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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

...

por Vieira do Mar, em 31.10.07
página 161


"They have since been fostered out, but they are under our direct supervision and remain so."


Lost and Found: Dogs, Cats, and Everyday Heroes at a Country Animal Shelter, Elizabeth Hess, Hartcourt Brace & Company.


E pronto. Fazendo jus à fama deste blogue, a corrente morre aqui que isto hoje já não dá mais.

...

por Vieira do Mar, em 31.10.07
página 161


"They have since been fostered out, but they are under our direct supervision and remain so."


Lost and Found: Dogs, Cats, and Everyday Heroes at a Country Animal Shelter, Elizabeth Hess, Hartcourt Brace & Company.


E pronto. Fazendo jus à fama deste blogue, a corrente morre aqui que isto hoje já não dá mais.

...

por Vieira do Mar, em 30.10.07
speak low



Speak low

When you speak love

Our summer day

Withers away

Too soon, too soon



Speak low

When you speak love

Our moment is swift

Like ships adrift,



Were swept apart

Too soon

Speak low

Darling speak low

Love is a spark

Lost in the dark

Too soon, too soon



I feel

Wherever I go

That tomorrow is here

Tomorrow is near

And always too soon

Time is so old

And love's so brief

Love is pure gold

And time a thief.



We're late,

Darling we're late



The curtain descends,

Everything ends

Too soon, too soon

I wait,

Darling I wait

When you speak low to me,

Speak love to me and soon.



Ogden Nash - Kurt Weill

...

por Vieira do Mar, em 30.10.07
speak low



Speak low

When you speak love

Our summer day

Withers away

Too soon, too soon



Speak low

When you speak love

Our moment is swift

Like ships adrift,



Were swept apart

Too soon

Speak low

Darling speak low

Love is a spark

Lost in the dark

Too soon, too soon



I feel

Wherever I go

That tomorrow is here

Tomorrow is near

And always too soon

Time is so old

And love's so brief

Love is pure gold

And time a thief.



We're late,

Darling we're late



The curtain descends,

Everything ends

Too soon, too soon

I wait,

Darling I wait

When you speak low to me,

Speak love to me and soon.



Ogden Nash - Kurt Weill

...

por Vieira do Mar, em 24.10.07
como as outras mães


Gostava de ser como as outras mães. Invejo-as. Àquelas cujos filhos são um projecto de vida, que cumprem com rigor profissional. Que nunca falham a natação das meninas, com as suas toucas rosa e os chinelinhos a condizer, nem o judo dos meninos, com os seus quimonos imaculados e os cinturões na cor certa; que perdem com gosto fins-de-semana de passeio para torneios, exibições e concertos (mais os respectivos ensaios gerais); que sabem de cor o nome das vacinas contra a gripe e contra a meningite; que cumprem escrupulosamente o calendário de vacinação e não recebem em casa avisos do posto de saúde da área de residência; que contam os dias para a reunião na escola, assentam as dúvidas que vão colocar à professora num moleskine com florzinhas e são as primeiras a sentarem-se na cadeirinha da frente e a assinarem a folha de presenças; que não recebem olhares complacentes no recreio, enquanto lhes dizem, não se esqueceu de que hoje é a reunião de pais, pois não?; que não mentem descaradamente e não dizem, claro que não!, onde é que é mesmo a sala de aula?; que não se enganam sistematicamente na sala, indo parar à professora do lado. Gostava de ser como as outras mães, que não têm justificar na caderneta dos filhos os atrasos da manhã e que não acordam mal-dispostas. Gostava que eles tivessem o pequeno-almoço a fumegar mal entrassem na cozinha e eu, a recebê-los, sorridente, e não esta amostra de ser humano que sou quando me levanto, a queimar as torradas e a entornar o leite que despacho no micro-ondas. Gostava de gostar dos aniversários dos coleguinhas e de ter paciência para conversas típicas de mães, sobre percentis, ateéles, números de calças e bronquiolites, enquanto eles jogam à bola, apagam velinhas e comem gomas; de os deitar todos os dias a horas certas, aconchegando-os com uma história, um beijo e uma suave luz de presença, e não de ficarmos a dançar até às tantas em cima da cama ou a vermos filmes que nem lhes são adequados à idade, quando no dia seguinte é as sete e estamos todos a pé, cansados, moribundos. Como as outras mães, sim, que não chegam sempre atrasadas e esbaforidas, a ensaiarem desculpas e justificações; que os ajudam nos trabalhos de casa e lhes explicam aljubarrota, fracções e verbos compostos sem se exasperarem e lhes virarem as costas, derrotadas, à segunda tentativa; que nunca dizem “merda” à frente deles e se referem ao marido como “o pai do x ou da y” , numa alegre dissolução identitária. Que não os deixam usar a mesma roupa duas vezes, lhes dão banho todos os dias e não se esquecem de esfregar atrás das orelhas; que não os deixam comer pringles antes do jantar nem trocar a sopa por três danoninhos. Gostava de que me apetecesse estar com os meus filhos a todas as horas do dia e de que eles nunca se apercebessem do contrário; de não falhar a manicure nem o cabeleireiro e de estar sempre impecável, de lhes dar o exemplo; e de marcar amiúde reuniões com a directora, para discutir ligeiras quebras de rendimento e a qualidade da comida do refeitório; de não falhar o antibiótico; de levar a sério o que diz a psicóloga, de seguir à risca as indicações do pediatra e de ter guardado todos os dentes de leite (e não de me ter desfeito deles, enjoada porque me lembravam relíquias de santos mortos). De trazer sempre bolachinhas na mala, dodots no carro, mantinhas no porta-bagagens e de os sentar apenas em cadeirinhas devidamente homologadas; de nunca lhes trocar os nomes; de ter as fotografias ordenadas por idade, por festividade e por filho, e não aos molhos dentro de sacos de plástico; de saber de cor os furos que têm nos horários, os dias dos testes e os inícios e fins das férias. Gostava que eles, por vezes, não tivessem de lutar tanto para se manterem à tona deste caos de mãe que sou eu.

...

por Vieira do Mar, em 24.10.07
como as outras mães


Gostava de ser como as outras mães. Invejo-as. Àquelas cujos filhos são um projecto de vida, que cumprem com rigor profissional. Que nunca falham a natação das meninas, com as suas toucas rosa e os chinelinhos a condizer, nem o judo dos meninos, com os seus quimonos imaculados e os cinturões na cor certa; que perdem com gosto fins-de-semana de passeio para torneios, exibições e concertos (mais os respectivos ensaios gerais); que sabem de cor o nome das vacinas contra a gripe e contra a meningite; que cumprem escrupulosamente o calendário de vacinação e não recebem em casa avisos do posto de saúde da área de residência; que contam os dias para a reunião na escola, assentam as dúvidas que vão colocar à professora num moleskine com florzinhas e são as primeiras a sentarem-se na cadeirinha da frente e a assinarem a folha de presenças; que não recebem olhares complacentes no recreio, enquanto lhes dizem, não se esqueceu de que hoje é a reunião de pais, pois não?; que não mentem descaradamente e não dizem, claro que não!, onde é que é mesmo a sala de aula?; que não se enganam sistematicamente na sala, indo parar à professora do lado. Gostava de ser como as outras mães, que não têm justificar na caderneta dos filhos os atrasos da manhã e que não acordam mal-dispostas. Gostava que eles tivessem o pequeno-almoço a fumegar mal entrassem na cozinha e eu, a recebê-los, sorridente, e não esta amostra de ser humano que sou quando me levanto, a queimar as torradas e a entornar o leite que despacho no micro-ondas. Gostava de gostar dos aniversários dos coleguinhas e de ter paciência para conversas típicas de mães, sobre percentis, ateéles, números de calças e bronquiolites, enquanto eles jogam à bola, apagam velinhas e comem gomas; de os deitar todos os dias a horas certas, aconchegando-os com uma história, um beijo e uma suave luz de presença, e não de ficarmos a dançar até às tantas em cima da cama ou a vermos filmes que nem lhes são adequados à idade, quando no dia seguinte é as sete e estamos todos a pé, cansados, moribundos. Como as outras mães, sim, que não chegam sempre atrasadas e esbaforidas, a ensaiarem desculpas e justificações; que os ajudam nos trabalhos de casa e lhes explicam aljubarrota, fracções e verbos compostos sem se exasperarem e lhes virarem as costas, derrotadas, à segunda tentativa; que nunca dizem “merda” à frente deles e se referem ao marido como “o pai do x ou da y” , numa alegre dissolução identitária. Que não os deixam usar a mesma roupa duas vezes, lhes dão banho todos os dias e não se esquecem de esfregar atrás das orelhas; que não os deixam comer pringles antes do jantar nem trocar a sopa por três danoninhos. Gostava de que me apetecesse estar com os meus filhos a todas as horas do dia e de que eles nunca se apercebessem do contrário; de não falhar a manicure nem o cabeleireiro e de estar sempre impecável, de lhes dar o exemplo; e de marcar amiúde reuniões com a directora, para discutir ligeiras quebras de rendimento e a qualidade da comida do refeitório; de não falhar o antibiótico; de levar a sério o que diz a psicóloga, de seguir à risca as indicações do pediatra e de ter guardado todos os dentes de leite (e não de me ter desfeito deles, enjoada porque me lembravam relíquias de santos mortos). De trazer sempre bolachinhas na mala, dodots no carro, mantinhas no porta-bagagens e de os sentar apenas em cadeirinhas devidamente homologadas; de nunca lhes trocar os nomes; de ter as fotografias ordenadas por idade, por festividade e por filho, e não aos molhos dentro de sacos de plástico; de saber de cor os furos que têm nos horários, os dias dos testes e os inícios e fins das férias. Gostava que eles, por vezes, não tivessem de lutar tanto para se manterem à tona deste caos de mãe que sou eu.

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por Vieira do Mar, em 23.10.07
contradição insanável


O "médico" do outdoor da Médis parece o João Pinto. De óculos. E com ar de quem vai começar a ler alguma coisa.

...

por Vieira do Mar, em 23.10.07
contradição insanável


O "médico" do outdoor da Médis parece o João Pinto. De óculos. E com ar de quem vai começar a ler alguma coisa.

...

por Vieira do Mar, em 18.10.07
"Cigano"


Te querer

Viver mais pra ser exato

Te seguir

E poder chegar

Onde tudo é só meu

Te encontrar

Dar a cara pro teu beijo

Correr atrás de ti

Feito cigano, cigano, cigano

Me jogar sem medir

Viajar

Entre pernas e delícias

Conhecer pra notícias dar

Devassar sua vida

Resistir

Ao que pode o pensamento

Saber chegar no seu melhor

Momento, momento, momento

Pra ficar e ficar.


(Djavan)

...

por Vieira do Mar, em 18.10.07
"Cigano"


Te querer

Viver mais pra ser exato

Te seguir

E poder chegar

Onde tudo é só meu

Te encontrar

Dar a cara pro teu beijo

Correr atrás de ti

Feito cigano, cigano, cigano

Me jogar sem medir

Viajar

Entre pernas e delícias

Conhecer pra notícias dar

Devassar sua vida

Resistir

Ao que pode o pensamento

Saber chegar no seu melhor

Momento, momento, momento

Pra ficar e ficar.


(Djavan)

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