre. E pronto, agora estou demasiado cansada para passar isto a outros. Amanhã, penso nisso (olha, afinal, parece que a Cat tinha razão).

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por Vieira do Mar, em 16.07.07
corrente literária


Não gosto muito de correntes literárias em blogues porque são, geralmente, uma oportunidade para o mero exibicionismo intelectual. No entanto, verdade se diga que, pior do que mostrar ad nauseum que se leu os “clássicos” (gregos e russos), Proust, Joyce et all, é os que criticam os primeiros mas que, pelo caminho, vão dizendo que, afinal, também leram, só que não andam para aí a dizê-lo à boca cheia – só à boca pequena, ou seja, em posts pequeninos, como quem não quer a coisa. Uma coisa é certa: um livro, materialmente falando, está ao alcance de toda a gente; lê-lo, entendê-lo e apreciá-lo verdadeiramente, só estará ao alcance de alguns. E eu, lamento, mas ainda não consegui passar dos primeiros capítulos de “Do Lado de Swann”, não percebi grande coisa do “Ulisses” (eu e o onírico não nos damos lá muito bem) e não, não li os “clássicos” – nem os gregos, nem os russos (a coisa mais russa que li - e nem isso, eu sei... - foi os livros do Leon Uris, mas parece que estava na moda, há alguns anos atrás, entretermo-nos com as sevícias infligidas pelos comunistas na Sibéria, assim como uma sub-espécie de “literatura juvenil”). Não tenho a menor dúvida de que serei eu que estou a perder, notem. Não sei se foi por ter tido três filhos mais ou menos “cedo” (já não me lembro de como pensava a.d. - antes deles), mas não tenho paciência para livros compridos, essencialmente descritivos e que me obriguem a grandes esforços de abstracção para seguir o fio à meada. Às tantas, já estou a pensar no que vou fazer para o jantar e se têm todos as vacinas em dia. Se calhar, apenas não sou inteligente o suficiente (é uma hipótese a considerar). Por isso, querida Isabel, não sou eu a pessoa ideal para dar continuidade a uma corrente “literária”. Se bem que, depois de a minha querida Cat ter dado a entender que as correntes que aqui chegam, ao Controversa, por norma, param e morrem, jurei para mim mesma que tal não voltaria a acontecer, nem que a próxima que me chegue, seja sobre as minhas cinco obras favoritas do neo-realismo-axiomático-do-grande-cocó-pós-moderno. Bom, mas então, vamos lá. Actualmente, entretenho-me (estou quase a acabar) com “A História de Lisey”, mais um livrinho assustador e comovente desse génio da literatura que dá pelo nome de Steven King, e que fala da redenção pelo amor, neste caso, o amor conjugal, enquanto forma de dor - contada, dilacerada e partilhada. Excelente. E, porque parece que a temática da conjugalidade é, neste momento, recorrente em mim (são fases), o penúltimo foi “ Na Praia de Chesil”, publicado pela Gradiva, um contozinho dessoutro génio, Ian McEwan, sobre um casamento que – ao contrário do anterior - não passa da noite de núpcias, porque afogado à partida em silêncios demasiados, em muitas histórias por contar. Gostei, mas achei insuportavelmente triste. O de King também é triste, mas é uma outra espécie de tristeza: uma tristeza redentora, salvífica, aterrorizadora e necessária, porque sustentada num amor total, cheio de esperança. Lembro-me de que tentei (sinceramente, tentei) qualquer coisa do Lobo Antunes mas (deus me perdoe que) não aguento aquela escrita errática por mais de um capítulo seguido. Ele é muito bom nalgumas crónicas, aquela coisa da loucura, da reminiscência da dor - mas tudo em doses pequenas, por favor. Sempre recuando, e quando ainda convalescia do acidente, li “O Diabo Veste Prada” (a autora, não me lembro quem é), maternidade oblige (oferta da filha), que serviu para me distrair das costelas partidas, vá lá (note-se que não vi o filme). Li, também, “Um Gladiador Só Morre Uma Vez”, do Steven Saylor, de uma série de policiais muito bons passados na Roma Antiga (uma série designada “Roma Sub-Rosa”), com um herói-detective chamado “Gordiano, o Descobridor”. Muito giro, como sempre. Aliás, policiais, papo-os sempre que posso, desde os clássicos (sim, estes “clássicos”, sim) aos que vão aparecendo. Tudo isto, entremeado com muitas revistas “Caras”, “Holas”, a secção “Casas & Espaços” do Expresso, a secção de domingo do Correio da Manhã, Almanaques da Mônica, alguns 24 Horas e “O Livro do Desassossego” (edição da Assírio & Alvim) que nunca me abandona, e ao qual volto e volto e volto, sempre. E pronto, agora estou demasiado cansada para passar isto a outros. Amanhã, penso nisso (olha, afinal, parece que a Cat tinha razão).

...

por Vieira do Mar, em 15.07.07
eleições (7)


A abstenção? Não me admira. Não esquecer que Lisboa é uma cidade que foi governada por um desastroso Pedro Santana Lopes e, depois, por um Carmona Rodrigues que a tornou ingovernável e obrigou o líder do seu partido a dar um tiro no próprio pé, retirando-lhe a confiança política e precipitando eleições que, à partida, sabia que nunca poderia vencer. Já há alguns anos que nada de substancial muda na vida comunitária dos lisboetas, que continuam a perder anos de vida no trânsito, a fugir com os filhos para os campos limítrofes, a contornar os cocós dos cães e os focinhos dos carros que investem pelos passeios dentro e a evitar os jardins decrépitos. Convivem diariamente com a corrupção, com as estruturas emperradas, a falta de cafés e de esplanadas; e continuam a enfiar-se nos centros comerciais e em casa depois do trabalho, porque a cidade não os acolhe, não incita ao convívio, à revelação. Não sabem, ao certo, o que tem corrido mal na gestão da Câmara; sabem, apenas, que tem corrido mal, porque eles continuam a sofrer as mesmas dificuldades de sempre e parece que não há dinheiro para mudar o estado das coisas. Nem sequer é uma questão de descrédito: enquanto não começarem a sentir, na pele, os resultados práticos de uma gestão positiva, os lisboetas vão continuar de casa para o trabalho e do trabalho para casa, de costas voltadas para a sua cidade e para os seus governantes.

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por Vieira do Mar, em 15.07.07
eleições (7)


A abstenção? Não me admira. Não esquecer que Lisboa é uma cidade que foi governada por um desastroso Pedro Santana Lopes e, depois, por um Carmona Rodrigues que a tornou ingovernável e obrigou o líder do seu partido a dar um tiro no próprio pé, retirando-lhe a confiança política e precipitando eleições que, à partida, sabia que nunca poderia vencer. Já há alguns anos que nada de substancial muda na vida comunitária dos lisboetas, que continuam a perder anos de vida no trânsito, a fugir com os filhos para os campos limítrofes, a contornar os cocós dos cães e os focinhos dos carros que investem pelos passeios dentro e a evitar os jardins decrépitos. Convivem diariamente com a corrupção, com as estruturas emperradas, a falta de cafés e de esplanadas; e continuam a enfiar-se nos centros comerciais e em casa depois do trabalho, porque a cidade não os acolhe, não incita ao convívio, à revelação. Não sabem, ao certo, o que tem corrido mal na gestão da Câmara; sabem, apenas, que tem corrido mal, porque eles continuam a sofrer as mesmas dificuldades de sempre e parece que não há dinheiro para mudar o estado das coisas. Nem sequer é uma questão de descrédito: enquanto não começarem a sentir, na pele, os resultados práticos de uma gestão positiva, os lisboetas vão continuar de casa para o trabalho e do trabalho para casa, de costas voltadas para a sua cidade e para os seus governantes.

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