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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

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madonna já não dá tesão

por Vieira do Mar, em 25.06.12

O concerto de ontem de Madonna foi fraco. Fraquito, mesmo. Madonna está velha. Ok, ok, está óptima para os cinquentas que tem, muito ginasticada, musculada, magra e recauchutada. A decadência nota-se na falta de energia (em comparação com outros tempos, claro) e na incapacidade de se reinventar, uma das suas marcas. Lá tivemos os eunucos do costume a transportarem-na pelo ar e a servi-la como escravos, homens quase sempre sem cara, com máscaras e capuzes, what´s new?. Uns arremedos de sado maso, correntes arrastadas, umas encenações que teriam que ver com a cabala (medo!), uma espécie de monges sinistros e cenas em hebraico (tive a sorte de ficar no moche ao lado de uns israelitas que lá me iam explicando umas coisas). Canções do novo álbum que são uma bela porcaria, Madonna a fingir que tocava guitarra e um mix em tom intimista, acompanhado apenas pelo piano, de músicas antigas, as melhores para dançar, não se faz. Só faltou entrar a Carminho para o dueto. Coreografias confusas, demasiada gente em palco, muito pouco de Madonna. Pouca voz, poucas acrobacias, pouca dança, muito pouca imaginação. Claro, o ritmo ainda está lá, a agressividade sexual também, mas nem tivemos direito ao strip que fez noutros concertos, em que mostra o fio dental. Ficou de calças, boa noite e um queijo. Também esteve lá toda a parafernália cénica, as imagens, as luzes, os sobes e desces circenses, os props todos, os excelentes bailarinos. O Like a Prayer, com o coro do costume (que até foi do melhorzinho da noite), e uma única coreografia original e gira: a das majorettes no Express Yourself. Mesmo assim, uma Madonna cansada, algo desajustada no seu outfit de cheer girl. Acabou abruptamente, com uma canção desconhecida, em que fugiu logo do palco, provavelmente para usar as vinte linhas telefónicas do camarim e garantir que limpavam do dito todo o seu ADN. Até as absurdas exigências que fez já não soam a caprichos de diva, mas antes, ao canto do cisne de uma artista decadente e meio louca. Lembrei-me de Sunset Boulevard. Noutros tempos, quanto mais não fosse, Madonna surpreendia, mesmo que as surpresas fossem ensaiadas ao milímetro. Ontem, fez colagens cansadas das surpresas antigas a que juntou a mediocridade da sua música actual. Madonna já não dá tesão.

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