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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

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por Vieira do Mar, em 28.01.08
fica-lhes mal,

aos altos representantes do Estado e de corporações ou classes, virem para os media lançar acusações em abstracto e disparar em todas as direcções, a propósito de escutas ilegais, corrupção ou seja o que for. Isso é conversa de café e, enquanto tal, não devia dar direito a tempo de antena, entrevistas, pressurosos inquéritos criminais nem, muito menos, a explicações detalhadas na Assembleia da República. Uma conversa de café é para ficar confinada à recepção da roda privada de amigos do emissor e não para ser elevada à condição de declaração de Estado. É claro que não se pode pedir a quem acusa que prove tudo o que diz, mas é igualmente inadmissível que se lance atoardas (basicamente, lugares comuns sobre o estado da nação) sem um ponto de partida, ou seja, uma suspeita minimamente fundamentada, baseada em factos ou na ameaça destes. Ao contrário do que muitos pensam, este tipo de declarações não põe o dedo na ferida nem denuncia a coragem ou a irreverência de quem as profere. Geralmente, reflecte apenas a maneira de ser um bocadinho desbocada de alguém que não sabe distinguir o seu egozinho de rei da rua e de dono do bairro, da persona institucional na qual se encontra investida (e da contenção e reflexão redobradas a que tal obriga). E atirar para o ar a ver onde cai, correndo o risco de atingir inocentes mas de, ao menos assim, não chatear directamente nenhum culpado, é mais cobardia que outra coisa. Além daquela questão recorrente que me aflige, como já devem ter reparado, que é a da falta de educação, da basezinha, do cházinho. Uma espécie de débito de personalidade que faz com que, quando recebemos uma fatiazinha de poder para as mãos, a queiramos comer logo toda de uma vez e de boca aberta, para toda a gente ver quem manda no bolo.

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