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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

póvoa on line

por Vieira do Mar, em 30.06.08

E agora,Meretíssimo?

Encerra o blogspot?

Proíbe a  Wayback Machine?

Acaba com a internet?

 

(é frouxa, a mordaça)

hoje, este blogue é alemão

por Vieira do Mar, em 29.06.08

sexo e a cidade

por Vieira do Mar, em 28.06.08

Não sou propriamente a fã número um, mas sempre gostei de Sexo e a Cidade, a série. Já o filme, achei-o razoavelmente mau. Foram-se o cinismo e o sarcasmo, as piadas são pífias e o sexo também - embora os trapos sejam giros, vá. Apercebi-me ainda de que Mr. Big - num péssimo prenúncio de cama - beija mal e parece um chicharro fora de água, donde não ter qualquer  fundamento a histeria casadoira de Carrie.

two out of three ain´t bad

por Vieira do Mar, em 28.06.08

O João dedica-me o melhor slow de todos os tempos, obrigada! E porquê, o melhor? Primeiro, porque o compasso era perfeito para aquela coreografia básica  do  um passo para um lado e outro para o outro (só suplantada  pela complexidade técnica  do um passo para um lado e dois para o outro);  segundo,  porque tem aquele dramatismo épico  fundamental aos primeiros amores,  mercê da violinada excessiva e do esforço suado e sofrido do artista então conhecido na terra dele como rolo de carne (mas isso a gente não sabia). Uma lamechice perfeita,  que avançava e crescia  na proporção directa do fervilhar das hormonas e do atrevimento das mãos.

Nos inícios dos anos oitenta, o slow era uma etapa obrigatória do namoro ou da curte (a diferença residia no grau de seriedade do compromisso). A coisa ocorria normalmente numa casa particular de um amigo ou no ginásio de um liceu;  para tanto, bastava uma mesa misturadora  com dois gira-discos (para fazermos as passagens), umas colunas vistosas, umas luzes psicadélicas, e pronto: éramos todos djs de ocasião,  e a noite fazia-se a discos pedidos. Primeiro, aquecíamos o nervoso miudinho com o ska, o reggae, o punk rock, os primórdios da música electrónica e alguns restos mortais do disco. Mas sempre na mira do agarranço, então ainda um bocadinho cerimonioso,  feito de limites implícitos e de gestos proibidos. Dançar um slow era o meio caminho entre os bilhetinhos na sala de aula e o lambuzanço rápido nos esconsos do liceu; era o primeiro reconhecimento do sexo oposto, a primeira intrusão táctil nos mistérios alheios. Hoje, o conceito de slow é pura e simplesmente desconhecido desta nova geração que, em público, facilmente se agarra - mas que não dança agarrada. O pudor não é para aqui chamado, é apenas uma questão de moda ou,  talvez,  de queimar etapas.  O que leva a que  às vezes me pergunte como faz a tribo de agora para crescer assim, tão depressa e  à bruta, sem estes meigos rituais de passagem, mas isso  dava post para mangas.

 

 

Já cá está!

por Vieira do Mar, em 27.06.08

Muitos parabéns, Rita e Luís. E sê bem-vindo, Manel!

olha!

por Vieira do Mar, em 25.06.08

... Mais uma maluca para a colecção....

...

por Vieira do Mar, em 25.06.08

minha querida:

 

uma hora pequenina.

aquela música do anúncio

por Vieira do Mar, em 24.06.08

 

Brandi Carlile, The Story

 

 

 

 

 

Com a cortesia deste blogue.

perdi o interesse

por Vieira do Mar, em 23.06.08
Por Madonna. A artista outrora excepcional, inovadora, que não tinha comparação com nenhuma outra, deu lugar a uma máquina venal destituída de coração e de bom-gosto, que agora lança o isco às criancinhas, através de duvidosas parcerias com Timberlake e Timbaland. Não por acaso, este seu último hit é sabido de cor pelos meus filhos - a geração Cidade FM - e razoavelmente ignorado por mim e pela minha geração. Madonna lembra-me uma espécie de andróide que tenha perdido,  por fim e por completo,  a sua humanidade. O corpo, convertido num objecto desagradável e masculinizado, espelha bem as suas obsessões. Na cara lisa, sem traço da passagem dos anos e da vida, repuxada pelo bisturi, adivinham-se já os rasgos clownescos que infectam as divas velhas. Imagino-a uma Gloria Swanson ginasticada,  a descer a escadaria de Sunset Boulevard  em triplos mortais. O talento que por ela ainda exista não chega para ultrapassar a ideia de uma criatura doentia e tirana, a fazer cada vez pior música e a perder a famosa capacidade de se reinventar. Manter-se-á como um ícone,  e como a mulher que fez mais pela revolução sexual e de costumes do que todas as feministas juntas, mas, a partir de agora - e mesmo que continue a vender milhões e a esgotar concertos em vinte e quatro horas - será sempre a descer. É que não há  plástica nem ginásio que lhe disfarcem a falta de alma.

 

 

difusão de epizootias

por Vieira do Mar, em 20.06.08

 

"(...) Ao que tudo indica, o português que foi esta semana condenado em tribunal por disponibilizar músicas através de redes P2P é residente no Algarve e tem 28 anos. Segundo o Sol e o Tek SAPO, o partilhador foi considerado culpado de partilhar 146 músicas de artistas como João Pedro Pais (...),  através do KaZaA e do LimeWire. (...) Por disponibilizar estas 146 músicas, o partilhador deveria ter sido condenado a 90 dias de prisão mas o tribunal de Portimão decidiu substituir a pena por uma multa diária de quatro euros, devido ao facto do arguido não possuir quaisquer antecedentes criminais."

 

O Tribunal foi brando, demasiado brando:  uma pessoa que espalhe pelo mundo as músicas do João Pedro Pais merece, no mínimo, prisão.

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