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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

"Desculpa, mas esse corpo é meu...

por Vieira do Mar, em 08.02.09

... Não mo devias ter dado, agora aguenta-te à bronca e rola no chão que quero ver."

 

Um texto maravilhoso da minha amiga Catarina.

 

O trolha sofisticado

por Vieira do Mar, em 07.02.09

Nesta sociedade de informação em permanente mudança e mainãoseioquê, já nem os trolhas são como antigamente. Ontem, ao cruzar-me com um grupo de pessoal das obras que esperava o autocarro na paragem, um deles vira-se para outro, após cuidada observação da minha passante pessoa, e exclama: Ela tem um andar perfeito. “Um andar perfeito”?! "Um andar perfeito"?! É que, apesar da finesse da observação ( e até da sua  razoável pertinência), e de pela primeira vez não ter sido comparada a um produto comestível ou a um veículo com motor, não sei se ria se chore.

salsa cubana - rueda de casino

por Vieira do Mar, em 06.02.09

Espectáculo!

alto! parem as máquinas!

por Vieira do Mar, em 05.02.09

O rapaz com os templates mais giros da blogoesfera está de regresso. Voltou o Turno da Noite. Fazias cá falta, João.

estamos a perder qualidades

por Vieira do Mar, em 05.02.09

Por acaso não acho, Filipe. Comentou-me mesmo sem eu ter a minha caixa de comentários aberta, não foi? E permitiu que outros comentassem o seu post. E eu agora respondo-lhe por aqui e mais gente ainda fica a saber da sua opinião àcerca do que escrevi, viu?  E, embora seguramente não lhe interesse, esclareço-o: não tenho comentários abertos, não porque tenha medo dos trolls, mas porque não tenho tempo para estar aqui caída a responder aos que não são trolls com a atenção e o cuidado que me merecem (perdoe-me o tratamento um tudo nada distante, mas a verdade é não nos conhecemos de lado nenhum). Ah, e já agora, aquela frase constante do seu último livro, citada por FJV no seu blogue, sabe?, aquela que diz «Se há um amor feminino, é um amor adulto, total, absoluto. Se há um amor masculino, ele enrola-se na posse. É um amor igual ao que as mulheres têm por um par de sapatos novos.», é um perfeito disparate (era para lho dizer na altura mas depois passou-me).

avacalhar o sistema

por Vieira do Mar, em 03.02.09

Toda a gente sabe que a blogoesfera já não é o que era. Mais política, institucionalizada, demasiado séria, deixou de ser um antro que acoita a selvajaria anónima - ou melhor, esta ainda mexe, mas de uma forma envergonhada, a coberto do barulho das luzes dos jornalistas, cronistas e opinion makers em geral. O que não é necessariamente bom. Porque, se é  certo que a blogoesfera se democratizou, alargando-se ao povinho –temos agora o político e a sopeira, a professora e o reformado, a puta e o magistrado - nem por isso é sinónimo de maior e mais desenfreada liberdade de expressão. Se calhar, por sermos hoje menos anónimos do que ontem, acobardamo-nos e abstemo-nos de mandar para a coisa da tia, ao tipo que conhecemos na apresentação de um livro ou à gaja que nos foi apresentada numa festa. Está demasiado bem-educada, a blogoesfera, muito certinha e mainstream;  respeita-se sempre a opinião dos outros, por mais cretina que seja; replica-se, treplica-se e dissecam-se imbecilidades. Há até quem ouse criar regras de etiqueta e normas de comportamento, e que pretenda a criação de entidades que cuidem da sua aplicação. Que se fodam.  A quantidade de hate mail que recebo decresceu consideravelmente, o que me desgosta: desprezar idiotas era um dos meus passatempos favoritos. No início, isto era uma alegre chafurdice, porque éramos poucos e íamos todos aos mesmos sítios: as sopeiras comentavam os políticos; os jornalistas respondiam a tarados, as doutoradas metiam-se com os trolls – alguns em nome próprio, outros nem tanto. Hoje, as águas estão separadas; há pouca pica, maldadezinha ou veneno puro e a imprensa, quando fala da blogoesfera, limita-se a fazer eco de si própria. Estou de tal modo à míngua que, no outro dia, nos comentários do Blasfémias, uma das poucas bloggers que ainda mantém a tradição dos primórdios em roda livre  (saravá, zazie!) chamava-me  “aquela barbie monga da maresia” (fartei-me de rir). Ah, que lufada de ar fresco! A blogoesfera precisa disto, de algum descontrolo, de alguma raiva à solta, de não se levar tão a sério (e de que os outros não a levem tão a sério); precisa de vernáculo, de caralhadas, de inimigos jurados, de gente a fingir aquilo que não é, de personagens de ficção, loucas hilariantes, deprimentes, ou apenas que incomodem. Já não há pachorra para a bengalada queiroziana, para o com a sua licença, vossa excelencia é um asno. Acho que vou ali criar um blogue anónimo para avacalhar o sistema e já volto.

vicky cristina barcelona

por Vieira do Mar, em 01.02.09

Vicky Cristina Barcelona é um Woody Allen fraquito, a começar pelo título. De Barcelona nada tem, a não ser meia dúzia de lugares-comuns de norte-americano parolo embasbacado com a superfície da cultura europeia.  Quanto à Vicky e à Cristina propriamente ditas, duas raparigas vulgaríssimas com pontos de vista igualmente vulgares que não valem um caracol, quanto mais um filme.  Filme que só ganha interesse com a entrada de Javier Bardem, um portento de testosterona e magnetismo animal,  e com Penélope Cruz, maravilhosa como sempre, a roubar a cena a toda a gente. Quase parece mentira que este seja o mesmo realizador do estimulante Match Point - isto para falar dos seus filmes mais recentes. E depois, para um filme que gira à volta do sexo, da fantasia sobre o sexo,  e do poder que ambas as coisas podem ter para mudar algumas vidas, o que se vê do propriamente dito é pouco e mauzinho. Aliás, como há dias alguém me dizia e com razão, o sexo nos filmes de Woody Allen costuma ser mau e tardio. Mesmo em Match Point, as cenas de cama não são suficientemente explosivas para que acreditemos que se pode matar ou morrer por aquilo. O que faz toda a diferença.  Vale a pena ir ver? Não aquece nem arrefece, e para mim a indiferença é o pior modo de gastar dinheiro.  Aliás, a escolha de Scarlett Johansson para nova musa parece-me um clamoroso erro de casting por parte de Woody Allen (deve ser por estar velho): os homens do planeta que me perdoem mas há ali uma voluptuosidade forçada um bocado parola que se torna  vulgar e por isso mesmo desinteressante (ou então sou eu que não me esqueço da maneira pavorosa como se veste para as festarolas).

 

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