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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

...

por Vieira do Mar, em 24.11.09

 

 

 

 

Uma insónia como há muito não tinha. Os dedos, enferrujados e preguiçosos, a começarem a desenhar palavras no teclado, parece que já nem me lembro de como se faz. E era bom, não me lembrar de como se faz. Esta coisa da escrita é para gente solitária. Ou, ao menos, para gente sozinha dentro que vem aqui aquecer-se, no borralho das suas palavras ou no das palavras dos outros. Quando coisas boas nos preenchem os dias, nem nos lembramos de ficcionar as noites. Escusado será dizer que isto é quase de certeza o fim de um feliz interregno.

porque parece que afinal não ouvem só nuno da câmara pereira

por Vieira do Mar, em 23.11.09

Vamos?

shhhhhhhhh.....

por Vieira do Mar, em 22.11.09

o monstro

por Vieira do Mar, em 14.11.09

Muitas vezes os outros só têm a importância que nós lhes damos. Enquanto os conhecemos mal - ou não os conhecemos de todo - permitimo-nos com eles todo o tipo de excessos ou de cerimónias: afinal, somos nós que os construímos. Talvez por isso custe tanto a largar alguém que um dia idealizámos. Não interessa se o imaginámos a pender para os defeitos ou, ao invés, para as qualidades; muito menos interessa se o edificámos à nossa medida ou se, pelo contrário, nos deu mais jeito pensar que nunca caberia em nós. A verdade é que moldámos aquela pessoa às nossas necessidades da altura: de algum modo ela serviu-nos, colmatou falhas, preencheu buracos.  Temos ali um ser desconhecido em toda a sua glória, cuja personalidade desenvolvemos no laboratório da nossa cabeça, e que se agiganta em nós a cada pedacinho mais que achamos que sabemos sobre ela, a cada peça do puzzle que acrescentamos. Depois, uma necessidade dolorosa, física,  resulta dessa confabulação: uma precisão danada, que advém do facto de termos criado um monstro à nossa medida. No fundo, é uma outra versão de nós próprios,  daí  querermo-lo com um desespero egocêntrico e circular. Quase nada consegue romper a seriedade  de uma fixação desta natureza, nevrótica, concentrada em si mesma, fantasista e desfasada do real. A não ser quando a nossa criação se humaniza, ao se tornar risível, gozável, ao apalhaçar-se involuntariamente perante nós. De repente, surge um ligeiro desprezo a permear a obsessão e há  uma dúvida que se instala - e que sucede à certeza vibrante que até então nos minou por dentro. Que isso nos mate a sede e nos cure da doença, não sei, mas ameniza em muito os sintomas. 

shhhhhhhh.....

por Vieira do Mar, em 12.11.09

Não falar para não estragar.

 

(além disso, ando pelo facebook, até já)

pelamordedeus!

por Vieira do Mar, em 10.11.09

Pôr o Zé das Couves (homofóbico, misógino e iletrado), cujas sinapses apenas dão algum sinal de vida quando comenta o Benfica (ou o Porto ou outra merda qualquer), que gasta o tempo entre o café da esquina, onde se embebeda com cerveja e bagaço, e o chegar a casa bêbado e malhar na mulher porque esta trabalha na fábrica, sustenta os filhos e o faz sentir-se ainda menos homem por isso, a decidir dos destinos civis dos homossexuais, esses paneleiros, é demasiado estúpido, francamente.

morituri te salutant

por Vieira do Mar, em 08.11.09

Engano-me poucas vezes e não costumo criar ilusões: tenho é um certo pendor suicida. Ou seja, nem sempre fico de cima a olhar o abismo, embora nunca subestime a profundidade da queda.

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