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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

...

por Vieira do Mar, em 08.04.07
Uns anormais do partido nacionalista (???) resolveram ameaçar, num fórum na net, os Gato Fedorento, por causa de um cartaz a gozar com as enormidades que constavam de um outro cartaz, este daquele partido. Toda a gente conhece a história. Por esta altura, Ricardo Araújo Pereira (RAP), anda com protecção policial, porque, além das ameaças à integridade física, os energúmenos mostraram saber qual o colégio frequentado pelas filhas e, foda-se!, que com os nossos filhos ninguém brinca, cabrões. Apesar disto, RAP adoptou uma posição pública de displicência, pretendendo com isso, presumo, esvaziar as ameaças de conteúdo. Eu li algumas e acho que RAP faz mal. E não só porque duas ou três me pareceram razoavelmente sérias (afinal, estamos a falar de uma associação de pessoas tendencialmente más e incultas, uma daquelas permissividades democráticas que somos obrigados a engolir mas que não nos mesmo apetece nada), mas também porque, por muito pouca fé que se tenha na Justiça portuguesa, este é um crime punível com pena de prisão efectiva. E talvez RAP e os seus colegas devessem ir por aí, assim obrigando os energúmenos, escondidos pela capa do anonimato, a, mais tarde ou mais cedo, dar a cara em julgamento. Poderiam até conseguir só uma pena de multa paga pelos papás ricos, mas os criminosos seriam obrigados a aparecer. Alguém ficaria a saber que tem um primo, um irmão, um tio, um filho, um vizinho ou um colega, energúmeno: sem sentido de humor, vingativo, miserável. Alguém, algures, teria vergonha. E, afinal, como diz Shakespeare, numa tradução muito mais que livre, os cobardes morrem muitas vezes antes da sua morte. Esta poderia ser uma delas. Metaforicamente falando, claro.

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por Vieira do Mar, em 08.04.07
Uns anormais do partido nacionalista (???) resolveram ameaçar, num fórum na net, os Gato Fedorento, por causa de um cartaz a gozar com as enormidades que constavam de um outro cartaz, este daquele partido. Toda a gente conhece a história. Por esta altura, Ricardo Araújo Pereira (RAP), anda com protecção policial, porque, além das ameaças à integridade física, os energúmenos mostraram saber qual o colégio frequentado pelas filhas e, foda-se!, que com os nossos filhos ninguém brinca, cabrões. Apesar disto, RAP adoptou uma posição pública de displicência, pretendendo com isso, presumo, esvaziar as ameaças de conteúdo. Eu li algumas e acho que RAP faz mal. E não só porque duas ou três me pareceram razoavelmente sérias (afinal, estamos a falar de uma associação de pessoas tendencialmente más e incultas, uma daquelas permissividades democráticas que somos obrigados a engolir mas que não nos mesmo apetece nada), mas também porque, por muito pouca fé que se tenha na Justiça portuguesa, este é um crime punível com pena de prisão efectiva. E talvez RAP e os seus colegas devessem ir por aí, assim obrigando os energúmenos, escondidos pela capa do anonimato, a, mais tarde ou mais cedo, dar a cara em julgamento. Poderiam até conseguir só uma pena de multa paga pelos papás ricos, mas os criminosos seriam obrigados a aparecer. Alguém ficaria a saber que tem um primo, um irmão, um tio, um filho, um vizinho ou um colega, energúmeno: sem sentido de humor, vingativo, miserável. Alguém, algures, teria vergonha. E, afinal, como diz Shakespeare, numa tradução muito mais que livre, os cobardes morrem muitas vezes antes da sua morte. Esta poderia ser uma delas. Metaforicamente falando, claro.

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por Vieira do Mar, em 08.04.07
WISHFULL THINKING



O Joãozinho mudou de escola a meio de este ano. Perante o nítido avanço em relação aos restantes colegas (entrou para o primeiro ciclo já a saber ler e escrever, o que fez sozinho) e a casmurrice do colégio em reconhecer-lhe a necessidade de um tratamento diferenciado; perante as dificuldades de adaptação e a desmotivação, optámos por colocá-lo numa escola onde o primeiro ano é, ele próprio, “avançado” e equivale à típica "segunda classe". Sociável e desligado como é, fez logo uma série de novos amigos e rapidamente esqueceu os antigos, excepto dois ou três, os amigos de sempre, os do coração. Passam todos longas horas ao telefone, a pôr a escrita em dia, a fazer comparações e a matar saudades. No outro dia ligou-lhe a grande amiga, I., para o meu telemóvel.


Joãozinho, é para ti! Obrigada, mãe!

Pega no telemóvel, corre para o quarto do irmão (que não estava) e fecha a porta, para garantir a privacidade da conversa. Do meu quarto (juro que não fui de propósito ouvir, juro!), pude perceber algumas coisas que ele dizia:


Olha lá a lata que eu tenho, já viste, I,. estou aqui deitado na cama do meu irmão, a falar, todo relaxado, tipo iá. Bué da fixe. Mas o que é que estavas a dizer?

Apercebo-me de que a I. lhe conta coisas que, entretanto, aconteceram no antigo colégio. E ele, às tantas:


E vocês lembram-se de mim? Falam em mim no recreio? Sim? Quantas vezes? Seis? Cem? Seis ou Cem? Não percebo nada do que dizes. Pronto, cem, ouço-te mal, mas acho que estás a dizer cem...

Moral da história: nunca é cedo demais para se fazer do wishfull thinking um modo de vida.

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