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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

...

por Vieira do Mar, em 30.03.07
Brincar com as palavras é mais difícil do que comandar à distância um míssil gugu dada vem daí anda cá vai lá que eu tomo conta de ti faço de conta que não te vi és mesmo tolo no topo do bolo a cereja o sino da Igreja faz-me sombra prefiro uma alfombra e uma atitude zen amen dona zinha sua parvinha eu não lhe disse que ele vinha? Deprimido mas feliz que quem o sabe é quem o diz e lá vem mais um oximoro e nada que rime com isto só talvez parquímetro mas teria de ser parquímoro e uma casa feita de xisto que sinto um misto de joelheira com jardineira é primavera é dia de feira e não posso ir quem dera não me deixam sair fico aqui a rimar e a pensar de onde é que eu já te vi que até parece que te conheço a cabeça do avesso tu fica mas é caladinho menino dos anzóis que vieste e fizeste um milagre vejo sóis a girar a tirarem-me do lugar um cheirinho de vinagre o meu ser a desmaiar mas de onde vem este apreço? Ah já sei de onde te conheço desiste que não adivinhas: é de umas palavras que eram minhas.

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por Vieira do Mar, em 30.03.07
Brincar com as palavras é mais difícil do que comandar à distância um míssil gugu dada vem daí anda cá vai lá que eu tomo conta de ti faço de conta que não te vi és mesmo tolo no topo do bolo a cereja o sino da Igreja faz-me sombra prefiro uma alfombra e uma atitude zen amen dona zinha sua parvinha eu não lhe disse que ele vinha? Deprimido mas feliz que quem o sabe é quem o diz e lá vem mais um oximoro e nada que rime com isto só talvez parquímetro mas teria de ser parquímoro e uma casa feita de xisto que sinto um misto de joelheira com jardineira é primavera é dia de feira e não posso ir quem dera não me deixam sair fico aqui a rimar e a pensar de onde é que eu já te vi que até parece que te conheço a cabeça do avesso tu fica mas é caladinho menino dos anzóis que vieste e fizeste um milagre vejo sóis a girar a tirarem-me do lugar um cheirinho de vinagre o meu ser a desmaiar mas de onde vem este apreço? Ah já sei de onde te conheço desiste que não adivinhas: é de umas palavras que eram minhas.

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por Vieira do Mar, em 24.03.07
o efeito aipod,

no Passeai, Flores!...

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por Vieira do Mar, em 24.03.07
o efeito aipod,

no Passeai, Flores!...

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por Vieira do Mar, em 24.03.07
o efeito aipod



Primeiro veio Roswell, depois os x-files e os chips implantados na cabeça dos "levados", mas hoje existe algo muito mais poderoso e que derrete o cérebro dos adolescentes de toda a galáxia, dominando-os por completo: os leitores de mp3. Uns mini-coisos que se enfiam até ao ouvido interno, que os tornam escravos da música (ou, pelo menos, do que eles chamam música) e completamente autistas para o resto do mundo. Por exemplo, eu grito: “Beatriz! Beatriiiiiiiiz! Olha o tremor de terra! Abriga-te debaixo da viga mestra!” e ela ...nada. "Beatriiiiiz, tira os pés da água, olhó tsunami!"...nada. Qualquer tentativa de diálogo é recebida com a maior das indiferenças e o refrão trauteado do último lixo da MTV. O pior de tudo é nós, os outros, os não-adolescentes, termos igualmente que gramar com a alienação e o mau gosto musical, sob a forma de desperdício. E o que é o "desperdício"? O adolescente implanta os “phones” no ouvido interno no volume máximo, por forma a derreter o cérebro, e nós ficamos com os restos do som, uma espécie de “zzzzztpumhuuuuzpchchchchiiiiiiifssssss”, que não é música nem é batida, é apenas um ruído insuportável e irritante. E é claro que, quando vamos todos no carro, este barulho de fundo estraga a hipótese de qualquer outra sonoridade, portanto, rádio com música decente, esqueçam. Às vezes, dá vontade de bater repetidamente com a testa no volante. Beatriz, baixa isso... já baixei, mãe... baixa mais... assim não ouço, MÃE!...então desliga...Oh mãe.... Em dias especiais, quando me sinto especialmente preparada para a guerra (por exemplo, quando dormi bem ou depois de um fim-de-semana relaxado) resolvo dar luta: elevo o som do meu rádio, para não ouvir o desperdício dela; ela eleva o desperdício dela - carro, desperdício, carro, desperdício... DÁ-ME ESSA PORCARIA JÁ! (mãe, um, adolescente, zero).

Neste momento, tenho o pesadelo multiplicado por dois: um pré-adolescente e uma adolescente em descompensação hormonal. O primeiro, além do ruído de fundo vindo, não de Marte, mas dos guetos norte-americanos, ainda por cima, canta. E, coitadinho, meu rico filho, que dava a vida por ele, mas este meu filho do meio canta sempre na mesma nota e está sempre rouco. Parece uma retroescavadora lá muito ao fundo. Pior de tudo: como ambos estão quase sempre surdos, falam um com o outro e connosco a gritar, o que não contribui por aí além para a harmonia familiar. Para não os ouvir, olhem, comprei um Ipod. Daqueles cor-de-rosa, sabem? Lindo. Estou a adorar.

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por Vieira do Mar, em 23.03.07
Don´t know much about biology…



Uma das cenas de amor mais bonita da história do cinema é a que se desenrola entre as personagens de Harrison Ford e de Kelly McGillis, no filme “Witness”, de Peter Weir. Ele é um polícia cínico e duro, da grande cidade, e ela, uma viúva amish, de modos ternos, presa a rituais de vida ancestrais. Amam-se, mas sabem que nunca poderão ficar juntos. Na cena de que falo, ele sedu-la, trauteando, enquanto anda à volta do carro (que estava a tentar arranjar). Acabam ambos a dançar, inocentemente e ao de leve, esquecendo, durante o tempo de uma música que sai de um pequeno rádio de pilhas, tudo o que os separa.



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por Vieira do Mar, em 23.03.07
Don´t know much about biology…



Uma das cenas de amor mais bonita da história do cinema é a que se desenrola entre as personagens de Harrison Ford e de Kelly McGillis, no filme “Witness”, de Peter Weir. Ele é um polícia cínico e duro, da grande cidade, e ela, uma viúva amish, de modos ternos, presa a rituais de vida ancestrais. Amam-se, mas sabem que nunca poderão ficar juntos. Na cena de que falo, ele sedu-la, trauteando, enquanto anda à volta do carro (que estava a tentar arranjar). Acabam ambos a dançar, inocentemente e ao de leve, esquecendo, durante o tempo de uma música que sai de um pequeno rádio de pilhas, tudo o que os separa.



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por Vieira do Mar, em 20.03.07
Carta aberta a Herman José


Isto vai de cor, que perdi o Tal & Qual a que me referirei, e a minha memória já não é o que era, do esticão que levou. Então é assim, do que me lembro, a Margarida Marante agora escreve para uma publicação cujo nome não me vem (lá está). Parece que num destes dias, resolveu dizer que o novo programa do Herman José não tinha piada nenhuma e que ele deveria tirar uma férias sabáticas para pensar melhor na vida antes de fazer programas destes. Herman José, em vez de encaixar a crítica, resolveu responder-lhe , fazendo capa no Tal & Qual, de uma forma soez, ordinária e absolutamente cruel. Eu confesso que sempre achei Herman um génio que mudou a face do humor em Portugal (sem ele, talvez não houvesse Gatos, por exo.), que merecia todos os iates que pudesse comprar e todo o dinheiro que pudesse ganhar. Também nunca o seu carácter me enganou: frio, ambicioso, calculista, mimado, egocêntrico, maldoso e com uma capacidade de encaixe mínima, por se achar uma espécie de divindade. Desta vez, Herman revelou-se no seu pior. Primeiro, começou por não reconhecer a margarida Marante qualquer legitimidade para lhe criticar o programa, insinuando que esta não tenha visto "Ricky Gervais" ou "Little Britain". Para começo de conversa, esclareçamos já umas coisas: eu devoro, a espaços, todas as séries do The Office", em especial o “Especial de Natal”, e tenho o “Ricky Gervais Live – Politics”, e o outro que é o “Animals”; já para não falar em todas as séries do Seinfeld, em a “A Louca Vida de Harrry” (autor do primeiro), nas "Absolutely Fabulous"; não perco um “American Dad” ou um “Family Guy”, nem The League of Gentlemen, entre outros. Isso fará de mim alguém legitimado a criticar um programa de humor? Ou não bastará alguém vê-lo e, pelo índice de sorrisos, de gargalhadas e de gozo que lhe provoca (ou não), ficar assim apto emitir uma opinião, pública ou privada? Em qualquer dos casos, eu emito a minha: o programa é fraco, os personagens são estranhos, não “pegam” no público, metade daquilo não se percebe, os textos são pobres. Foi uma aposta arriscada, mas falhou. E Herman, ao não conseguir engolir esta verdade, que lhe vai directamente ao desmesurado ego, resolve jogar baixo e atacar Margarida Marante em várias frentes. Primeiro começa pelo peso, insinuando que ela devia ir gastar tempo para um ginásio - o que é engraçado vindo de quem vem, um badocha pseudo-musculado. Depois, descendo ainda mais baixo faz um “faduncho” a gozar com aquela no seu programa, no qual não se coíbe de se referir directamente às alegadas dependências de Margarida Marante. Um achincalhanço nojento só porque a senhora se atreveu a dizer a verdade. Herman: o programa é fraco, fraco, fraco. E agora descubra-me os podres, crie um blogue e dedique-me um faduncho rasteiro, vá.

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por Vieira do Mar, em 20.03.07
Carta aberta a Herman José


Isto vai de cor, que perdi o Tal & Qual a que me referirei, e a minha memória já não é o que era, do esticão que levou. Então é assim, do que me lembro, a Margarida Marante agora escreve para uma publicação cujo nome não me vem (lá está). Parece que num destes dias, resolveu dizer que o novo programa do Herman José não tinha piada nenhuma e que ele deveria tirar uma férias sabáticas para pensar melhor na vida antes de fazer programas destes. Herman José, em vez de encaixar a crítica, resolveu responder-lhe , fazendo capa no Tal & Qual, de uma forma soez, ordinária e absolutamente cruel. Eu confesso que sempre achei Herman um génio que mudou a face do humor em Portugal (sem ele, talvez não houvesse Gatos, por exo.), que merecia todos os iates que pudesse comprar e todo o dinheiro que pudesse ganhar. Também nunca o seu carácter me enganou: frio, ambicioso, calculista, mimado, egocêntrico, maldoso e com uma capacidade de encaixe mínima, por se achar uma espécie de divindade. Desta vez, Herman revelou-se no seu pior. Primeiro, começou por não reconhecer a margarida Marante qualquer legitimidade para lhe criticar o programa, insinuando que esta não tenha visto "Ricky Gervais" ou "Little Britain". Para começo de conversa, esclareçamos já umas coisas: eu devoro, a espaços, todas as séries do The Office", em especial o “Especial de Natal”, e tenho o “Ricky Gervais Live – Politics”, e o outro que é o “Animals”; já para não falar em todas as séries do Seinfeld, em a “A Louca Vida de Harrry” (autor do primeiro), nas "Absolutely Fabulous"; não perco um “American Dad” ou um “Family Guy”, nem The League of Gentlemen, entre outros. Isso fará de mim alguém legitimado a criticar um programa de humor? Ou não bastará alguém vê-lo e, pelo índice de sorrisos, de gargalhadas e de gozo que lhe provoca (ou não), ficar assim apto emitir uma opinião, pública ou privada? Em qualquer dos casos, eu emito a minha: o programa é fraco, os personagens são estranhos, não “pegam” no público, metade daquilo não se percebe, os textos são pobres. Foi uma aposta arriscada, mas falhou. E Herman, ao não conseguir engolir esta verdade, que lhe vai directamente ao desmesurado ego, resolve jogar baixo e atacar Margarida Marante em várias frentes. Primeiro começa pelo peso, insinuando que ela devia ir gastar tempo para um ginásio - o que é engraçado vindo de quem vem, um badocha pseudo-musculado. Depois, descendo ainda mais baixo faz um “faduncho” a gozar com aquela no seu programa, no qual não se coíbe de se referir directamente às alegadas dependências de Margarida Marante. Um achincalhanço nojento só porque a senhora se atreveu a dizer a verdade. Herman: o programa é fraco, fraco, fraco. E agora descubra-me os podres, crie um blogue e dedique-me um faduncho rasteiro, vá.

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por Vieira do Mar, em 20.03.07
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