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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

...

por Vieira do Mar, em 31.01.07
Magnífico,

o post da minha querida amiga Carla, A Barriga de Madonna.E bendita blogosfera, que nos permite ler textos excelentes de graça. DE GRAÇA!, sem ter que gastar dinheiro em papel, nem ter de trazer uma lata de lixo atrás com as taxas da euribor. Lemos o post, relêmo-lo quando nos apetecer, está ali para nós. O que é, convenhamos, bestial. E, até, comovente, na generosidade desinteressada que revela, que é a de quando alguém nos dá uma coisa boa, talvez até suada, sem nos pedir nada em troca.

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por Vieira do Mar, em 31.01.07
Magnífico,

o post da minha querida amiga Carla, A Barriga de Madonna.E bendita blogosfera, que nos permite ler textos excelentes de graça. DE GRAÇA!, sem ter que gastar dinheiro em papel, nem ter de trazer uma lata de lixo atrás com as taxas da euribor. Lemos o post, relêmo-lo quando nos apetecer, está ali para nós. O que é, convenhamos, bestial. E, até, comovente, na generosidade desinteressada que revela, que é a de quando alguém nos dá uma coisa boa, talvez até suada, sem nos pedir nada em troca.

...

por Vieira do Mar, em 25.01.07
REPOST III


"A fúria anti-despenalização das vacas frígidas que por aí mugem, enoja-me. Note-se: o que me agonia não é que sejam contra a despenalização da IVG (posição que respeito, se defendida com tino e bom senso), mas sim que o gritem histérica e raivosamente, com aleivosia e baixeza, e com aquele maniqueísmo próprio de quem se acha do lado dos "bons", cuja missão divina é lutar contra os "maus", os outros, os assassinos de criancinhas.

Após terem parido os três a seis filhos da praxe e esgotado os nomes de baptismo das dinastias portuguesas, alcantilam-se ao posto de defensoras da vida, como se o amor delas pelas crianças fosse maior que o dos outros, os defensores da morte. Enquanto isso, enxotam a ninhada barulhenta e incómoda para os braços das natashas, estas ucranianas são do melhor, muito limpinhas e caladas, não interessa se não falam português, que com as crianças não é preciso conversa, basta que as mantenham à distância e vinquem bem os colarinhos, enquanto nos servem mais um uísque. Olhe, já agora, vá ali comprar tabaco, vá, e o menino saia e feche a porta, que a mãe tem de se arranjar que hoje vai sair com um amigo. Depois, periodicamente, vão a Espanha limpar os úteros (que prole grande e alargada, quer-se só do marido e não dos amigos com quem se brinca de vez em quando).

De dia, por entre as ressacas e os chás (onde congeminam maneiras de lixar o resto do mundo com a sua pegajosa beatice) vão à Igreja, genuflexizam-se, benzem-se, pedem perdão a Deus e exercem de mães, levando os miúdos a mil e uma actividades, pode ser que se cansem e não chateiem, vêem como gostamos tanto deles, vêem, tão disponíveis que nós somos.

No entretanto, os maridos empresários e chefes de gabinete andam a comer a secretária, quer à canzana ou à missionário, senhor doutor, que quando dá azar também chutam para a mesma clínica, que coincidência, quem sabe, se calhar ela já se encontrou com a legítima na sala de espera, tome lá o cheque, a menina sabe que não podemos, seria um escândalo, o dinheiro é todo da minha mulher, percebe.
Ou então, médicos, daqueles que se recusam a laquear as trompas da drogada que já largou quatro filhos seropositivos, pensa bem filha, que ser mãe é uma benção de Deus, tens a certeza, vê lá isso, depois arrependes-te, porque as crianças são o melhor do mundo, por isso manda vir mais uns quantos, que a gente está cá para isso, mesmo que nasçam com novecentos gramas de peso e a agonizar de dores, com a súbita privação da droga que lhes vinha da desnaturada que as carregou no ventre. Mesmo que sejam chutadas para centros de acolhimento onde desesperam durante anos, catando migalhinhas de carinho e afecto.

Porque não se pode privar as "crianças" por nascer do direito a uma vidinha, mesmo que de merda, afinal, só Deus Nosso Senhor pode dizer se vão ser pedaços de carne, indesejada, cuspida e escarrada, ou crianças felizes, com direito a uma infância e tudo. Porque os nossos, abortamos e abandonamos nós (abandonos, há muitos); os dos outros, Ele é quem manda, nós só damos uma mãozinha, pode ser que ganhemos um lugar no céu ou, melhor ainda, num prime time qualquer, basta dizer umas coisas e empunhar uns cartazes. E o resto que se lixe e amanhe. Hipócritas."

(Agosto de 2005)

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por Vieira do Mar, em 25.01.07
REPOST III


"A fúria anti-despenalização das vacas frígidas que por aí mugem, enoja-me. Note-se: o que me agonia não é que sejam contra a despenalização da IVG (posição que respeito, se defendida com tino e bom senso), mas sim que o gritem histérica e raivosamente, com aleivosia e baixeza, e com aquele maniqueísmo próprio de quem se acha do lado dos "bons", cuja missão divina é lutar contra os "maus", os outros, os assassinos de criancinhas.

Após terem parido os três a seis filhos da praxe e esgotado os nomes de baptismo das dinastias portuguesas, alcantilam-se ao posto de defensoras da vida, como se o amor delas pelas crianças fosse maior que o dos outros, os defensores da morte. Enquanto isso, enxotam a ninhada barulhenta e incómoda para os braços das natashas, estas ucranianas são do melhor, muito limpinhas e caladas, não interessa se não falam português, que com as crianças não é preciso conversa, basta que as mantenham à distância e vinquem bem os colarinhos, enquanto nos servem mais um uísque. Olhe, já agora, vá ali comprar tabaco, vá, e o menino saia e feche a porta, que a mãe tem de se arranjar que hoje vai sair com um amigo. Depois, periodicamente, vão a Espanha limpar os úteros (que prole grande e alargada, quer-se só do marido e não dos amigos com quem se brinca de vez em quando).

De dia, por entre as ressacas e os chás (onde congeminam maneiras de lixar o resto do mundo com a sua pegajosa beatice) vão à Igreja, genuflexizam-se, benzem-se, pedem perdão a Deus e exercem de mães, levando os miúdos a mil e uma actividades, pode ser que se cansem e não chateiem, vêem como gostamos tanto deles, vêem, tão disponíveis que nós somos.

No entretanto, os maridos empresários e chefes de gabinete andam a comer a secretária, quer à canzana ou à missionário, senhor doutor, que quando dá azar também chutam para a mesma clínica, que coincidência, quem sabe, se calhar ela já se encontrou com a legítima na sala de espera, tome lá o cheque, a menina sabe que não podemos, seria um escândalo, o dinheiro é todo da minha mulher, percebe.
Ou então, médicos, daqueles que se recusam a laquear as trompas da drogada que já largou quatro filhos seropositivos, pensa bem filha, que ser mãe é uma benção de Deus, tens a certeza, vê lá isso, depois arrependes-te, porque as crianças são o melhor do mundo, por isso manda vir mais uns quantos, que a gente está cá para isso, mesmo que nasçam com novecentos gramas de peso e a agonizar de dores, com a súbita privação da droga que lhes vinha da desnaturada que as carregou no ventre. Mesmo que sejam chutadas para centros de acolhimento onde desesperam durante anos, catando migalhinhas de carinho e afecto.

Porque não se pode privar as "crianças" por nascer do direito a uma vidinha, mesmo que de merda, afinal, só Deus Nosso Senhor pode dizer se vão ser pedaços de carne, indesejada, cuspida e escarrada, ou crianças felizes, com direito a uma infância e tudo. Porque os nossos, abortamos e abandonamos nós (abandonos, há muitos); os dos outros, Ele é quem manda, nós só damos uma mãozinha, pode ser que ganhemos um lugar no céu ou, melhor ainda, num prime time qualquer, basta dizer umas coisas e empunhar uns cartazes. E o resto que se lixe e amanhe. Hipócritas."

(Agosto de 2005)

...

por Vieira do Mar, em 18.01.07
o pai adoptivo leva seis anos de prisão efectiva pelo sequestro da filha, negando-se a entregá-la ao pai biológico. Este tem um ar miserável e refere-se à criança como “a menina”. Tem um ar doente e mal alimentado, parece drogado ou medicamentado e mostra aos repórteres o suposto “quarto” que espera pela “menina” Esta foi-lhe entregue por um juiz porque … sei lá porquê, porque foi o gajo do zigoto, e ele está à espera. Os tweetys na parede lembram um salão de matraquilhos num contentor da Reboleira É óbvio que todas as pessoas decentes e de bem estão do lado dos pais adoptivos que, parece, tratavam bem a criança e são os únicos que ela alguma vez conheceu como pais; e querem que o desgraçado do pai biológico, se cagando nos sentimentos e na estabilidade psicológica da “menina” e exigindo a sua posse, vá morrer longe. Mas o que me choca especialmente é esta coisa dos seis anos efectivos. Efectivos, pá. Quem vive no mundo dos tribunais, sabe bem que uns maus tratos a menor, meia dúzia de furtos, dois ou três roubos, mais algumas falsificações , até certas violações, dão sentenças com penas de prisão suspensas. Roubos cumulados, com violência, armas apontadas à cabeça e assim, dão praí uns quatro, cinco, anos de prisão efectiva. Homicídios negligentes, dão dois anos de pena suspensa; ofensas corporais graves, dão penas de multa… e este pai apanha com seis anos EFECTIVOS? Por, ao fim de cinco anos, se ter recusado a entregar a filha ao tóxico e à parede dos tweetys? Hã? Até parece revanchezinha, não é?, tipo ai não dizes onde está a miúda?, então toma lá seis anos e embrulha, que também não a hás-de ver tão depressa. Ora, ora,claro que não é nada disto. Disparate.

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por Vieira do Mar, em 18.01.07
o pai adoptivo leva seis anos de prisão efectiva pelo sequestro da filha, negando-se a entregá-la ao pai biológico. Este tem um ar miserável e refere-se à criança como “a menina”. Tem um ar doente e mal alimentado, parece drogado ou medicamentado e mostra aos repórteres o suposto “quarto” que espera pela “menina” Esta foi-lhe entregue por um juiz porque … sei lá porquê, porque foi o gajo do zigoto, e ele está à espera. Os tweetys na parede lembram um salão de matraquilhos num contentor da Reboleira É óbvio que todas as pessoas decentes e de bem estão do lado dos pais adoptivos que, parece, tratavam bem a criança e são os únicos que ela alguma vez conheceu como pais; e querem que o desgraçado do pai biológico, se cagando nos sentimentos e na estabilidade psicológica da “menina” e exigindo a sua posse, vá morrer longe. Mas o que me choca especialmente é esta coisa dos seis anos efectivos. Efectivos, pá. Quem vive no mundo dos tribunais, sabe bem que uns maus tratos a menor, meia dúzia de furtos, dois ou três roubos, mais algumas falsificações , até certas violações, dão sentenças com penas de prisão suspensas. Roubos cumulados, com violência, armas apontadas à cabeça e assim, dão praí uns quatro, cinco, anos de prisão efectiva. Homicídios negligentes, dão dois anos de pena suspensa; ofensas corporais graves, dão penas de multa… e este pai apanha com seis anos EFECTIVOS? Por, ao fim de cinco anos, se ter recusado a entregar a filha ao tóxico e à parede dos tweetys? Hã? Até parece revanchezinha, não é?, tipo ai não dizes onde está a miúda?, então toma lá seis anos e embrulha, que também não a hás-de ver tão depressa. Ora, ora,claro que não é nada disto. Disparate.

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por Vieira do Mar, em 15.01.07
Vamos lá a ver: Não se trata de resistir à mudança, às coisas "novas" que precisam de tempo para se implementarem. Isto é assim: o puto anda à toa com os testes e trabalhos de casa, porque, face a cada realidade, tem de a saber definir de uma miríade de formas, muitas sem sentido imediato. Diz que não tem nada a ver com o que deu o ano passado. Que isto assim é muito mais difícil e que a professora, coitada, lhes diz que o programa é "novo" e que por isso não lhes sabe explicar muito bem. Por isso, malta, se ainda não assinaram a petição, vão lá, vá!, e divulguem-na juntos de amigos e conhecidos, especialmente junto de funcionários de instituições públicas com listas de emails de colegas maiores que a lista do Pai Natal, todos ligados por intranetes e assim. Porra!, é não custa nada.


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por Vieira do Mar, em 15.01.07
Vamos lá a ver: Não se trata de resistir à mudança, às coisas "novas" que precisam de tempo para se implementarem. Isto é assim: o puto anda à toa com os testes e trabalhos de casa, porque, face a cada realidade, tem de a saber definir de uma miríade de formas, muitas sem sentido imediato. Diz que não tem nada a ver com o que deu o ano passado. Que isto assim é muito mais difícil e que a professora, coitada, lhes diz que o programa é "novo" e que por isso não lhes sabe explicar muito bem. Por isso, malta, se ainda não assinaram a petição, vão lá, vá!, e divulguem-na juntos de amigos e conhecidos, especialmente junto de funcionários de instituições públicas com listas de emails de colegas maiores que a lista do Pai Natal, todos ligados por intranetes e assim. Porra!, é não custa nada.


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por Vieira do Mar, em 12.01.07
Peixeirada


Pausa para considerações nationalgeográficas após o jantar:


Joãozinho: a alcateia de lobos para cá, a alcateia de lobos para lá...que comeram este, devoraram aquele, iadaiada...


(interrompe-o a maninha mais velha, muito matreira)


Mana matreira: Mas o que é uma alcateia, Joãozinho?


Joãozinho: Er...é assim uma espécie de manada de lobos.


(risota geral, que o menino é uma gracinha e gosta; depois, ouve-se o mano do meio, assimcomáassim menos matreiro mas que gosta de ver a criança espalhar-se ao comprido)


Mano menos matreiro: E um conjunto de peixes, João, como se chama?


(o outro, sem saber a resposta, mas inchado da gracinha, palhacinho nato, precisante da admiração dos outros como do ar que respira)


Joãozinho: Peixeirada!

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por Vieira do Mar, em 12.01.07
A nossa Triciclo voltou! Viva!

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