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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

ser benfiquista é ter na alma a chama imeeensa!... *

por Vieira do Mar, em 07.11.08

Cenário e personagens:

 - mãe beta ligeiramente sportinguista (eu);

 - dois putos benfiquistas fanáticos (eles);

 - pai que acha que Di Maria é o nome de uma bebida licorosa à base de café (o outro);

- a catedral;
- a grande nação benfiquista;
- um jogo entre o Benfica e um tal de nãoseiquêsarai (turco, ao que parece).
 
Portanto, isto começa assim. Eu - a major totó do costume - deixei-me impressionar com as lágrimas de crocodilo do infante, que nunca vai ao futebol como os amigos, que o pai nunca o leva a lado nenhum como os pais dos amigos, que coitadinho dele que é diferente dos outros, e eu, pronto está bem, a mãe leva-vos ao futebol (devo estar louca, devo). Sério, mãe? A sério?! És a melhor mãe do muuuuundo…
 
Devidamente engraxada e amanteigada, corro para a  bilheteira em frente ao Colombo, e compro três bilhetes para os melhores lugares, mas que àquela hora já não eram assim tão bons, na bancada TMN.
 

 Intróito:

- Vais assim vestida para o estádio, mãe? Com essas botas de saltos altos e essa mini-saia castanha?

 - Isto não é uma mini-saia, é um vestido curto; aliás, andei assim o dia todo e não vejo razão nenhuma para mudar de roupa.

 - E ao menos um cachecolzinho encarnado, pões?

 - Nem morta.

 
E assim,  fazemo-nos ao caminho para a catedral. Ainda cá fora, com o jogo a começar e o hino do Benfica nos seus últimos acordes (ai o hino, meu deus… tanto que haveria a dizer sobre o hino!) a excitação é insuportável: bêbados atropelam desdentados, que por sua vez empurram gordos, que dão encontrões a aleijados, que passam à frente de coxos, que acotovelam mulheres barbadas, que enxotam jovens com acne...
 
Na fila para entrarmos no recinto, fico apreensiva, afinal - como qualquer mãe previdente -trago comigo um saco cheio barrinhas de cereais, garrafas de água e bananas, não vão as criancinhas desidratar e morrer de fome durante as duas horas do jogo. Mas não, ninguém me revista, nem sequer me pedem para abrir o saco, nitidamente pesado: bem que podia trazer ali um míssil terra-ar e apontá-lo directamente à cabeça do Quim.
 
Depois de dar uma volta inteira ao estádio (a puta da porta 32 tinha de ser mesmo a do lado contrário ao da entrada) e de conseguirmos não ser trucidados por uma multidão histérica que, estranhamente,  parece vir apenas do sentido contrário, tiramos os bilhetes dos bolsos e fazemos menção de passar nos torniquetes.
 

 - O menino que comprou o bilhete com o cartão de sócio tem que entrar com ele.

- Diogo, mostra o cartão ao senhor.
- Não trouxe.
- Estás a gozar…

 - Não sabia que era preciso!

 - Então não pode entrar, tem que ir ao atendimento aos sócios (na outra ponta do estádio) pedir uma segunda via.

- ?!

 - Mas… o jogo está a começar! Senhor segurança, tenha dó de uma pobre mãe que, no fim de um extenuante dia de trabalho decide fazer a felicidade dos seus filhos! Olhe para eles, coitadinhos… (juro que o tom da pedinchice foi este; aliás, foi mais a roçar a pura súplica, com as mãos postas ao alto, o olhar marejado das crianças, etc., etc.)

- (eles, em uníssono) Sim, senhor guarda, por favoooor, deixe-nos entrar!
 
Após uns minutos em que o senhor segurança teve o seu momento de glória e exerceu com gozo e aprumo os seus pequenos poderes - designadamente o poder da misericórdia -,  lá entramos, já o jogo ia nos onze minutos. Primeiro, a coboiada dos lugares. Secção X, Bancada Y fila Z, lugares XPTO. Enganamo-nos duas vezes, ali a andar para trás e para  frente, desculpe... desculpe... com licença desculpe... e não sei como não despertamos a fúria dos benfiquistas que, no entusiasmo inicial, não queriam perder pitada dos primeiros momentos do jogo. Mas ninguém se chateia. Fiquei aliás com a convição de que, na grande nação benfiquista, é tudo boa gente.
 
Finalmente sentados. Atrás de nós, uma troupe de homens gebos e brutos percorre todo o léxico luso das asneiras em menos tempo do que os jogadores vão de um lado ao outro do campo: Este Di Maria não vale um caralho! Corre Luisão, foda-se! Cabrão do Quim, ganda frango, tás a dormir ó porco? Exactamente atrás de mim, o ciganão maior deles todos grita, cospe-se, pigarreia, tosse, grita e cospe-se outra vez, sempre por esta ordem, enquanto os perdigotos voam sobre a minha cabeça, iluminados pelos holofotes em frente. Protejo-me como posso mas no meu íntimo sei que estou perdida. 
 
Estamos  ao lado da claque dos ataturks, separados de nós por um vidro. São poucos, mas fazem uma barulheira infernal e muito bem ensaiada, e estão rodeados por seguranças atentos, como animais num redil (ou peixes num aquário, vá). O tédio começa a apoderar-se de mim quando percebo que os jogadores do Benfica andam a passear-se em campo. Hoje não vai haver vitórias, penso, Para me distrair, pego no Blackberry e passeio um bocadinho na net. Ele é o sitemeter, o  technorati e os mails,  e até converso um bocadinho com uma amiga no google talk. À nossa volta, continuam a chover caralhadas e cuspo, mas os miúdos, que ao princípio não pareciam muito à vontade, já gritam e saltam e agitam cachecóis e chamam nomes ao árbitro (dentro da “legalidade”, claro, sabem que não se podem esticar).
 
Entretanto, descubro que o preto alto e desengonçado que, ou corre devagar pelo campo ou está quieto - e que era suposto defender -, é um vizinho brasileiro que encontro amiúde no único restaurante decente da rua, um pai babado que se passeia com a filha recém-nascida ao colo e a mulher platinada ao lado.

 

 E descubro também que o líder da claque dos ataturks (o  cheer leader?) é bestialmente giro - um guerreiro turco com perfil grego -, e arranjo novo entretém, pelo menos até a vista se me cansar (o que não acontece de todo: a energia que emana do físico perfeito daquele alexandre o grande, que dirige os adeptos como um verdadeiro Karajan,  dá-me vontade de bater palminhas quando os turcos marcam golo: viva o nãoseiquêsarai, viva! Olé!).

 

 Mas, no campo, o jogo decorre murcho, com a equipa dos mais baixinhos e atarracados - que desta vez são os outros, para variar - a marcar dois golos na sequência de duas boas jogadas (ou pelo menos assim me pareceram, que sei eu…). Há algumas faltas pelo meio e o campo parece-me grande demais para um só árbitro e dois fiscais de linha: cometem-se muitas injustiças. Lembro-me então daquele maravilhoso sketch dos Gato Fedorento dos 72 árbitros e o tédio amansa um bocadinho.
 
E, de repente, uma quase animação: nas bancadas ao lado, para lá dos turcos, um benfiquista mais nervoso, chateado com o resultado,  é manietado pela polícia e levado do campo em braços, amarrado de mãos e pés. Um sururu excitado percorre as bancadas, que já começavam a esmorecer. O locutor tenta debalde levantar os ânimos benfiquistas, que soçobram perante a inevitabilidade da derrota. Alguns homens de barba rija escondem a cara entre as mãos como se tivessem perdido um ente querido. Outros, nitidamente amuados,  de  beicinho (juro), saem uns bons minutos antes do fim, virando as costas aos jogadores que, no início, aplaudiram em adoração. O sopro de excitação colectiva que insuflou o estádio está vazio: agora é só gente cansada que quer ir para casa e acabar com aquilo depressa. Saímos também um bocadinho antes do fim; eu com a sensação do dever cumprido, eles felizes, não interessa se o Benfica perdeu, pois se os outros jogaram melhor… finalmente vieram ver um jogo ao estádio, e até viram golos, pois os lugares eram mesmo ao lado da baliza, bestial!
 
No bairro social que atravessamos no regresso, as febras assadas na barraca da sociedade recreativa, engalanada para o que seria a festa, esperam em vão nas brasas e nem os apelos desesperados do  chefe, olhá fevra quentinha!, despertam a fome na multidão cabisbaixa, que não pára sequer para olhar. Hoje o negócio correu mal.
 
Chego a casa completamente baralhada com aquela coisa da mistíca que, francamente, não consegui encontrar em lado nenhum. Só vi uma data de gente muito excitada, e não especialmente bem-disposta ou alegre, razoavelmente agressiva, a entoar cânticos guerreiros contra os adeptos adversários, enquanto vinte e dois indivíduos estupidamente bem pagos jogavam à bola sem alma nem convicção. Uma enorme perda de tempo, de energia e de dinheiro. Sim, porque não sei se já vos disse: os bilhetes, os tais que até nem eram lá muito bons, que era o que havia porque muito em cima da hora, custaram cada um cerca de trinta euros, Portanto, só nós os três e foram quase noventa euros. No-ven-ta euros. Por noventa minutos de banhada, chuva de perdigotos, risco efectivo de surdez precoce e instrução vernacular não solicitada. E depois não há dinheiro para a prestação da casa, malvado do Sócrates. Como diria o meu vizinho de trás, tossindo e pigarreando na minha pobre nuca, não me fodas, ó Cardozo.
 
Epílogo:

 João, 8 anos, à saída do estádio:

 - Beeem… hoje aprendi uma data de palavras novas!

 

* actualizado, que a minha pobre memória é como um motor entupido: funciona por arranques.

 

gostei muito...

por Vieira do Mar, em 05.11.08

... do discurso de McCain. Um Senhor.

a fantochada dos rankings

por Vieira do Mar, em 03.11.08

Normalmente, todos os anos, abro o jornal na página dos rankings das escolas,  confirmo que o colégio privado onde tenho os meus filhos é um dos à cabeça na classificação geral, respiro de alívio, dou por bem empregue a batelada que pago todos os meses e sigo para a notícia seguinte. Este ano foi diferente: a minha filha mais velha foi para o liceu e eu estava curiosa para saber onde aquele se situa, na lista das escolas públicas. Engraçado: não me interessou saber qual o lugar daquele no ranking geral, mas apenas no das escolas públicas – como se a miúda agora jogasse noutro campeonato e não fossem comparáveis, as públicas com as privadas. Preconceito meu? Talvez, talvez não tanto assim. Será justo, meter tudo num mesmo saco? Se não, porquê?

 A minha (ou melhor, a da minha filha) experiência no ensino público é ainda recente mas, por aquilo que tenho visto (até com filhos de amigos e familiares), concluo que é de facto diferente, a qualidade do ensino num e noutro lado - e isto mesmo que a escola secundária seja considerada boa, como é o caso da da minha filha  (com uma boa direcção, boas instalações e um corpo docente estável). Primeiro, o controlo, ou a falta dele. Na pública, os alunos podem fazer quase tudo. Os professores, também. Ou seja, podem faltar quando lhes apetece, começar as aulas mais tarde, contornar a matéria, passar tardes a ver filmes e a falar sobre o Matrix nas aulas de filosofia, e dizer basicamente o que lhes vem à veneta. Não há regras quanto à apresentação ou vestuário, não há aulas de estudo para compensar fragilidades, os funcionários não sabem o nome dos alunos, nem estes o nome daqueles. Os testes são mais fáceis e menos exigentes (a miúda pouco estuda e está com média de dezasseis). Os alunos, quando não gostam de não sei o quê,  reivindicam muito e fazem greve; fazer greve é enfiar papel molhado nas fechaduras das salas e esperar um dia inteiro pela vinda do serralheiro, enquanto o corpo docente no café da esquina. Há uma ideia generalizada de balda, de não responsabilização de alunos nem de professores;  só contam as faltas muito graves e ao resto fecha-se os olhos - é o Estado no seu melhor. E estamos a falar de um dos melhores liceus públicos de Portugal, segundo o dito ranking .
Mas, apesar de globalmente boa, esta secundária está nitidamente aquém do colégio de onde vem a minha filha (que para privado até nem é nada de especial, diga-se). Se atendermos à média geral das notas, vemos que as melhores públicas estão, no geral, uns bons pontos percentuais abaixo dos melhores privados. Assim, pelo que vejo,  não é nada equivalente, isto de andar no ensino público ou no privado, sendo que os rankings se limitam a confirmar o que toda a gente já sabe: que as melhores escolas são privadas e que o ensino público, no geral e salvo honrosas excepções, stinks.
 Donde se conclui que, se há alunos no público que tiveram boas notas (leia-se: equiparadas às dos bons alunos nas privadas) é porque,  ou se esforçaram mais por isso, ou porque tiveram a sorte de dar de caras com professores carolas, daqueles que investem nos miúdos apesar de não ganharem um cêntimo a mais. Por isso, quando vejo lá no meio dos privados do costume aquela dúzia de liceus públicos infiltrados, penso que estes devem ser muito bons. Só podem. E que o Estado devia estar atento, ver o que é que estão a fazer a mais (ou a menos), saber das diferenças e depois copiá-los para os outros (o modelo de gestão, a carolice ou lá o que for).
Outra razão para não ser justo um mesmo ranking englobar públicas e privados, por conduzir a uma perversão dos resultados (ou, pelo menos, das conclusões que se retiram dos resultados): por exemplo, o Colégio Mira Rio, este ano um dos primeiros. Trata-se de um selecto colégio de freiras, com poucas dúzias de alunas, só raparigas. Se olharmos para a lista por disciplinas, reparamos que foi a concurso (digamos assim) com conjuntos de dois e três exames, contra colégios privados e públicos que concorreram com cem exames ou mais. Agora digam-me,  o que é melhor e mais meritório: uma escola com duas alunas a Matemática que tiveram um tutor particular o ano inteiro (porque é disso que se trata) e que conseguem média de dezoito?  Uma outra escola  com cinquenta alunos  que tiveram média de quinze? Ou um liceu com cem alunos  que conseguiram média de doze? Será melhor a freira que põe a sua única aluna a ter dezoito ou o professor de um liceu público que põe três turmas de trinta alunos a ter doze? É claro que a maior parte dos pais, em podendo, escolhiam a freira; em não podendo,  escolhem o liceu e rezam para que  um ou dois professores carolas se cruze nos caminho dos filhos, caso estes não sejam uns geniozinhos aplicados.
 
Ou seja, os rankings servem apenas para um ou dois propósitos que, apesar de legítimos, não deixam de ser redutores: para os privilegiados escolherem o colégio dos rebentos e para o Estado se confrontar com a sua própria inépcia educativa e, como de costume, nada fazer (até porque quando quer não o deixam: veja-se a novela da avaliação dos professores).

ganda maluca

por Vieira do Mar, em 03.11.08

Tenho achado alguma piada às patéticas tentativas,  por parte da direita portuguesa (incluindo a dos blogues) em tentar legitimar e conferir alguma seriedade a esse desastre ambulante que é Sarah Palin. Algumas delas estranhamente ingénuas, como a de considerar a ida da criatura ao Saturday Night Live  uma demonstração estóica do seu sentido de humor, e não aquilo que na verdade foi:  um exemplo de boa propaganda,  ditado pelas audiências americanas, feitas de votantes em busca do melhor espectáculo. Até porque o humor é uma manifestação de inteligência, não tendo Sarah nem uma coisa nem outra, como se comprova pela já famosa  (e deliciosa) partida telefónica que lhe pregaram dois humoristas canadianos. Eu compreendo a direita: vistos isoladamente, sem o desespero histérico do mundo a dourar a pilula Obama, McCain é melhor candidato, e por quase todas as razões (o facto de ser experiente e ter ar de boa pessoa são duas das mais importantes). Para mais, se rasparmos a superfície das coisas, sentimos que Obama - cujos propósitos vagos e ar pastoral parecem ter apenas em vista agradar ao maior número possível de pessoas - não inspira grande confiança. A mim pelo menos não inspira - embora isso agora não interesse nada, não só porque eu não voto e o mundo se está nas tintas para o que penso como, a partir do momento em que Sarah entrou em cena, os republicanos perderam. Ninguém gosta de mulheres estúpidas e descompensadas, que vivem estranhos paradoxos,   matando ursos e alces com tiros entre os olhos, enquanto defendem a vida como valor absoluto, mesmo a que resulta de gravidezes adolescentes e de violações incestuosas. No fundo, só interessa o que já toda a gente percebeu: a mulher ri muito porque é estúpida, e não porque esteja a perceber a piada.

Elvis, Suspicious Minds

por Vieira do Mar, em 01.11.08

...

por Vieira do Mar, em 01.11.08

Coisas boas, muitos projectos, doses maciças de futuro pela frente, amor e entusiasmo. Felizmente, quem paga é o blogue. Até já.

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