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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

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exceptuando

por Vieira do Mar, em 08.08.09

a família e os amigos mais próximos, aqueles que não pedem licença para entrar, a maioria das pessoas afasta-se da tristeza alheia como se da peste ou de uma outra qualquer doença contagiosa. Só somos socialmente aceitáveis enquanto derramamos alegria, jovialidade, sentido de humor. Uma tristeza abertamente confessada é uma debilidade, um aleijão do qual os outros acham que devemos libertar-nos o mais rapidamente possível, para que fiquemos novamente bem, isto é,  para que eles próprios  (que levam, por qualquer razão, com a nossa presença) se sintam confortáveis. A tristeza é um incómodo, um empecilho, um obstáculo a ultrapassar ou,  pura e simplesmente, a ignorar. Estar triste é próprio de uma criatura pusilânime que demonstra abertamente a sua inferioridade, não um estado de alma normal - e até saudável, de quando em vez. São raros, os indivíduos dispostos a arcar com a tristeza dos outros de forma a lhes aliviar o fardo, e que não os queiram imediatamente animar, ou seja, curá-los da doença de se estar triste.  Há que se ser permanentemente a alma da festa, espirituoso, atraente, sorridente, corrosivo, forte, engraçado, irónico, surpreendente, para se merecer a atenção e a admiração de terceiros - para se ser gostado, mesmo que de um modo superficial e en passant. Isto, nas relações que se constroem via net, é particularmente notório. Embora, na verdade, as pessoas sejam susceptíveis de ser estúpidas em qualquer lado.

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