Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

eu era a morena

por Vieira do Mar, em 11.12.08

 

Antes de sabermos que não jogava no nosso campeonato, era por ele que suspirávamos. Ela, a morena, era a cabra que lhe partira o coração e que todas gostaríamos de ser (talvez a única vez em que teremos preferido ser morenas e não loiras). Perdoam-se a franja oxigenada tipo prateleira, a eighties snow fashion, o broche-penduricalho que a morena acaricia lascivamente (ui!) durante o jantar, e aquelas horríveis permanentes frisadinhas que nos punham a todas iguais e nos queimavam o cabelo. Porque a canção, convenhamos, continua uma grande canção.

...

por Vieira do Mar, em 08.12.08

Está a dar uma macro-banhada com tubarões na TVI, onde entra a Daryl Hannah. Sim, essa, a replicant Pris do Blade Runner, a comovente  Annelle de Steel Magnolias; a assassina zarolha Elle Driver do Kill Bill. Mas Daryll Hannah, que não deve ter aguentado o facto de já ir nos quarentas, operou-se e a coisa correu mal. Aquela cara não é um espectáculo bonito de se ver.

Um Bom Natal para os meus leitores

por Vieira do Mar, em 08.12.08

A partir de hoje, está oficialmente  inaugurado o Natal neste blogue, como se pode ver pelo magnífico template criado pela Cláudia, uma miúda cheia de talento e de paciência, que não se cansa de me aturar as pedinchices (aliás, não entendo como é que ainda há bloggers que resistem a se mudar para  a plataforma do  SAPO e preferem não ter à sua disposição  esta equipa-maravilha que nos mima que se farta...). Desde já, um Bom Natal para todos os que me lêem.

os grunhos do home video

por Vieira do Mar, em 05.12.08

 Isto é por revoadas, agora voltou a moda bimba dos apanhados e dos vídeos caseiros.  Na SIC, há um programa especialmente iníquo, apresentado por uma rapariga um bocado vesga armada em boa e um rapaz que tem uma cadeia de restaurantes com um nome parvo que, pelos vistos, não deve estar a dar. O discurso de ambos é monossilábico e especialmente dirigido ao grunho que habita em cada um de nós. Volta e meia dou com aquilo, porque passa à hora do jantar quando estamos à volta da mesa e não nos apetece ir buscar o comando para mudar de canal. O programa apresenta imagens (grande parte sacadas do youtube, num vampirismo descarado) que insiste em afirmar de “chocantes” e que repete à exaustão. Na maioria, imagens de gente a magoar-se à séria, tipo, a ser atirada contra o chão, espezinhada por cascos de cavalo, mordida por leões e rasgada ao meio por ursos. Eu compreendo, há quem goste, afinal, é da natureza humana, sermos atraídos pela violência que é exercida sobre os outros e pelo grotesco em geral. Mas também é verdade que o grunho dentro de nós pode estar mais ou menos adormecido, graças a deus, obrigada. Agora, há uma coisa que eu não compreendo de todo: os vídeos com crianças pequenas que se aleijam, como as que caem de escorregas, de cadeiras, de baloiços e de carrinhos. Aquilo é aflitivo, são desastres à espera de acontecer, e o que me enoja profundamente é como os adultos que estão a filmar deixam que aconteçam sem fazerem nada, sem atirarem de imediato a câmara para o chão e correrem a tentar apanhar as crianças… Porque, por muito que a grunhice palpite em certos seres, digamos, humanos, há uma outra característica animal que deveria sobrepor-se e que se chama instinto de protecção das crias - mas que, pelos vistos, aquela gente não tem. Acresce a isto um outro facto arrepiante: o de a canalha anónima que filma os rebentos em aflição para mais tarde recordar, bem como uma série de produtores, realizadores e apresentadores, acharem que uma criança de dois anos a cair desamparada de cara no meio do chão é um “espectáculo” divertido que deve ser partilhado com o resto do mundo, para gáudio das audiências do prime time.

the man who can´t be moved

por Vieira do Mar, em 04.12.08

Esta canconeta pop, muito easy listening, tem andado na minha cabeça porque me lembra um post que em tempos escrevi  no atrevido e que começava assim: "Sabes, ainda aqui estou, nesta esquina onde um dia prometeste que me surpreenderias ..." Gosto desta ideia; não da ideia de surpresa, porque o amor raras vezes nos surpreende: o amor somos nós a olhar com familiaridade para o abismo. É, antes, a ideia de que o amor não concretizado se mantém de alguma forma parado no tempo, tolamente à espera de uma finalização qualquer que pode nunca chegar, numa espécie de teimosia infantil. Aliás, aquilo que muitas vezes achamos ser o fim do amor é  apenas um processo de intenção, acompanhado de cedês partidos e cartas rasgadas (simbolicamente falando, claro, que hoje em dia basta carregar no delete). Interessante, isto de o amor depender pouco ou nada da pessoa amada,  assim se transformando num delírio de autofagia que se alimenta a si mesmo, que começa onde acaba, sempre a morder a própria cauda. É isso, o amor a morder-se a cauda, às voltas como um cão, l´ombre de ton chien, mas que, apesar disso,  traduz  o exercício de uma estranha liberdade de escolha: eu fico aqui na esquina até que tu chegues, mesmo sabendo que não vens, porque me apetece ficar, porque não tenho nada melhor para fazer. O amor em suspensão torna-nos ubíquos: comemos, fodemos, dormimos, amamos, trabalhamos... mas continuamos na esquina à espera.

os gays magos da tmn

por Vieira do Mar, em 02.12.08
...E não se pode exterminá-los?

pelavossaricasaúde

por Vieira do Mar, em 01.12.08

... não percam o mundo catita na 2 ao domingo à noite. É que ainda estou a rir com a cena do natal dos hospitais, juro.

Pág. 2/2

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2005
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2004
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D