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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

a magnífica gestão autárquica

por Vieira do Mar, em 30.04.11

Há cerca de quinze dias eu e a vizinhança acordámos às cinco da manhã com uma máquina a debitar jactos de tinta e a repintar as várias passadeiras existentes no local. Cinco da manhã, uma data de "trabalhadores" aos gritos e um barulho infernal, que durou já o dia ia alto. Esta semana, resolveram repavimentar a minha rua e parte daquela na qual entronca. Até aqui tudo bem. Excepto que alcatroaram ambas as ruas por cima das passadeiras recém-pintadas. Que vão ter de ser pintadas outra vez. Provavelmente às cinco da manhã, que é mais divertido. Quinze dias depois. A minha matemática nestas coisas é simples: meia dúzia de cabrões que me acordam às cinco da manhã + um cabrão que em quinze dias factura duas vezes.

granizo

por Vieira do Mar, em 29.04.11

... aos quilos, chuva, trovoada, ventania. My feelings exactly.

returning home

por Vieira do Mar, em 29.04.11

 not on facebook anymore. comments out (booring!). now is just me for a while.

...

por Vieira do Mar, em 25.04.11

...

por Vieira do Mar, em 21.04.11

Caro Henrique Raposo:

 

Parece que, tal como V., muita gente pensa assim:

 

"(...) os piores alunos de direito (das piores faculdades) não têm acesso aos bons escritórios de advogados, nem têm acesso à carreira académica (ainda bem). Ora, é muito provável os piores vejam na magistratura (MP e tribunais) a única via profissional. Ou seja, muito provavelmente, a nossa justiça está a ser servida pelos piores alunos de direito. Uma investigação sobre isto era uma coisa porreira de se fazer."

 

Por mim, podemos começar já: dos muitos milhares de licenciados que todos os anos se candidatam ao CEJ, só 1678 são admitidos a exame.

Desses, só 120 acabam nas magistraturas, depois de rigorosos exames escritos, orais, psicológicos e o camandro.

 

Por outro lado, qualquer recém-licenciado, independentemente da nota com que saiu da faculdade, tem entrada em qualquer grande escitório de advogados, desde que se disponha a ser tratado como escravo e a lamber muitos... hummm, processos.

 

Os melhores alunos de direito, os tais que ainda bem têm acesso à carreira académica, são na sua maioria uns nerds arrogantes que só servem para perpetuar a total alienação entre o mundo do direito e o mundo real. Ou seja, são de pouca serventia e nem quero pensar no que seria se chamados a julgar casos reais, obrigados a aplicar nos outros o seu desconhecimento da vida e o seu quase nenhum bom-senso.

 

Resumindo: não duvidando da iniquidade da decisão a que se refere (mesmo assim não sei, não a li mas conheço de gingeira certos media e o jeito que têm para descontextualizar), acho-o neste caso totalmente desprovido de razão. Era só.

brincar

por Vieira do Mar, em 19.04.11

" Brincar com as palavras é mais difícil do que comandar à distância um míssil gugu dada vem daí anda cá vai lá que eu tomo conta de ti faço de conta que não te vi és mesmo tolo no topo do bolo a cereja o sino da Igreja faz-me sombra prefiro uma alfombra e uma atitude zen amen dona zinha sua parvinha eu não lhe disse que ele vinha? Deprimido mas feliz que quem o sabe é quem o diz e lá vem mais um oximoro e nada que rime com isto só talvez parquímetro mas teria de ser parquímoro e uma casa feita de xisto que sinto um misto de joelheira com jardineira é primavera é dia de feira e não posso ir quem dera não me deixam sair fico aqui a rimar e a pensar de onde é que eu já te vi que até parece que te conheço a cabeça do avesso tu fica mas é caladinho menino dos anzóis que vieste e fizeste um milagre vejo sóis a girar a tirarem-me do lugar um cheirinho de vinagre o meu ser a desmaiar mas de onde vem este apreço? Ah já sei de onde te conheço desiste que não adivinhas: é de umas palavras que eram minhas."

 

(repost)

era isto

por Vieira do Mar, em 18.04.11

"Como é que se escreve a felicidade? Como é que digo sobre as minhas pernas enrodilhadas nas tuas, dos meus dedos agentes inflitrados nos teus cabelos, da tua língua a pintar-me a boca a traços grossos? Para quê?, partilhar aqui que a minha pele se ri ao teu toque quente, como se estivesses sempre com febre, sentes-te bem? Quem quer saber? dos meus olhos, que rebolam pelo quarto sem saberem para que parede devo atirar e explodir o gozo, que não me cabe mais cá dentro. Como é que descrevo?, a impossibilidade teórica desta prática feroz de aprendizes, e as probabilidades disto tudo, que eram de um milhão para um, e que constavam do meu mapa astral, feito por uma colega de trabalho, da página dos signos na revista cor-de-rosa, que me aconselhava a ficar em casa, ou das previsões da dona são, a empregada doméstica que das duas às seis me agoirava o futuro, olhando de soslaio as minhas olheiras pisadas e achando, coitada, que eu já não tinha remédio. Como é que transmito?, que a verdade é raquidiana e não apenas um acessório, e que escrevo melhor quando dói, desculpem-me a pobreza da sintaxe e a vontade de me ir embora, mas não posso fazer nada. Sim, como explicar?, que foste sorte, acaso, tiro às cegas, pim pam pum, a álea da vida em todo o seu esplendor, a desdenhar das incompatibilidades cósmicas, dos conselhos de dinheiro, amor e saúde aos nativos de cancer, das minhas olheiras mastigadas e do agoiro triste da empregada, que sabia tanto da vida mas nada do amor, a não ser do que se sente pelos filhos e por isso das duas às sete, a passar a roupa e a olhar-me com pena, as pernas roxas garroteadas e as tonturas da diabetes. Como explicar?, que as coisas são simples, afinal, e que a dor não passa de um caminho de sentido obrigatório que não dá para atalhar, até um dia chegarmos a quem nos espera desde sempre?"


 

            (foto minha)

feel the love

por Vieira do Mar, em 18.04.11

Paulo: sei que não tens gostado do que tem acontecido ultimamente; é chato. eu também não.  Também sei que esta boca foi para mim. E como sabes, não gosto de deixar ninguém sem resposta. Ora, como gosto destas coisas esclarecidas, vamos lá: na sequência dos telefonemas amigáveis que trocámos nos últimos dias, e em que falámos do FB (e de outras pessoas e de outras coisas) lembras-te? Eu pedi-te amizade. Escapuliste-te sempre e eu até brinquei contigo (pelas razões que tu sabes) à conta das desculpas que foste arranjando. Compreendo perfeitamente que não me queiras como amiga, acredita. Valores mais altos se levantam. Mas isso agora não interessa nada. Só quero dizer-te que, uma vez feito o "pedido", e em não sendo aceite, o próprio FB envia automaticamente o mesmo, de tempos a tempos, enquanto não houver uma rejeição definitiva. Como tu não me rejeitaste de uma vez por todas (coisa que me escapa, mas tu é que sabes), o FB continuou a chatear-te com o meu pedido (segundo o que tu dizes). Por acaso, há uns dias, e desde que tu, sem eu ter percebido porquê (juro!) me chamaste "rasca", coisa que me magoou um bocadinho, confesso, fui lá e "retirei" o pedido mas, a acreditar na tua palavra, o FB continua a "insistir" na nossa amizade. Podes no entanto ter a certeza que esta "bacaninha" (?!) aqui não está minimamente interessada no facto (aliás, disse-to por email, se bem te lembras).  Vá, e agora vai lá ter com ela, contar-lhe uma das tuas histórias e sossega-a, coitada, mas não me maces mais, ok?, que tenho melhor uso a dar a este blogue do que ter de passar a vida a responder a quem me chateia no seu blogue e depois  não me permite comentários. No hard feelings, mate. Move on. Peace. Feel the Love. Hare krishna.

já cá

por Vieira do Mar, em 13.04.11

volto.

waiting sucks

por Vieira do Mar, em 11.04.11

Inda agora conversava com uma amiga querida sobre o fascínio que exerce sobre nós a série  True Blood. Eu não gosto de vampiros. Aliás, acho ridículo pessoas adultas vibrarem com o tema e terem frémitos de excitação com historietas adolescentes como twilights e afins. Li o Dracula de Bram Stoker quando tinha dezasseis anos, roubado à sorrelfa da biblioteca dos meus pais, e chegou. Não acho nada sensual, sexo misturado com sangue. O primeiro é uma coisa boa (ou pode ser, claro), o segundo lembra-me doenças, violência, cheiro a ferro, dentes de leite arrancados, dores de parto, cortes na cozinha quando descasco cebolas e cicatrizes para a vida. E no entanto. No entanto, há qualquer coisa em True Blood que me deixa absolutamente fascinada, colada ao ecrã. Algo que me torna a mais eficiente hacker, a sacar da net séries inteiras, a rever os episódios uma e outra vez, mesmo quando o elemento suspense já foi. Não falo do genérico (fabuloso) que sei de cor, nem da excelente banda sonora dos créditos finais, sempre diferente. Um princípio e um fim não chegam para fazer uma boa série. No fundo, acho que o que me atrai é a indefinida dualidade entre o bem e o mal. Ali, nunca ninguém é exactamente bom nem totalmente mau; no entanto, o Bem e o Mal andam à solta como nunca vi em nenhuma outra série. À solta dentro de cada um dos personagens. Não há dois lados que se digladiam, há pessoas que se digladiam interiormente com as suas duplas, triplas, naturezas. O facto de uns serem vampiros, outros humanos, fadas, metamorfos, ou lá o que lhes queiram chamar é apenas uma metáfora. Uma metáfora para a capacidade que todos temos dentro de nós para, perante certas circunstâncias, nos transformarmos em anjos ou em monstros. E depois há a perspectiva utilitária e manipuladora do ser humano, que perpassa toda a série: mesmo a criatura mais boazinha não olha a meios para conseguir os fins; e o mais malvado dos vampiros é capaz de, no final, exercer a misericórdia, o arrependimento e ser generoso para com os que ficam. O vício cresce à medida que a trama avança porque a confusão entre o Bem e o Mal interiores cresce exponencialmente, em especial nos personagens principais, pelo que é impossível adivinhar o que vai acontecer a seguir. Como dizia a minha amiga, aquilo é com vampiros, mas podia ser com empregados de escritório. Porque o que ali acontece é a natureza humana em todo o seu esplendor - e que ainda por cima nos é apresentada com imaginação e diálogos de antologia. Pessoalmente, além do gozo que me dá acompanhar a trama propriamente dita, é uma série que cai que nem ginjas no momento que vivo actualmente, em que saí da redoma e me apercebi de que o Mal e o Bem podem coexistir no mesmo espaço, ao mesmo tempo, às vezes em mim; noutras vezes, em outros. E que as pessoas não mudam; apenas são uma ou outra coisa, em maior ou menor grau, consoante a vida as empurra num ou noutro sentido. As presas sangrantes e os pescoços distendidos em esgares de suposto prazer são só folclore para rapariguinhas góticas e para outras não tão rapariguinhas nem tão góticas assim, que nada percebem de tesão com homens a sério e que desse modo excitam as suas imaginações doentias. De qualquer modo, e voltando ao que interessa, a série é um portento de malevolência, altruísmo, manipulação, perversidade, generosidade, fé e traição: ou seja, de humanidade em estado puro (para mais, passa-se nos EUA sulistas, ignorantes e atrasados, pasto para as emoções e as crenças mais primárias). Portanto, vejam-na se puderem. As primeiras três séries estão inteirinhas na net. Estou que não me aguento com a quarta, que nunca mais chega. E como eles dizem na página do FB, waiting sucks.

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