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  <title>Controversa Maresia</title>
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  <description>Controversa Maresia - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Sun, 29 Apr 2012 14:53:13 GMT</pubDate>
  <title>Muito, muito ricos</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Ministra da Justiça é uma boa ministra. O que confirma a minha tese: os ministros deviam ser inteligentes e ricos, ou seja, terem fortuna pessoal antes de entrarem para a política por forma a poderem decidir desinteressadamente. Evitava-se o nojo que é esse fenómeno do  carreirismo e isto de querem chegar lá cagando para os interesses do povo, ignorantes dos dossiês, debitando asneiras e gaffes a toda a hora, roubando onde podem e deixando-se corromper só para amealharem uns milhares de euros para poderem construir a vivenda Marisol no Ribatejo.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 09 Apr 2012 12:03:28 GMT</pubDate>
  <title>pornografia infantil</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/vieiradomar/fotos/?uid=64HHYdoiPu9YtcQHySpi&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P09092449/11366151_Cw0mn.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;201&quot; height=&quot;260&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fazendo um zapping entre foxes e axenes, descobri um programa extraordinário: &quot;toddlers and tiaras&quot;. Já desconfiava que fosse sobre aqueles inenarráveis pageants com crianças, que se realizam América fora, mas resolvi espreitar e descobri a demência. A demência dos concursos em si mas, principalmente, a demência daqueles paizinhos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A aberração divide-se por idades e começa pelos bebés. Pintadas como palhacinhas, vestidas com desconfortáveis folhos e cetins, cabelos armados cheios de laca, enfeitados a enormes fitas e flores, as crianças parecem marionetas tristes, assustadas com o barulho das luzes,  ao colo das mães babadas que lhes pegam nas mãozinhas para acenarem ao público.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há várias categorias: os olhos mais bonitos, o cabelo mais bonito e por fim, a vencedora. Depois as dos dois anos. Metem dó. Ainda tropeçantes e sem qualquer consciência do que estão a fazer, mais uma vez tão pintadas e encaracoladas e acetinadas que  parecem aquelas bonecas de porcelana escondidas nos sotãos  que, invariavelmente, se mexem sozinhas porque contém espíritos malignos e assustam toda a gente, passeiam-se de mão dada pelas mães como cãezinhos à trela numa exposição, bem escovadas e, no geral, bem treinadas. Uma leva uma sapadela subtil porque meteu o dedo à boca, para o chuchar. Dois pontos de penalização.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nas dos cinco anos já a coisa começa a roçar a violência infantil e o abuso sexual. Literalmente empurradas para o palco, entregues a si mesmas, com fatos sexy de adultas, muito trashy, sapatos com salto, parecem umas pequenas prostitutas a quem lhes foi dito que abanassem as ancas o mais possível e que colassem os sorrisos à cara (uma das mães, aliás,  di-lo literalmente). O mesmo se diga das dos sete aos nove anos, onde concorre uma pequena badocha de tratamento caseiro que não tem qualquer hipótese contra as outras concorrentes, tubarões profissionais há anos nestas coisas e que carregam atrás de si, além de mães e pais tarados, uma equipa de cabeleireiras, maquiadoras e treinadoras de postura.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A crueldade daqueles pais rústicos ao meterem a miúda simplória no meio daqueles cânones de beleza futura é insuportável de se ver. Sem qualquer treino, tropeça nos sapatos, anda pelo palco como uma patarata até o sofrimento (dela e nosso) acabar e dar lugar à entrada de uma call girl em ponto pequeno, já um bocadinho arredada da inocência, certeira nos requebros, nos piscar de olhos sensual, no chamamento da multidão com um gesto de assédio de cariz sexual. Estou à beira do vómito.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No fim, as entrevistas. A badocha, desiludida que mete dó, agarra-se aos anormais dos pais, que choram com ela, em vez de a animar. Desiludiu-os (como não o poderia?) e eles cobram-lhe por isso. Cabrões. As dos bebés exibem as suas assustadoras bonecas de porcelana, alisando-lhes os folhos dos vestidos para a fotografia, e as de 5 e 9 anos, com arremedos de auto-determinação, apressam-se a libertar-se dos saltos e dos vestidos, enquanto se queixam de que lhes doem os pés, algumas nitidamente cagando e andando para se ganharam ou perderam.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo isto se passa num dos maiores países do mundo, anquele que manda em quase todos os outros, os US of A. Eu sei que é um país de contrastes e tal, que enquanto descobrem a cura para o cancro, em liceus do interior darwin é proibido e eva nasceu da costela de adão, mas  porra, se dão 25 anos a perpétua a um gajo que roubou, se obrigam os agressores sexuais que cumpriram pena a afixar pela vizinhança quem são e o que fizeram, como admitem este tipo de violência infantil, pornográfica, que força as miúdas a fingirem uma maturidade sexual que não têm, uma idade que não têm,  como se os paizinhos e a tropa que se move à volta daqueles concursos fossem simples voyeurs excitados?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Podemos ser atrasadinhos, pobres e comidos sucessivamente pelos governos, pelas troikas, alheios ao nepotismo - uma carneirada silenciosa, vá. Mas cá, facilmente encaixaria esta merda num ilícito criminal ali algures pelo Capítulo V do código Penal, garanto-vos.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 25 Mar 2012 00:24:01 GMT</pubDate>
  <title>dos amigos (ou dos não-amigos)</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De um amigo exige-se duas coisas: que esteja lá quando é preciso, seja de que maneira for, e lealdade incondicional. Isto não significa que um amigo nos defenda sempre perante os outros, em especial quando estamos errados, porque um amigo, como ser humano que é, tem uma consciência que formiga.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas um desacordo entre amigos exige recato, pudor, afastamento dos outros, gritos em privado, zaragatas, silêncios que ficam com cada um dos amigos e reconciliações a dois. Porque os amigos não deixam de o ser. Só quando andaram a fingir que o eram e, por qualquer razão, se mostram subitamente como não-amigos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma relação entre dois amigos tem regras, como qualquer outra relação humana que une pelo coração duas pessoas diferentes que devem entender o que as divide, integrando essa fractura na própria amizade, como um osso partido e regenerado. A primeira dessas regras é ouvir o amigo antes de todos os outros, para evitar juizos apressados e mal-entendidos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se exige a um amigo de um amigo que também é nosso amigo que tome partido. Exige-se que se afaste de uma relação que lhe é exterior e que no máximo, aconselhe e concilie, para bem de ambos os amigos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acima de tudo, há a regra que obriga ao Amor, querer bem ao amigo e vice-versa. Se tudo discorrer tão simples assim, como o fluir de um rio, as outras regras nem precisam de ser enunciadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A invasão do virtual veio perturbar as regras do jogo dos amigos. Não existem amigos apenas virtuais, mesmo que a distância nos liberte do crivo do pudor e nos leve a confidenciar-lhes o que mais íntimo temos. Estão fisicamente longe, logo, achamos que não há mal fazê-lo, que não haverá qualquer intromissão na nossa vida real. Que estamos longe do escrutínio crítico de quem verdadeiramente nos conhece.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só que nada cria laços como o toque, os beijos, os abraços, os olhos nos olhos, as dores sofridas a dois quando estamos em apuros. Se o suposto amigo não conhece na verdade o outro suposto  amigo, os coraçõezinhos, os likes, os elogios, os blinks, as palavras de elevação moral, valem zero. Bites e bytes.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os não-amigos virtuais, os que fingiram sê-lo (por interesse, engano, admiração, inveja, voyeurismo), são perigosos, tóxicos, porque, ao saberem demais sobre a nossa vida pessoal (por negligência, distracção, conveniência ou credulidade nossa), minam as amizades reais, são dalilas que cortam a força que une os amigos quando estes não estão a olhar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gosto de pensar nas amizades que foram cerceadas pela intriga alheia como um interregno, porque um amigo não deixa o ser, fica apenas ferido, magoado, a lamber as feridas até sararem e se sentir pronto à reconciliação, que mais não deve ser do que um retomar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu continuo a gostar de amigos que me foram desleais. Na verdade o coração não se atém a regras, tem vida própria. E então entro em contradição: se é desleal, não é amigo. Pois não. mas eu continuo amiga do meu amigo. Pronta a acorrer-lhe se precisar. Ninguém disse que a amizade tinha de ser bilateral, embora só seja plenamente satisfatória se o for. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta perenidade do sentimento de amizade em relação ao amigo que não perdoa, que finge que não se interessa, faz de mim uma pessoa melhor embora me confira uma certa sensação de superioridade, confesso. Não sou eu quem fica a perder e, mais do que isso, estou em paz comigo mesma e com aquele de quem sou amiga. Já este não poderá dizer o mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Disclaimer: qualquer semelhança deste post com pessoas reais é pura coincidência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 12 Mar 2012 00:02:31 GMT</pubDate>
  <title>ah! que saudades de escrever neste blogue...</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p&gt;... mas agora não dá. ando a escrever noutros lados. mas em breve terão notícias minhas. até já!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 11 Mar 2012 23:40:24 GMT</pubDate>
  <title>ou quando acontecem as duas coisas com o mesmo desconhecido</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://cabradeservico.blogspot.com/2011/05/se-um-desconhecido-te-oferecer-sexo.html&quot;&gt;&quot;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Se um desconhecido me tentar saltar para a cueca eu percebo e até posso dar um jeitinho, se um desconhecido me tentar saltar para o disco rígido eu mando-o brincar com o seu próprio html em menos de um bit.&lt;/span&gt;&quot;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Teresa, &lt;a href=&quot;http://cabradeservico.blogspot.com/&quot;&gt;cabra de serviço&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 15 Feb 2012 00:21:17 GMT</pubDate>
  <title>conseguida a custo *</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;... a entrega temporária dos miúdos, encontram-se a meio caminho entre a casa dos avós e o escritório dele. Acorrem sem pressa à bilheteira e aceitam sem reclamar as sobras que a mulher sisuda do lado de lá do vidro lhes impõe. Afinal, é segunda-feira e chegam atrasados, não têm por que se queixar. Dão por eles nos lugares mais escondidos da sala mais recôndita de um megacomplexo recém-inaugurado, enfronhados no pesadelo neurótico-estático de um realizador nórdico muito premiado. Mergulhando os dois as mãos no balde das pipocas, lembram-se daquela vez em que aterraram também de chofre nos delírios onanistas de um outro realizador, este francês (só podia!), o que lhes vale um ataque de riso seguido de um chiuuu! sibilado do outro canto da sala. Parecia que, de cada vez que tentavam fugir, por uma hora que fosse, da esquizofrenia do seu próprio quotidiano, o acaso trocava-lhes as voltas e contemplava-os com a esquizofrenia dos outros, esparramada num ecrã gigante. Não é que achassem aquilo mau, aliás, quem eram eles para criticar o chamado cinema de autor, eles, soberanos incontestados das matinés walt disney presents. Mas fazia-lhes espécie, aquela ausência de ruído das emoções dos personagens, que os obrigava a deitarem-se a adivinhar. Às tantas, algures entre um divórcio e uma tentativa de suicídio filmados em tons sépia, ele sussurra-lhe, o que me apetecia mesmo, mesmo, era um big mac... Ela sacode uma pipoca colada no canto da boca e, sem se dar ao trabalho de fingir-se enjoada com a sugestão, como teria sido politicamente correcto, atira-lhe um sintético, bora!. Enquanto, no ecrã, a neve cai e os personagens se abrigam em monólogos que se pretendem diálogos, eles dão-se as mãos pegajosas, levantam-se e furam sem cerimónia a circunspecta fila, deixando atrás de si um lastro de desculpas não aceites. No corredor e a caminho da porta, por entre fiapos de escuridão e luz, ela arrisca, queres namorar comigo? Ele entra no jogo, está bem mas só esta noite. Acabam empoleirados em dois bancos altos de fórmica, rodeados de putas e chulos, a lamber ketchup dos dedos e a recordar episódios do Seinfeld. Nessa noite, não pediram três happy meal com cheese natura, dois para rapaz, um para rapariga. Mas arrecadaram o brinde.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;* dado que me apagaram o controversa no blogspost vou fazer de vez em quando reposts dos meus textos mais antigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 14 Feb 2012 15:51:03 GMT</pubDate>
  <title>Aos...</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: large;&quot;&gt;Aos que namoram  e acabam todos os dias e à vez, presos nos desmandos conciliatórios da juventude; aos miúdos que limpam o ranho com o bibe enquanto espreitam a miúda loura que dá uma cambalhota no recreio; aos que têm medo de se aproximar delas, às que têm medo de se aproximar deles; aos que se uniram pela primeira vez, num amplexo furtivo e desajeitado; aos que precisam de respirar o mesmo ar senão  morrem;  aos que já se uniram tantas vezes que sabem descrever o outro no escuro; aos que estão apartados, e usam o twitter, o face e os chats e que com as palavras se juntam; aos que se chateiam e partem pratos, e gritam e choram e depois se lambem as lágrimas; aos casais presos por um fio; às almas gêmeas separadas pelos atritos do dia; aos que se oferecem peluches foleiros e aos que os recebem como se diamantes;  aos casais roliços que passeiam de mão dada no shopping com fatos de treino a condizer; aos velhotes rezinguentos, que se amam negando sempre  a razão ao outro, em intermináveis arrazoados, que só eles entendem;  aos que se dão um beijo cansado à noite e no entanto adormecem entrelaçados; aos casais com filhos pequenos, que hoje jantam em casa mas não se importam, porque o mundo que aí vem é todo deles e da sua descendência;  às putas que amam os seus chulos, aos chulos que hoje lhes levam flores; às glorinhas à janela que beijam sentidas o seu príncipe imaginário; aos que acham que casaram para sempre, aos que casaram mesmo para sempre;  às mulheres que levam aos maridos as amigas para a fantasia a três; aos maridos que não vão tão longe e se ficam pela lingerie comestível; aos  viúvos que dormem abraçados ao cheiro  de quem se lhes morreu; aos casais entediados que acordam a meio da noite quando o outro tosse ou espirra; aos velhos que não contrariam as mulheres quando estas confundem a filha que os veio visitar com a empregada da casa;  às mulheres que mudam as algálias aos maridos e lhes dão a comida à boca e não lhes largam a mão enquanto eles fazem diálise; aos homens que não viram costas quando as mulheres lhes moem o juízo com aquilo que não entendem; aos  que por acaso ainda não se cruzaram;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: large;&quot;&gt;às caras-metades que (ainda) não sabem que o são...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; color: #00ccff; font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Um Feliz Dia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 26 Jan 2012 13:24:48 GMT</pubDate>
  <title>olha que dois! uma pérola, isto.</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/FVwEZD2j07E&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 25 Jan 2012 13:44:53 GMT</pubDate>
  <title>a mamificação das massas (ou a massificação das mamas)</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; font-size: large;&quot;&gt;Aligeirando, vamos à lingerie. Mais propriamente ao sutiã. Ainda outro dia estava numa grande superfície (sempre quis usar esta palavra: &lt;em&gt;grande superfície&lt;/em&gt;); uma loja daquelas para gajas, que são na verdade hipermercados de roupa mas que não envergonham ninguém porque até já fizeram nome e têm cenas com estilo e tal. Dirigi-me à lingerie, porque rebentara-se-me uma alça do sutiã. Saltaram-me logo à vista os ditos,  esponjosos por dentro e artificialmente sobredotados. Eu, que sou do antigamente e que, para além do mais,  não preciso de reforços de enchimento, vagueei, vagueei, à procura de sutiãs normais, daqueles de renda ou de algodão, sem engrossanços supérfluos. Debalde. Reparei que um sutiã copa B, por exemplo, nos faz parecer ter copa C ou D. No meu caso, copa EE (rapazes, googlai, nisto das copas). Comprei um dos insuflados porque não havia de outros e aquele até tinha umas florzinhas queridas. Um inferno. Quando saí da loja já parecia a Pamela Anderson, mas sem o resto do pacote (cintura 22, lábios grossos, longos cabelos oxigenados, prancha de salvamento, etc.). Antes de entrar em qualquer sítio, primeiro entravam as minhas mamas, como que a pedir licença. Ainda por cima,  os desgraçados são curtos em cima (para serem usados com grandes decotes), pelo que  as ditas estão sempre a saltar para fora e a pessoa a revirar-se, a esconder-se, a torcer-se,  para enfiar aquilo para dentro e  acomodá-las como deve ser, por entre camisola interior, camisolão, cachecol e casaco. Devorada por tudo quanto era trolha, balconista-não-gay (uma minoria, é certo) e bancário na hora do almoço, consegui chegar a casa viva. E concluí  três coisas: primeiro, que hoje em dia nenhum exemplar do sexo feminino se contenta com aquilo que Deus lhe deu; segundo, que quem desenha aquilo só pode ser homem; terceiro, que as secções de lingerie das &lt;em&gt;grandes superfícies&lt;/em&gt; são mais &lt;em&gt;sex shops&lt;/em&gt; camufladas cujo objectivo é transformarem as &lt;em&gt;teenagers&lt;/em&gt; em miúdas bregas e oferecidas, aspirantes a calendário de oficina,  e as mulheres de quarenta, em matronas igualmente oferecidas - mas sem direito a calendário, aparentemente acabadas de sair da clínica de implantes, em desespero de causa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: book antiqua,palatino; font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 24 Jan 2012 15:15:25 GMT</pubDate>
  <title>o divórcio</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
  <link>http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/403746.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: book antiqua,palatino; font-size: large;&quot;&gt;Quase todos os meus amigos já se divorciaram; alguns, mais do que uma vez. Uns dizem que é como morrer alguém próximo, há que fazer o luto, pelo menos dois anos. Tretas. Há quem saia de um divórcio cantando e rindo e quem sofra penas por longos e largos anos. Por vezes quem mais sofre foi quem o quis; e não por arrependimento, mas porque sim. Porque sem esperar se perde demais, e a esperança, insuflada pela noção de liberdade, só nos incute a ideia de ganhos. Um divórcio é doloroso; dói de facto como a morte de um ente querido; ou melhor, de uma vida querida que acarinhámos até se transformar num inferno ou num nada, num vazio. E tem momentos de volta atrás, se decorre de um casamento que, em tempos, até foi feliz. Temos que nos esforçar por nos mantermos nas partes más, se não estamos aqui e estamos no mesmo. Um divórcio provoca truques na nossa cabeça, que continua casada mesmo depois dos papéis assinados;  porque é uma cabeça que, para lá do desinteresse do corpo,  continua casada com a vida que tivemos, a única que conhecemos, e não com a pessoa em si. Muitas vezes, o outro  é o menos importante e o mais fácil de esquecer. O luto pode estender-se por anos; num lágrima a despropósito que corre pela cara  de  um filho, que só nós sabemos porque está lá, numa torneira por arranjar, numa ceia de Natal partida ao meio, numa viagem só para quatro, numa cama king size só para um. É  um processo de libertação e, ao mesmo tempo, de desconfiança. Interrogamo-nos muitas vezes para que serve a liberdade que ganhámos  - e que nos sabe tão bem – mas  desconfiamos do futuro, e se poderá alguma vez bater o passado, quando ainda era bom.  Um divórcio é um compasso de espera para os optimistas e uma experiência a não repetir, para os pessimistas. O acto de assinar os papéis é absolutamente simbólico; o que todos guardam é quando um deles  sai de casa de malas na mão, para não voltar. Consoante as situações, instala-se o vazio, o alívio ou o desespero. Às vezes, as três coisas juntas. Toda a casa nos lembra quem partiu, mesmo que tenhamos sido nós a desejar a partida &lt;em&gt;(...quando vem o teu cheiro, dentro de um livro&lt;/em&gt;). A culpabilização é enorme, quando existem filhos, mesmo quando foi o outro a sacanear-nos por todos os meios. Os filhos de um divórcio, nos primeiros tempos,  são o fracasso a olhar-nos nos olhos, e esta impressão desvanece-se lentamente. Eu acredito que quando as pessoas se casam é porque se amam. E que, se se divorciam é porque se deixam de amar, apagando  nos filhos o selo de garantia que lhes estampámos quando nasceram: “Aqui está o fruto do nosso amor. Marca registada”. Dizem-me, vezes sem conta, &lt;em&gt; os miúdos adaptam-se, os meus estão óptimos, são os maiores amigos do meu novo companheiro, têm boas notas, nunca deram trabalho, não precisaram de psicólogo, eu e o meu ex damo-nos bem o que é bom para eles, gostam muito do novo irmãozinho&lt;/em&gt;. Mas, não esquecer: para eles, até em adultos, o pai era para ter ficado com a mãe e a mãe com o pai. Que tinham obrigação de se ter entendido. Por eles, que não pediram para vir ao mundo. A nossa sorte é que os nossos filhos gostam muito de nós, independentemente dos disparates que façamos, e fingem que se fartam só para verem em nós uma centelha da felicidade de que se lembram de quando os pais ainda eram casados, mesmo que estejamos com outras pessoas,  eternos estranhos para eles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 19 Jan 2012 16:09:08 GMT</pubDate>
  <title>porque não escrevo assiduamente neste blogue</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
  <link>http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/403500.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A mais velha chega a casa a chorar desalmadamente por causa de mais uma picuinhice com o emplastro. Depois de uma hora de soluços audíveis  e de &quot;não quero falar com ninguém&quot;,  chega o emplastro e, presumivelmente,  fazem as pazes. O do meio chega a casa e trás consigo uma matilha de emplastros borbulhentos e espinafrudos que quase batem com a cabeça no tecto. Mochilhas atiradas ao calhas. Baixos, guitarras eléctricas e baterias a serem afinados no quarto. Coisas que caem, gargalhadas alarves, outras que batem contra a parede, não quero nem saber. Do que se passa no quarto da filha mais velha, à porta fechada, ainda quero saber menos. O mais novo chega da escola cheio de fome. Numa hora, uma caixa de cereais e um litro de leite vão à vida. Traz consigo um amigo nerd cuja única qualidade é comer pouco. Os aspirantes a banda de garagem assaltam a cozinha em me vendo de costas. As pizzas congeladas do pingo doce, compradas para uma ocasião de extremo cansaço em que não me apeteça cozinhar, vão todas. Só dou por falta delas muito depois, na tal ocasião de extremo cansaço, claro. Filha mais velha pergunta se namorado emplastro pode cá jantar. E se a amiga que está a chegar, também. Os adolescentes de barriga cheia resolvem descer à garagem para ver a aprilia nova do filho do meio. Não podem sair dali porque ele ainda não tem carta e andam às voltas lá dentro. Vizinhos a queixarem-se de que eles são muitos, fazem muito barulho e que não fecham a porta de acesso à garagem, pondo em causa a segurança do prédio. Voltam a subir, dou-lhes uma esfrega que lhes entra pelo cérebro (que na verdade ainda não têm), lhes atravessa o corpo e sai directamente para a terra, como uma descarga eléctrica sem dor nem consciência. Voltam aos Led Zepellin (que devem estar a rebolar na campa, ou lá no sítio onde estão, coitados). Chega a amiga emplastra, fecham-se os três no quarto a ver um filme. A partir das sete, começa o mantra caseiro, que se repete de cinco em cinco minutos: &quot;Mãe, o jantar já está pronto?&quot;. Tapo os ouvidos e entro no hard rock café: &quot;Quem fica para jantar?&quot;. &quot;Mãe, se não te importares o castro janta cá e depois vamos às esplanadas&quot;. O nerd fica cá a dormir, isso já sei,  está com o mais novo numa outra dimensão, a jogar online com um paquistanês e uns suecos. Faço contas à vida, abro o frigorífico. Sustância, népia. Ao todo, somos oito. Saio à pressa para o  talho, &lt;em&gt;quero 16 hamburgueres&lt;/em&gt;. Chego a casa, o mantra a repetir-se vezes sem conta, vindo de todas as partes da casa, as vozes ecoam na minha cabeça, numa onda esquizofrénica. Jantar, jantar, jantaaaaar!...Esparguete para a panela, hamburgueres com cogumelos e natas, 15 minutos (sou mais rápida que uma bimba, acreditem). Cada grupelho quer comer na sua zona de conforto. Tabuleirinhos para todos com os respectivos regrigerantes a gosto, guardanapos, talheres. Uma trabalheira para eles, que têm de vir buscar o seu tabuleiro à cozinha. Como é que é possível, eu não lhes levar a comida aos quartos? Comem em cinco minutos, louça na máquina. mais uma corrida para ver se a aprilia ainda está no lugar e irem às &quot;esplanadas&quot;, onde pedem uma jola para todos (isto sou eu em negação, deixem lá). Filho mais novo e amigo nerd mostram resistência à àgua e dá-se início a um complexo processo de negociação que mete banho antes de irem para a cama. Mais meia hora de nerdice no pc, mais uma dúzia de zombies mortos. ok. Amiga da mais velha vai-se embora e os outros dois continuam no quarto, a ver o resto do filme (isto também sou eu em negação, mas pronto). Entra o mais velho às onze, disparado porta dentro (é sempre assim)  com a tropa acneica: vieram buscar as mochilas, de que se esqueceram. Eu,  de roupa interior a vestir o pijama, só tenho tempo de me atirar para a porta do quarto. Já composta, ponho-os a todos na rua, com um ultimato de cinco minutos e mando os nerds para o banho. Bato à porta da mais velha e espero muuuito tempo até a abrir (em negação,  mas não parva). Dou mais meia hora ao emplastro, porque &lt;em&gt;amanhã é dia de faculdade&lt;/em&gt;.  &quot;Oh mãe, é só acabar o filme...&quot;. Olho para a televisão e estão a ver o Saw III: &lt;em&gt;Já se sabe como acaba: morrem todos cortados aos bocados portanto, dentro de meia hora, andor&lt;/em&gt;. Espero que as hordas se retirem enquanto acabo de arrumar a cozinha e penso seriamente em transformar a minha casa numa pousada da juventude. Pode ser que saque alguns fundos comunitários ou isso. Por volta da meia-noite, quando começo a abancar no sofá, dá-lhes para me virem, à vez, contar os problemas do dia. O que normalmente é eufemismo para &lt;em&gt;ceia&lt;/em&gt;. Leites com chocolate, &quot;Ficam melhores quando és tu a fazer, mãe!&quot; (sacanas!) e pão com manteiga (quando sobra algum,, o que é raro). À uma já sei que o G chinou o D, que a B voltou a andar com o C, que o  setôr de informática é um retardado mental e que tenho recados para assinar por &quot;falar demais nas aulas&quot;. De ambos os rapazes em colégios distintos (deve ser um gene). Isto tudo, portanto, começa &lt;em&gt;depois&lt;/em&gt; de um dia de trabalho que acaba às seis. Percebem agora?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 13 Jan 2012 21:19:44 GMT</pubDate>
  <title>OKUPAS </title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p&gt;O&lt;a href=&quot;http://umamoratrevido.blogspot.com&quot;&gt; Amor Atrevido &lt;/a&gt;foi okupado. O antigo &lt;a href=&quot;http://controversamaresia.blogspot.com&quot;&gt;Controversa Maresia &lt;/a&gt;no blogger, também. Se alguém possui alguns conhecimentos sobre como contornar ataques em blogues da blogger (que não dão qualquer resposta ao problema), agradecia que me ajudassem. Tks.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 08 Jan 2012 20:02:25 GMT</pubDate>
  <title>hell´s kitchen à portuguesa</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
  <link>http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/403048.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não percebo tanto drama à volta dos portugueses maçons. A política portuguesa é uma cadinho de influências e de trocas de favorzinhos, seja coisa de centenas ou de milhões. É do povo, mesmo: somos  a malta do desenrasca aí, dá uma mãozinha acolá, coloca o meu irmão além, toma dinheiro aqui. Um país nepotista onde amigalhaços nomeiam e promovem família e outros amigalhaços e se cultiva a mediocridade. Com ou sem avental.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não há negociata imoral feita por um gupo de tipos que fizeram meia dúzia de juramentos através de uns rituais tontos, que não possa ser feita por um grupo de gente com interesses comuns,  num jogo de golfe ou numa jantarada regada a copos. O facto de usarem aqueles aventais e de cultivarem o &quot;secretismo&quot; só os torna mais patéticos (embora no caso do Fernando Nobre isso seja impossível, dado que já rebentou a escala do &quot;patético&quot; há muito tempo&quot;).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não entendo o choque de ter vindo à luz  que os gajos no poder e os que já lá estiverem são da maçonaria. Têm que ser &quot;amigos&quot; de alguém, senão, não estavam no poder, certo? Têm de ter prometido favores, feito favores, obtido favores,  para chegarem onde chegaram. Qual a novidade? Porquê levar os maçons mais a sério de que um qualquer outro grupelho de influência e obrigá-los a actos públicos de contrição e de confissão? Em que medida é que a democracia portuguesa se torna assim mais &quot;transparente&quot;? &lt;em&gt;Hello&lt;/em&gt;?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porque, das duas umas: ou este reboliço resulta de hipocrisia ou de ingenuidade. Os grupos de influência estão por todo o lado e reúnem-se nas casas uns dos outros, nos privados dos restaurantes, nos gabinetes das grandes multinacionais, depois de todos desligarem os telemóveis e de lhes removerem as baterias.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É pela dimensão da coisa, pelas ramificações &quot;internacionais das &quot;Lojas&quot;? Deviam querer um néon à porta: &lt;em&gt;Loja do Oriente: compra-se e vende-se favores, fazemos entregas no mundo inteiro.&lt;/em&gt; Então e a malta da política em geral,  não tem amigos no estrangeiro? Conhecem-se todos nas cimeiras, nos congressos, planeiam esqueminhas e negociatas nos corredores ou às portas fechadas. o PR nunca viaja sem uma &quot;comitiva&quot; de empresários portugueses, que não vão de certeza para ver a paisagem. E  porque é que vão uns e não outros?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pretender &quot;clarificar&quot; o papel da maçonaria na &quot;sociedade portuguesa&quot; e&lt;em&gt; identificar &lt;/em&gt;todos os políticos que a ela pertencem, como se os marcassem com o ferro do&lt;em&gt; tráfico de influências&lt;/em&gt;,  é tão absurdo como pretender &quot;clarificar&quot; as &quot;decisões&quot;  dos nossos governantes - passados e presentes - se descobrirmos quantas vezes e com quem se juntaram no restaurante &quot;Os Arcos&quot;, e quantos quilos de gambas e lagosta comeram (porque quem pagou já se sabe quem foi).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 26 Dec 2011 19:03:48 GMT</pubDate>
  <title>trajecto telheiras-galeto</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
  <link>http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/402717.html</link>
  <description>&lt;p&gt;(entro no táxi, homem de cerca de 65 anos)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;em&gt;Boa tarde! Epá, isto hoje estou com sorte, é só mulheres bonitas!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; (olha, um taxista simpático!)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;-&lt;em&gt; Sabe que eu gosto de mulheres bonitas. Não desfazendo, mas há bocado entrou-me uma praí com 28 anos com um corpinho que me deu logo tesão, a cabrona&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(ups!...)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;-&lt;em&gt; Mas a querida também é boa, gosto de uma perna assim cheiínha, e vê-se logo que gosta de brincadeira&lt;/em&gt; (winkle).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(epá, ainda bem que trouxe a mala grande, xa tapar-me)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;em&gt;Eu gosto das que gostam, daquelas que fornicam três dias sem parar. Uma mulher que faz muito sexo é mais bonita, tem mais vida, vê-se-lhe na pele, bonita, luminosa!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;(ainda bem que tenho estas borbulhas na testa da figadeira)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;em&gt;Mas não é só as novas. Uma vez apanhei uma caralha de setenta anos! setenta!, que me levou para casa dela, tivémos sete horas naquilo. Gritava que se fartava quando se vinha, parecia um porco a guinchar na matança.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;(onde é que se abre a porta?)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;em&gt;Outra vez apanhei uma que queria que lhe apertasse as mamas com força, mas mesmo com força. Ela, mais!, mais força!, e eu a dizer-lhe, oh filha olha que ainda apanhas o cancaro com esta brincadeira!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Importa-se de me abrir a janela? está um bocado abafado aqui...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;em&gt;E aquelas com pirces no grelo? A primeira vez que vi aquilo até me assustei mas depois, olhe, lambi à mesma.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(pronto, lá se vai o almoço)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;- Também não gosto daquelas sem pintelhos nenhuns, aquilo é anti-natura.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Saldanhaaaaa! Yes!)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;E esta querida&lt;/em&gt; (eu, portanto)? &lt;em&gt;Vê-se que gosta de fazer broches. E de ficar por cima, hein?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Desculpe, mas isso é privado, além de que sou uma mulher casada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;em&gt;Casadas? olhe, isso é o que me aparece mais: maridos advogados, médicos, empresários, que não querem saber de sexo ou são gays. E depois elas ficam doidas, doidas!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;(got a point there, freak)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;em&gt;Tive uma que dizia: &quot;O meu marido não me quer ir ao cu, diz que lhe mete nojo&quot; - estes gajos hoje em dia são todos uns maricas! - e eu,  oh filha, anda cá que resolvemos já isso...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;(Galeto!)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;- Pronto, chegámos querida, são 5.55 euros.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Olhe, fique com oito pela informação valiosa.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Não quer ficar com o meu cartão para quando for sair à noite? Posso levá-la onde quiser, a qualquer hora...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Não, não, obrigado, geralmente ando de carro, hoje foi uma excepção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mas fique à mesma, tome.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;É que à noite anda para aí muito tarado na estrada...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 24 Dec 2011 19:03:48 GMT</pubDate>
  <title>cheers!</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/8_5mZj11ecc&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 22 Dec 2011 01:27:08 GMT</pubDate>
  <title>génio</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://cavacosilvaaolharpracenas.tumblr.com/&quot;&gt;http://cavacosilvaaolharpracenas.tumblr.c&lt;wbr /&gt;om/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 07 Dec 2011 01:47:22 GMT</pubDate>
  <title>meu, puto, chavalo, tipo,  esquece</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estou numa esplanada a tomar café e a ouvir inadvertidamente (e algo contrariada, admito), a conversa de dois adolescentes nerds com um crespúsculo de barbicha que lhes escurece as borbulhas. A comunicação entre ambos é dolorosa, parece que vomitam enquanto falam, nunca fecham completamente a boca e cada palavra é intercalada por “pá”, “meu”, “chavalo”, “cena”, “puto”, “esquece” e “tipo”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A confissão do nerd número um prossegue alto e bom som, e nem todo o meu pudor lhe consegue fugir. “Meu, a Sara entrou no karaoke da praia norte e eu, tás a ver, deixei de ouvir as conversas. Chavalo, deixei de ouvir tudo, só olhava para ela e a mine tremia-ma na mão, todo eu tremia, puto, suava da cabeça aos pés, tive que vir cá fora apanhar ar, sentia-me doente”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tento captar o som das notícias no ecrã da espalanada, mas o pobre insiste em dar-se a conhecer ao mundo, ou, pelo menos, ao segundo nerd, a mim e à velhinha que lia o correio da manhã e comia o éclair. “Quando eu e a Sara estamos juntos não sei o que se passa, deixamos de ver os outros, não existe mais ninguém, chavalo, é uma cena que vai muito além da cena física tás a ver, como o&lt;em&gt; sex&lt;/em&gt; (aqui baixa um pouco a voz, mas não o suficiente) com a Patrícia. “Ah, a Patrícia, pois...”, diz o nerd número dois que aparenta estar desertinho de bazar para o computador.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E o primeiro continua, num estilo megafone confessional: “No outro dia estivémos na praia do V.” (e eu a pensar: Ah.... a minha praia, o cenário perfeito para o marmelanço, afinal o nerd não é assim tão parvo como parece), e continua: “... e estivémos duas horas só agarrados, a ver o mar, puto!&quot; (retiro o que disse) .&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;A ver o mar! Foda-se, eu nasci a ver o mar, aquilo não tem interesse nenhum mas nesse dia foi diferente, vi a cena doutra maneira, tás a ver? Não sei o que se passa comigo, caralho...”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E eu, na mesa ao lado, a fingir que o telemóvel me interessava, com vontade de lhe gritar:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;meu, &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;puto, &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;chavalo,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;tipo,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;esquece,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;essa cena chama-se AMOR!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 07 Dec 2011 01:47:22 GMT</pubDate>
  <title>hey you!</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
  <link>http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/401417.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/TFjmvfRvjTc&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 05 Dec 2011 23:26:05 GMT</pubDate>
  <title>a importância do peúgo branco no acasalamento das espécies</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
  <link>http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/401198.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;É claro que não falo das cabeleireiras, das empregadas domésticas, nem, em geral, das coitadas que têm de fazer o IC 19 todos os dias ou apanhar o cacilheiro da margem sul, essas contentam-se com pouco (&lt;em&gt;shoot me now)&lt;/em&gt;. Falo das outras, neste caso, de mim, que tenho a fortuna de não ter de ter de fazer nem uma coisa nem outra e ter nascido com o gene do bom gosto (&lt;em&gt;shoot me again, not dead yet&lt;/em&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;As mulheres (como eu) têm um scanner embutido que, em poucos segundos, analisa o gajo que acabaram de conhecer, como uma daquelas máquinas do CSI que procura balas nos mortos em projecções 3D. E não me venham com a conversa do “ai, eu primeiro olho para as mãos” e “eu é mais os olhos”;  que treta. É claro que se por azar deparamos com  umas unhacas cheias de porcaria ou um gajo que revira um olho para cada lado, nem passamos da primeira fase. Mas isso nunca acontece porque nós e eles vivemos em mundos paralelos e nunca nos cruzamos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;A questão é outra, e mete pormenores subtis. As peúgas brancas são obviamente um clássico. Nem que o gajo venha com um blusão da Marlboro ou com um fato do Ermenegildo Zegna (googlai), em olhando para o tornozelo imaculado de branco, está riscado. É como o fato de treino ao fim de semana, mesmo que o gajo vá, de facto, treinar. Não interessa. Que use calções com uma t-shirt, se tiver muito frio, um polar por cima e está a andar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Aliás, coisas com &lt;em&gt;zippers&lt;/em&gt;, em geral, dão muito mau aspecto. Até as calças de ganga dão mais pinta se tiverem botões de cobre do que um fecho (embora sejam danadas para desapertar nas horas de maior aflição – a nossa, digo eu).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Da meia ao sapatinho, vai um salto. Coisas com berloques ou fivelas, por exemplo. No primeiro caso, é metê-los numa máquina do tempo e enviá-los directamente para os anos oitenta, sem retorno. No segundo, dá pena que a fivela não seja de cinto;  assim podíamos enforcá-los e ficava o assunto logo arrumado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Mocassins, sapatos de vela, sapatos clássicos tipo Tod´s (em geral, tudo o que tenha sido desenhado antes de terem nascido), botas timberland ou equivalentes, tudo bem. Ténis à preto jogador de basquete, é encestá-lo de imediato no caixote do lixo. Não podemos admitir ténis com mais de duas cores e a segunda já é uma borla.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Isto para não falar dos mata-baratas, que agora são cortados, fazendo assim uma espécie de finalização quadrada à frente, nos quais se vê perfeitamente que o pé acaba três centímetros mais atrás. Parece que andam com o pato donald nos pés. Horrível.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Gravatinhas, às vezes tem de ser, mas não há nada pior que a gravatinha fininha ton-sur-ton, tão de moda nos vendedores de produto. Aquele cetim lilás brilhante sobre a camisa igualmente lilás (cor-de-rosa também está a dar), a cheirar a casório suburbano, ali no pôr-do-sol II à saída de aveiras de cima. Era uma lata de gasolina e um fósforo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;O que nos leva à questão da xanata. Ah!, a xanata, a havaiana, ou como lhe queiram chamar. Porque, convenhamos: há poucas partes da anatomia mais feias do que um pé masculino. Que não tem direito a andar por aí a mostrar-se, a ferir a vista às incautas, pelas ruas da cidade. Homens de havaianas fora da praia, não pode ser, não pode! Devia haver uma PDH, uma polícia das havaianas, que obrigasse os homens a mudar de calçado à saída da praia, logo ali, onde acaba a areia e começa o asfalto.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;O cabelinho também pode ser problemático. Evitem-se as patilhas, por favor! Poupa com gel, empinada tipo&lt;em&gt; guggenheim de bilbao&lt;/em&gt;, ou seja, à cristiano ronaldo, não merece uma nega, mas antes uma bazucada, caso o gajo tenha o atrevimento de se aproximar de nós a menos de um metro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;E barba de três dias a uma semana só fica bem ao clive owen. Repitam comigo: &lt;em&gt;só fica bem ao clive owen.&lt;/em&gt; Para compensar o picar e os arranhões nos preliminares (a parte dos beijos e do esfreganço cara-a-cara) só se for com o clive owen ou similar (como o russel crowe mais magro, ou assim). Para se usar barba de uma semana, é preciso ter-se cara para levar um estalo e dar de volta. E não ficar a parecer um camionista, um sem-abrigo ou um fashionista de duvidosa inclinação sexual.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Os portugueses, em geral, quando têm este tipo de barba ou são, de facto, camionistas, ou metrosexuais magrinhos que passam horas ao espelho a aparar o pintelho de um centímetro que lhes nasceu na nuca. &lt;em&gt;Out&lt;/em&gt;, em ambos os casos. Até preferia o camionista,  se fosse para fins exclusivamente medicinais.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Aliás, e a propósito de metrosexuais: homens vaidosos em geral são de vomitar. Seguros de si é uma coisa (embora alguma insegurança até dê charme), galináceos vaidosões, outra completamente diferente. Riem-se sempre com a boca ao lado, já repararam? (esperem aí que vou ali fazer um &lt;em&gt;bloody mary&lt;/em&gt; e já continuo: a propósito, gajo que não saiba o que é um &lt;em&gt;bloody mary&lt;/em&gt; é pô-lo em frente ao espelho a rodar e a dizer o nome em questão três vezes, a ver se aparece o fantasma em questão e o come).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;E depois usam aqueles clichés de engate  como se não soubessem que as mulheres são &lt;em&gt;homo sapiens sapiens&lt;/em&gt;,  falam entre si (LOL) e que tiveram uma vida antes deles – geralmente, entremeada de outros como eles.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Podem usar coisas de marca, mas quanto menos se reparar qual é a marca que usam, melhor. Não há gajo mais giro que o da t shirt branca com as levis surradas. &lt;em&gt;Logos&lt;/em&gt; pequeninos e escondidinhos, para manter a classe e para  só nós, quando nos chegarmos demasiado perto, repararmos  (por exo. na etiqueta), quando estivermos a lamber-lhes o pescoço ou a despi-los.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;A profissão também é importante. Como não há CEO´s para todas, podem ser quase qualquer coisa, menos engenheiros (engenheiro parolo é um silogismo), advogados que só sabem falar do cu da petição inicial  e que não podem dar-nos atenção porque “têm um prazo que acaba amanhã”, ou aqueles  com cursos tirados nas “novas oportunidades” (&lt;em&gt;one last chance to shoot me&lt;/em&gt;). De resto, sou muito liberal, desde que me dêem converseta e boa música.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;A propósito de música, desconfiem dos que só gostam de blues e de jazz, por exemplo: toda a gente gosta de pop, só que esses gostam em segredo e, em público, desprezam-na, fingindo que nunca ouviram a M80. São pedantes e mentirosos. Ou então nasceram na altura e rondam os vinte agora, e aí já é uma questão de gosto. Há muitas que gostam de exercitar o desmame, o que não é o meu caso.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Quanto ao resto, se vos aparecer um que diz saber qual é o vosso perfume como se tivesse a tirar um coelho da cartola, esqueçam: é porque o reconheceu de alguma antiga namorada e o mais seguro é passar a noite a falar-vos dela. E convém, mais que tudo - mais que as peúgas brancas, as suiças, as xanatas - , evitar os que vêm com excesso de bagagem. São geralmente bens defeituosos. E é nessa altura que convém olhar bem fundo para os olhinhos: e não é para lhes ver a cor.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;PS: Obrigada ao &lt;a href=&quot;http://www.sapo.pt/&quot;&gt;SAPO&lt;/a&gt; pelo destaque, embora não sei se deva considerá-lo um elogio. ;)&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 04 Dec 2011 21:01:36 GMT</pubDate>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/vieiradomar/fotos/?uid=OwBHtWnHg5sPzrneAk8v&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P630708ec/9513501_eAPbf.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;260&quot; height=&quot;257&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 26 Nov 2011 18:15:40 GMT</pubDate>
  <title>guerrilha urbana</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estou a ver na televisão a ida das claques do sporting e do benfica para o &lt;em&gt;derby&lt;/em&gt;. E a ouvi-las e a vê-las em directo da minha janela. Algures pela segunda circular, segue um conjunto de sportinguistas, liderados por cromagnons de torso à mostra que incitam a gritos de guerra: vão cercados por um cordão policial como animais perigosos. Do lado de lá da rua,  selvagens do benfica lançam epítetos simpáticos aos primeiros e fumos cor-de-rosa explodem no ar. O ambiente é de guerrilha urbana, e vê-se o medo do descambo na cara dos polícias, por detrás dos capacetes. Um nojo e uma vergonha. Futebol? desporto? Por favor.... &quot;Claques chegam à zona das redes&quot;, diz no rodapé. &lt;em&gt;À zona das redes?!&lt;/em&gt; A juve leo tem como símbolo um índio qualquer daqueles assassinos.&lt;em&gt; Close up&lt;/em&gt; da animalária sportinguista, a investir contra as redes e a mostrar o dedo (e outras coisas) às câmaras. Os &quot;adeptos&quot; levantam as redes, tentam trepá-las, atropelam-se e arremessam pedras. O jornalista interpela a agente da PSP que responde estar &lt;em&gt;tudo a correr bem, tudo normal&lt;/em&gt;, enquanto, por trás dela, a propensão para a pancadaria e para o descalabro cresce a olhos vistos, com os sportinguistas danados por estarem numa fila (?!) para serem &quot;revistados&quot; (LOL). Parece que 20 &quot;adeptos&quot; foram &quot;desviados&quot; do estádio para a esquadra (&quot;desviados&quot; é um belo eufemismo). Como diria o mestre Oliveira, pelos vistos, os homens foram mesmo &lt;em&gt;feitos para guerrear, para lutar&lt;/em&gt;. Fosse esta força bruta de anormais direccionada para a luta contra a crise, em vez das manifestações pífias contra a troika e greves inócuas (a não ser para os nossos bolsos) a que temos assistido, e se calhar o governo prestava mais atenção ao &quot;povo&quot;. Ou então mandem-nos para uma zona de guerra algures no globo, matar mauzões fundamentalistas. E se levarem com umas balazitas de retorno, francamente, também não se perde grande coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;P.S. Spooooorting!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 26 Nov 2011 18:15:40 GMT</pubDate>
  <title>um blogue com muita piada</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-zoZZAeCBZIc/TszjClCzGSI/AAAAAAAABFQ/loFwUuFgBsg/s320/stress-and-sleep.png&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;retirado &lt;a href=&quot;http://www.infernocheio.blogspot.com&quot;&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 Nov 2011 14:16:16 GMT</pubDate>
  <title>a perspectiva adolescente do burst hormonal alheio</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://passeaiflores.blogs.sapo.pt/35671.html&quot;&gt;http://passeaiflores.blogs.sapo.pt/35671.h&lt;wbr /&gt;tml&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 10 Nov 2011 15:26:17 GMT</pubDate>
  <title>so what?!</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/hVm9Dqrk3mA&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 04 Nov 2011 21:33:44 GMT</pubDate>
  <title>fuck the louboutins</title>
  <author>Vieira do Mar</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estou mais farta de ouvir falar da crise do que da propriamente dita. A coisa poderia dar-me para sonhar com o que não posso ter, mas não. Se calhar, muitos pensam como eu, daí o fecho, por exemplo, da Rotas &amp;amp; Destinos. Sonhar com o impossível tens os seus limites. Por isso acho que as revistas de moda ditas &quot;sérias&quot;, tipo Vogue, Maxim, Elle, Máxima, etc., são uma ofensa à minha inteligência e ao meu bolso. Compreende-se que 60% do papel sejam anúncios a produtos de luxo. Manter revistas com aquela qualidade gráfica e número de páginas, sai caro, há que ter patrocinadores. Depois, uns 20% de sexo, que nestas é muitas vezes implícito, mas que está sempre presente, em especial nas produções fotográficas com aquelas modelos lolitas anorécticas, de maquilhagem gótica e cabelos eriçados de cores improváveis, que devem excitar os poucos tarados não gays que lêem aquilo. Até aí, tudo bem, para quem gosta do género. Ma o que lixa, mesmo, são as sugestões de roupa e acessórios &quot;trendy&quot;, tipo &quot;o que não pode deixar de usar na próxima estação&quot;. Para além do ridículo de nos obrigarem ao &quot;nude&quot; como cor fundamental ou os stilettos para as saídas nocturnas, estes nunca custam menos de 1000 euros, e o nude do casaco Prada, 2000 (por baixo). São páginas e páginas de roupas e acessórios &lt;em&gt;piton&lt;/em&gt; (grosse, you suckers!) e um anúncio até tem o descaramento de misturar cobras vivas enrolando-se nos sapatos feitos da pele morta das mesmas. O luxo é, nos dias de hoje, ofensivo e amoral, mas ainda por cima  é de mau gosto. Muita pele de bicho morto a preços, obviamente, inenarráveis. Ninguém tem dinheiro para aquilo, nem a classe média-média, que antes era quase-alta, e que é a principal consumidora daquele lixo em papel, embrulhado em estética barata de fotógrafo finalista do IADE. As sopeiras são parvas, compram aquilo porque acham que isso as eleva a um estatuto glamouroso qualquer. No fundo, uma enorme falta de vergonha na cara. Hoje em dia, não se aconselha Hermés a 3000 euros, Vuittons a 3900, nem &lt;em&gt;gilets&lt;/em&gt; de cachemira a 500, como um &quot;must have&quot;. Não há uma boa entrevista, uma reportagem de fundo, nada que não seja supérfluo, impossível de alcançar, inútil. Mal por mal, antes as happys, que já se sabe que vendem sexo do princípio ao fim, explicadinho como se fossemos todos virgens, ou a prensa trashy e paparazza, que ao menos diverte (as desgraças dos outros sempre nos distraem das nossas), que não frustram nem deixam este amargo de boca de sermos umas pobretanas  a ser comidas por quatro euros, embora levemos um roll on como brinde, yey!&lt;/p&gt;</description>
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