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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

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...e as crianças, Senhor?

por Vieira do Mar, em 28.10.13

Denunciar a violência doméstica em Portugal é fundamental. Expô-la, trazê-la à luz do dia, para que todos saibam que cerca de quarenta mulheres são mortas todos os anos pelos maridos, namorados, ou o que quer que sejam esses cabrões. E não me venham com "eles também apanham", que isso será residual e não me interessa, como todas as coisas  que não provam nada. Também há quem sodomize ovelhas. No caso Bárbara/Carrilho, é preciso separar as águas. Por um lado,  a natureza grave das alegações por parte dela, e a natureza menos grave daquilo de que ele se queixa (até agora).

Uma coisa é denunciar este gravíssimo problema social, transversal a todas as classes; outra, permitir o espectáculo público dos nossos dramas e misérias de vida. Ela, mais calada,  escolheu fazer conhecer os podres por interpostas pessoas - os "amigos", os que já o "conheciam", os solidários -  e assim tentar capitalizar a simpatia do seu público. Já ele, em especial, está a seguir um caminho asqueroso: é mais ponderado e poderoso, comporta-se como uma peixeira misógina e tentará mover todas as suas influências para a desacreditar e destruir. Ela, faz por parecer a coitadinha; ele, chama-a de bêbeda e louca. Em toda esta voragem mediática, o verdadeiro cerne que é a violência doméstica perde-se nas parangonas sensacionalistas: é uma tortura entre quatro paredes (mesmo que imaginárias), física e psicológica, é uma mulher atrapada pelo medo e, muitas vezes,  pela impossibilidade económica de um futuro fora daquelas mesmas paredes, temente pelos filhos;  é um homem erradicamente violento, colérico, imprevisível e manipulador, que tomou o gosto ao sangue. É o silêncio, a chantagem e o terror.

Nada tenho contra quem usa de todas as armas numa guerra destas, de proporções nucleares, tais os estragos irremediáveis que provoca nas vítimas. Defendam-se como puderem, sempre que o medo vos der folga, ou vos largue de vez. Mas ambos soltaram as feras e contam com o voyeurismo saloio do povo (que somos todos) para atacar. Dá entrevistas (pagas?), faz capas de revistas,  vai deixando pingar, um a um, pormenores escabrosos da relação para que não percamos o apetite. Não tem direito nenhum a pedir "privacidade", muito menos em nome dos filhos. Queria privacidade? Fazia a queixa, punha-a e segredo de justiça e calava-se. É uma desmiolada,  uma calculista, ou ambas, que com toda a exposição pública, maltrata - sim, maltrata! - os ditos filhos. Ele também, e ainda mais. Das supostas acusações que ambos se fazem, nada sei, são alegações, ainda não provadas. Mas do mal que Bárbara e Carrilho estão a fazer aos próprios filhos, desse, falo: é actual, visível, inevitável. Quem os defende do horror que é ouvirem na escola que o pai bate na mãe e nos amigos da mãe, que  esta  é bêbeda e maluca, e por aí fora? E os putos são responsabilidade de todos nós, que os devemos defender contra pais insensíveis e centrados nos seus umbigos de estrelas. Para mim, era certinho: punha-se já em campo uma qualquer comissão de protecção para avaliar os "estragos" que isto deve estar a fazer à cabeça dos miúdos e, via tribunal, proibir imediatamente esta gentalha de espalhar mais um pormenor grotesco que fosse da sua vida conjugal nos media, sob pena de multa ou de prisão. Por si mesmos ou através de outros. Este caso não serve para "alertar" ninguém para a violência doméstica, não me lixem. Muitas de nós, de uma forma ou de outra, já a sentimos na pele (embora nem o confessemos para nós próprias) e basta ler os mesmos media para TODOS os dias sabermos de mais uma vítima e de mais um carcereiro. Este caso deveria servir, sim, para alertar da necessidade de proteger os miúdos, filhos  de um casal em ódio cego, egoísta, egocêntrico, e aparentemente disposto a tudo. Os dois para o caralhinho, mas é, que não me merecem qualquer simpatia.

 

P.S. Até ao momento, Carrilho tem sido o traste de serviço. Mas não esquecer que toda a contra informação que surgir entretanto a defender Bárbara, vem de amigos e será sancionada por ela. É assim que funciona.

 

(editado)

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