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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

a minha menina cresceu (II)

por Vieira do Mar, em 22.09.09

Isto é tudo tão bom, que eu nem sei que parágrafo lincar.

nada,

por Vieira do Mar, em 22.09.09

mas mesmo nada, nestes 41 anos de vida, me havia preparado para ouvir o Pinto da Costa dizer poesia... (the horror! the horror!)

...

por Vieira do Mar, em 22.09.09

Marilyn só a ser linda.

united states of tara

por Vieira do Mar, em 21.09.09

Ainda só vi um episódio de "As taras de Tara", mas Toni Collette é, como sempre, extraordinária.

sonhos em catadupa nos olhos

por Vieira do Mar, em 21.09.09

Ando a viver no mundo da lua, aliás meu território habitual. Por entre as mochilas novas dos miúdos, os horários, os furos, os cadernos, os dossiers de lombada grossa, os manuais, os fatos de ginástica e os professores novos, flutuo. Quase nunca cá estou, deambulo, distraio-me, perco tempo em contemplações, interiores e outras.Tenho um mundo só meu, dentro da minha cabeça, onde resolvo todas as coisas. Consigo ser de um idealismo risível, patético. Dentro de mim tudo se encaixa; não há desencontros nem gente perdida; há apenas momentos perfeitos, como nos filmes. Respondo assim, com sonhos em catadupa nos olhos, que nem me deixam ver a estrada quando atravesso,  aos encontrões pouco semânticos que a vida  entendeu dar-me por estes dias.

o eucalipto ferreira leite

por Vieira do Mar, em 16.09.09

Pronto, não me aguento, tenho mesmo de falar de Manuela Ferreira Leite, aquela mulher é como um eucalipto que seca tudo à sua volta. Viram como ela sugou o talento de Ricardo Araújo Pereira como se fosse um aspirador? Não havia ponta por onde se lhe pegasse, foi um deserto de graça, de humor, de fina inteligência. As hesitações, a falta de jeito, os indisfarçáveis tiques autoritários sempre a virem ao de cima, numa pobreza verbal e intelectual que arrastou consigo o humorista, incapaz de dar a volta a tamanha aridez. Acho absolutamente delirante, alguém pensar sequer duas vezes em dar o seu voto àquela criatura com vista a pô-la a governar o país.

um eu fugido de mim

por Vieira do Mar, em 15.09.09

Por acaso até vinha cá falar da execrável Ferreira Leite e do subitamente medíocre RAP, mas de repente acontecem coisas esquisitas na nossa vida, que não sabemos bem como classificar e que, de alguma forma, nos sugam durante uns dias. É como se no nosso sistema de arquivos, suponhamos, ordenado alfabeticamente, nos faltasse um separador com a letra, sei lá, dê, e de repente nos surgisse uma situação começada por essa mesma letra; e que, por mais voltas que lhe demos, encalhemos sempre na puta da única letra que não consta do nosso património de memórias possíveis. E a gente anda por ali, com a coisa na mão, a abrir e a fechar gavetas, sem saber onde encaixá-la, sem conseguir arrumá-la noutra letra qualquer, sem saber se há de rir ou de chorar, se foi bom ou mau, se valeu ou não a pena. Em última instância, com o nada pela frente, rasgamos tudo ou amassamo-lo e atiramo-lo em bola para o cesto do esquecimento, ao mesmo tempo que pensamos, atordoados pela estranheza de nós próprios, mas que raio me passou pela cabeça? É, às vezes, acontece-nos sermos uma letra fora do alfabeto. Nos últimos dias, fui uma espécie de eu fugido de mim. E não gostei.

nobody puts baby in a corner

por Vieira do Mar, em 15.09.09

e não é

por Vieira do Mar, em 14.09.09

que Sócrates se safou bem com os Gato? É certo que RAP foi meiguinho, mas o nosso PM estava com um excelente auto-controlo, sorridente, provavelmente com a medicação certa. Não se pode dizer que tenha sido um momento Daily Show, mas os Gato conseguiram o impensável: fazer com que Sóctares fingisse gostar e estar à vontade com  um exercício democrático de humor sobre a sua intocável pessoa.

os hamsterzinhos roborovskis, esses queridos

por Vieira do Mar, em 14.09.09

Mas por agora temos o problema dos hamsters, uma nova modalidade siberiana ou lá o que é, mais pequenina - como se o nojo fosse directamente proporcional ao tamanho - que ofereci ao meu filho do meio. Em não sendo uma mansão digna de um hamster Jolie-Pitt (v. notícias recentes, não me apetece lincar), é uma jaula tecnologicamente inovadora, com três andares, de formato oval, reentrâncias várias para os ratinhos não se maçarem, uma casinha em forma de casinha verdadeira com janela e tudo, uma rodinha para eles se exercitarem, não ficarem obesos e controlarem o colestrol, e múltiplas escadinhas. Tudo muito colorido,  até o algodão para o ninho é cor-de-rosa,  apetece viver lá dentro. Bom, a nós, humanos, apetece, porque a eles, ratos, pelos vistos, não. Ao segundo dia, evadiram-se. A gaiola estava fechada, pelo que presumo que tenham conseguido esmifrar-se todos pelas grades, atendendo a que são quase microscópicos. O facto de haver um gato nas imediações poderia ser um problema se não fosse o gato mais atrasado mental e menos dotado de instinto de caça/sobrevivência, enfim, de qualquer coisa minimamente aparentada com um lado selvagem. Este gato (um querido, reparem) só tem um lado, e não é o selvagem. É mais o lado para onde se vira e dorme, o dia todo. Noto no entanto, uma subtil agitação na criatura. Anda a cheirar muito atrás dos móveis e movimenta-se de uma forma que diria quase próxima da agitação. Os trilhos de caganitas que, volta e meia, vou encontrando casa fora, permitem-me concluir que os filhinhos da mãe estão vivos da silva e que o meu gato é, basicamente, um inutil. Ontem, um deles foi recuperado no quarto da minha filha, no canto oposto da casa.Deve ser o irmão estúpido, porque pusemo-lo na gaiola e não voltou a sair. Falta agora o irmão esperto, que anda a gozar com a nossa cara e, muito provavelmente, a dormir nas nossas camas, que eles gostam de se enroscar no algodão quentinho e assim. Circulo relativamente enojada e em sobressalto constante, pela minha própria casa, o que não é especialmente agradável. A próxima vez que me lembrar de acrescentar mais animaizinhos estranhos à longa lista de criaturas que já passaram por esta casa (algumas felizmente já cadáveres - eu sei, a realidade é crua e tal), dêem-me uma marretada na cabeça antes, sim?, a ver se me passam os calores naturalistas.

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