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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

quintas-feiras

por Vieira do Mar, em 27.03.08
a vida social de uma adolescente

ó gorda! ó peixona! sai daíe!

por Vieira do Mar, em 26.03.08

 

 

(o novo toque de telemóvel dos nossos adolescentes ... engraçadíssimo, desculpem lá)

telemóveis e monges tibetanos

por Vieira do Mar, em 24.03.08
Chegadinha de umas maravilhosas férias frias na praia, do que vai no mundo pouco ou nada sei. Parece que, por cá,  uma aluna agrediu uma professora por esta lhe ter tirado o telemóvel e que Cavaco Silva não vai à abertura dos Jogos Olímpicos, disfarçadamente solidário com o povo do Tibete. No primeiro caso, a  senhora professora, de acordo com o 24Horas do café aqui da esquina, está "arrasada, coitada", diz o colega professor Charrua (essa vítima do amordaçar da liberdade de expressão), que já lhe telefonou e tudo a consolá-la. Pelo país, multiplica-se a indignação e o povo clama que  a aluna, basicamente uma delinquente selvagem,  seja expulsa da escola, presa, ou, quem sabe,  queimada viva, como no tempo da inquisição. Vejo e revejo o vídeo e, não pretendendo branquear a atitude desta, que deve ser punida de forma proporcional e adequada ao seu acto, cresce o meu desprezo pela professora em questão. Desprezo, aliás, os professores do secundário em geral (como escrevo aqui : acho-os quase todos uns incompetentes; os que o não são, obviamente, não só não enfiam esta carapuça como concordarão comigo). Entrar em confronto físico com uma adolescente matulona para lhe tirar o telemóvel, provavelmente o seu bem material mais precioso, é de uma enorme estupidez e manifesta a falta de uma data de coisas: de autoridade, de dignidade, de inteligência e de pedagogia. Se um aluno está a perturbar a aula com o telemóvel,  de duas, uma: ou o conselho directivo proíbe telemóveis dentro do liceu ou dentro das aulas, assegurando, através do policiamento devido, o tendencial cumprimento da regra, ou, permitindo-os, deverá concertar com os restantes professores a atitude a tomar em caso de prevaricação, que deve ser igual para todos: expulsar o aluno da sala e, eventualmente, aplicar-lhe uma sanção disciplinar. Agora, uma professora entrar em vias de facto com a aluna e tentar tirar-lhe à força o telemóvel , num jogo infantil de "dá cá não dou", é que não lembra ao diabo.  Ainda por cima, uma professora "fracalhota", que - desculpem lá! -  funciona quase como  um "agent provocateur". A de falta de autoridade, sente-se e vê-se: à mulher de César não basta sê-lo, há que parecê-lo. A pouca autoridade moral de quem se quer apoderar pela força de um bem de terceiro,  em conjunto com a exibição de (literalmente) uma fraca figura, só podia dar naquele mau resultado. Estranhamente, no entanto,  ninguém fala em punir também a professora, que não soube comportar-se com a dignidade de uma professora e que desceu ao nível de uma qualquer coleguinha de carteira da aluna em questão.   Quanto a Cavaco e aos chineses, ressalta a falta de coerência destes líderes ocidentais que se reclamam muito humanistas: o país está inundado de lojas e de restaurantes chineses que, presumo, execem legalmente a sua actividade; as importações chinesas são uma realidade, os mais altos dignitários chineses são recebidos em Portugal com pompa e circunstância e as relações políticas, diplomáticas e comerciais entre os dois países estarão, presumo, pujantes. Querem ser coerentes? Então cortem relações diplomáticas com a China, embarguem as trocas económicas, não recebam oficialmente os políticos chineses. A atitude de Cavaco, no fundo, quer dizer isto,  nós opomo-nos a que vocês chacinem monges tibetanos, mas não nos opomos assim muito muito,  só nos opomos um bocadinho: o suficiente para rejeitarmos o convite para uma festa.  De uma hipocrisia bacoca e provinciana,  bem ao jeito do nosso Presidente, aliás.
 

...

por Vieira do Mar, em 24.03.08

Volver, Carlos Gardel

 

 

(com um obrigada a um leitor atento)

a simple life

por Vieira do Mar, em 18.03.08
 
Há um programa na FOX que ao princípio detestei mas no qual acabei  viciada: a saga, ao estilo road movie, de  Paris Hilton e Nicole Richie, em A Simple Life. Aquilo ao princípio dava na MTV, o canal que difunde tudo o que é imoralidade em geral, e tudo o que é fútil, violento e pornográfico, em especial. Este programa, uma espécie de reality show viciado, dá-nos conta das incursões no mundo real de duas fedelhas ricas e mimadas. Vão pelos estados americanos fora, numa caravana, e supostamente têm que ganhar o que comem trabalhando para terceiros, em fábricas, quintas, casas particulares, lojas, restaurantes, etc. Tudo para elas  it´s hot (pronuncia-se tsshat), o que quer mais ou menos dizer que é quente, e os seres vivos dãol pelo nome de sexy bitch, que elas aplicam tanto a bois charoleses como a bebés de colo - e que é um elogio. As pessoas que lhes pagam para elas fingirem que trabalham enquanto estragam  uma casa recebem, obviamente, dinheiro por fora, pois só assim se explica que aguentem,  sem perder a razão, as atrocidades a que elas as submetem. Não só não fazem nada de jeito, como não obedecem a ordens,  estragam, sujam e desperdiçam. A atitude absolutamente despreocupada com as consequências e a ausência genuína de qualquer tentativa de impressionar, próprias de quem tem muito dinheiro e de quem acha que este tudo compra, são exasperantes e  permitem comprovar que, de facto, tudo tem um preço, até a paz de espírito de quem está sossegadito na sua quintarola,  e que todos têm direito a quinze minutos de fama, nem que seja a satisfazer os caprichos destas duas criaturas que, apesar de fúteis e perdulárias,   são amigas dos bichos e têm preocupações ambientais. Muito divertido.
 

nem bom nem mau?!

por Vieira do Mar, em 14.03.08
O Correio da Manhã oferece uns livros sobre Salazar,  que publicita dizendo qualquer coisa como "Nem bom nem Mau..." Nem bom nem mau?! Mas, estão doidos ou quê?!  Não,  não estão doidos. Umas quaisquer cabecinhas publicitárias acharam que esta espécie de disclaimer  a não tomar partido por nenhum dos lados, permitir-lhes-ia chegar a todos. Só que não há dois lados; pelo menos, não dois lados que se equiparem e cujos significado e força se equilibrem entre si. Há a maioria, praticamente toda a gente, que reconhece a repressão, a pide, a guerra, o atraso económico e social de quarenta anos de ditadura, e depois há uma minoria insignificante, despojada pela democracia dos seus privilégios feudais, que se veste de preto no 25 de Abril,  que tenta justificar o injustificável,  e à qual acrescem alguns taxistas. Só que o  Mal, precisamente por o ser,  não pode estar sujeito a interpretações várias e não é uma questão de perspectiva. Resta apenas a dúvida sobre se a frase em questão surgiu da mente  de um criativo imoral ou apenas ignorante. 

...

por Vieira do Mar, em 13.03.08
PC avariado. Stop. Este blogue segue dentro de momentos. Stop. Agradece-se indicação de técnico informático que saiba recuperar vidas inteiras. Stop. Errata: que saiba recuperar discos rígidos. Stop.

toque toque

por Vieira do Mar, em 10.03.08

brain damage

por Vieira do Mar, em 07.03.08
No cinema, como na vida, uma cena de sexo pode provocar prazer, nojo, indiferença ou, apenas, um enorme ataque de riso. Do ponto de vista feminino, o resultado final depende muito da credibilidade da performance masculina (excepto na série L Word, onde até o mobiliário tem pipi e está sempre no cio, sendo bastante provável que, a qualquer altura, as cadeiras saltem para cima das mesas e os plasmas enfiem os dedos nas aparelhagens estéreo). É claro que há cenas em que as mulheres são quase tudo, mesmo para as outras mulheres (até o canastrão do Michael Douglas se torna um símbolo sexual com Sharon Stone por cima...), mas não são a regra.  A tal da credibilidade é difícil de conseguir, na medida em que os homens não fingem lá muito bem essas coisas - ao contrário de nós que, desde que um bocadinho elásticas e ginasticadas, nos contorcemos em gemidos convincentes enquanto pensamos no selo do carro. Cada homem tem uma, digamos, actuação sexual própria, e não há método Strasberg ou outro que o salve quando pura e simplesmente não presta.  Ora, como a eficiência deles se mede pela susceptibilidade do nosso prazer, quando este é o prazer de outras,  basta pormo-nos no lugar delas e dar largas à imaginação. E olhem que mexer (bonito eufemismo, tem qualquer coisa de culinário) com uma mulher sentada numa cadeira de cinema a comer pipocas (ou a ouvir comê-las) e com a testosterona nos níveis normais,  não é para todos. Ainda por cima, e ao contrário do que possa parecer, a eficácia da performance masculina não tem tanto a ver com a rigidez elástica de uns abdominais perfeitos ou com a desenvoltura de certos apêndices,  mas mais com a  linguagem corporal,  esse conjunto de pequenos gestos, de pausas e avanços no momento certo, que fazem toda a diferença. Estou cheia de bons exemplos (como as cenas do L´Amant, do Breathless, do Monster´s Ball), mas para não maçar fico-me pelas más. Aquela que é para mim a mais ridícula cena de sexo da história do cinema dito sério é a de Juliette Binoche com Jeremy Irons no filme Damage (que deveria antes chamar-se Brain Damage), em especial quando estão os dois entrelaçados no chão numa  emulação patética do Last Tango in Paris. Aquilo é uma espécie de comic relief, vá. Aliás, Irons é geralmente tonto nas cenas de sexo, porque treme muito e faz olhares esgazeados, talvez por ser inglês (o sexo dos ingleses, nos filmes, é geralmente um bocadinho esquisito). Mas há situações menos… concretas, digamos assim, de actores que, apesar de giros e bem constituídos, transmitem a sensação difusa de serem maus na cama, como o Tom Cruise e o Mel Gibson, talvez porque sensualidade e fanatismo religioso não combinam (ou se calhar é só porque são matraquilhos). Outros, apesar de demasiado giros, são inquestionavelinevitaldecididamente bons em qualquer papel e em qualquer posição, como o Richard Gere e o Brad Pitt, mas convenhamos que os feios carregados de atitude são ainda melhores (muito melhores), como é o caso do Javier Bardem  ou do Sean Penn.   Por vezes, no entanto,  o logro não resulta tanto deste ou daquele actor, mas  sim do próprio realizador, que não tem jeito nenhum para a poda (trocadilho rasca, mas foi o que se pôde arranjar). É o caso do génio de Steven Spielberg, cujos sindroma de Peter Pan e falta de maturidade (assumida pelo próprio),  talvez o tenham impedido de alguma vez fazer uma cena de sexo minimamente decente.  À excepção do assustador beijo lésbico de Whoopi Goldberg em The Color Purple,  que traumatizou a minha adolescência, as cenas amorosas dos seus filmes são sempre penosamente castas,  como num filme de Bollywood. É preciso não esquecer que o  máximo de tensão erótica que,  até hoje,  conseguiu num filme se deu entre um homem e um tubarão num barco.  
 

chan chan

por Vieira do Mar, em 07.03.08

 

(lindo, lindo)

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