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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

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os hamsterzinhos roborovskis, esses queridos

por Vieira do Mar, em 14.09.09

Mas por agora temos o problema dos hamsters, uma nova modalidade siberiana ou lá o que é, mais pequenina - como se o nojo fosse directamente proporcional ao tamanho - que ofereci ao meu filho do meio. Em não sendo uma mansão digna de um hamster Jolie-Pitt (v. notícias recentes, não me apetece lincar), é uma jaula tecnologicamente inovadora, com três andares, de formato oval, reentrâncias várias para os ratinhos não se maçarem, uma casinha em forma de casinha verdadeira com janela e tudo, uma rodinha para eles se exercitarem, não ficarem obesos e controlarem o colestrol, e múltiplas escadinhas. Tudo muito colorido,  até o algodão para o ninho é cor-de-rosa,  apetece viver lá dentro. Bom, a nós, humanos, apetece, porque a eles, ratos, pelos vistos, não. Ao segundo dia, evadiram-se. A gaiola estava fechada, pelo que presumo que tenham conseguido esmifrar-se todos pelas grades, atendendo a que são quase microscópicos. O facto de haver um gato nas imediações poderia ser um problema se não fosse o gato mais atrasado mental e menos dotado de instinto de caça/sobrevivência, enfim, de qualquer coisa minimamente aparentada com um lado selvagem. Este gato (um querido, reparem) só tem um lado, e não é o selvagem. É mais o lado para onde se vira e dorme, o dia todo. Noto no entanto, uma subtil agitação na criatura. Anda a cheirar muito atrás dos móveis e movimenta-se de uma forma que diria quase próxima da agitação. Os trilhos de caganitas que, volta e meia, vou encontrando casa fora, permitem-me concluir que os filhinhos da mãe estão vivos da silva e que o meu gato é, basicamente, um inutil. Ontem, um deles foi recuperado no quarto da minha filha, no canto oposto da casa.Deve ser o irmão estúpido, porque pusemo-lo na gaiola e não voltou a sair. Falta agora o irmão esperto, que anda a gozar com a nossa cara e, muito provavelmente, a dormir nas nossas camas, que eles gostam de se enroscar no algodão quentinho e assim. Circulo relativamente enojada e em sobressalto constante, pela minha própria casa, o que não é especialmente agradável. A próxima vez que me lembrar de acrescentar mais animaizinhos estranhos à longa lista de criaturas que já passaram por esta casa (algumas felizmente já cadáveres - eu sei, a realidade é crua e tal), dêem-me uma marretada na cabeça antes, sim?, a ver se me passam os calores naturalistas.

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