Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

...

por Vieira do Mar, em 25.04.06
Ga-Gago: o JN continua aqui, felizmente. Ga-Gago: o JN continua aqui, felizmente. Felizmente. Felizmente. Ufa. Ufa. Por momentos, assustei-me. Por momentos, assustei-me. Ah! E também n´Os Dedos. E também n´Os Dedos.

...

por Vieira do Mar, em 25.04.06
SEMPRE!



Ver e Ler no Pópulo.

...

por Vieira do Mar, em 25.04.06
SEMPRE!



Ver e Ler no Pópulo.

...

por Vieira do Mar, em 25.04.06
as obras conjugais em noventa segundos



Algo se passava, ultimamente não lhe parecia o mesmo. Ele era os ivas conjuntos por entregar e o condomínio por pagar com o administrador a bater-lhes à porta às onze da noite a pedir meças. Saía com o jornal de baixo do braço, o troco certo a baloiçar-lhe nos fundilhos das calças, a dona da papelaria a chamá-lo de longe mas ele nem mesmo assim; até o empregado da cervejaria da esquina se via à míngua da gorjeta habitual e a chave fixa do euromilhões ficava esquecida na gaveta da cabeceira. Chegava da bola num silêncio introspectivo, quer o Benfica ganhasse ou perdesse e não tardou que ela, atenta àquele vegetar distraído, alinhavado com uma tristeza ao mesmo tempo comprometida e entusiasmada, percebesse que o jogo dele era outro. Houve choro e ranger de dentes a ecoarem forte e feio ao longo das rachas do estuque das paredes do tê três, os miúdos fechados no quarto com os aipodes no máximo, a fingirem-se surdos ao esgoelanço raivoso de mulher traída, as malas dele à porta e ala que se faz tarde, amanha-te lá com a brasileira de vinte anos que te bate as punhetas e os tapetes do escritório em ritmo de samba e forró. Até então amparada por machos alfa, primeiro o pai, depois o marido, soçobrou ao pânico quando se viu sem ninguém, emagreceu os vinte quilos que ganhara durante a reclusão conjugal, enfiou-se a ela e aos putos no psicólogo para que lidassem com a perda e, ao fim de um ano de luto, quinhentos euros de extensões louras e um par de mamas novo, insuflado a preço de saldo no Rio de Janeiro, empandeirou-os para o pai, uma carga de trabalhos, que os metesse na ordem, e iniciou-se na via sacra do circuito nocturno das quarentonas divorciadas, onde descobriu o duplo orgasmo e a solidão a dobrar.

...

por Vieira do Mar, em 25.04.06
as obras conjugais em noventa segundos



Algo se passava, ultimamente não lhe parecia o mesmo. Ele era os ivas conjuntos por entregar e o condomínio por pagar com o administrador a bater-lhes à porta às onze da noite a pedir meças. Saía com o jornal de baixo do braço, o troco certo a baloiçar-lhe nos fundilhos das calças, a dona da papelaria a chamá-lo de longe mas ele nem mesmo assim; até o empregado da cervejaria da esquina se via à míngua da gorjeta habitual e a chave fixa do euromilhões ficava esquecida na gaveta da cabeceira. Chegava da bola num silêncio introspectivo, quer o Benfica ganhasse ou perdesse e não tardou que ela, atenta àquele vegetar distraído, alinhavado com uma tristeza ao mesmo tempo comprometida e entusiasmada, percebesse que o jogo dele era outro. Houve choro e ranger de dentes a ecoarem forte e feio ao longo das rachas do estuque das paredes do tê três, os miúdos fechados no quarto com os aipodes no máximo, a fingirem-se surdos ao esgoelanço raivoso de mulher traída, as malas dele à porta e ala que se faz tarde, amanha-te lá com a brasileira de vinte anos que te bate as punhetas e os tapetes do escritório em ritmo de samba e forró. Até então amparada por machos alfa, primeiro o pai, depois o marido, soçobrou ao pânico quando se viu sem ninguém, emagreceu os vinte quilos que ganhara durante a reclusão conjugal, enfiou-se a ela e aos putos no psicólogo para que lidassem com a perda e, ao fim de um ano de luto, quinhentos euros de extensões louras e um par de mamas novo, insuflado a preço de saldo no Rio de Janeiro, empandeirou-os para o pai, uma carga de trabalhos, que os metesse na ordem, e iniciou-se na via sacra do circuito nocturno das quarentonas divorciadas, onde descobriu o duplo orgasmo e a solidão a dobrar.

...

por Vieira do Mar, em 24.04.06
Eu também quero!

...falar sobre os comentadores anónimos e o artigo do JPP, que não sou menos que os outros.

Questão prévia.

A fauna dos comentadores nos blogues é um nano-assunto, que interessa a muito poucos portugueses, verdade se diga. Por vezes, esquecemo-nos de que isto dos blogues é uma micro-esfera; o país real não sabe o que são blogues nem quer saber, a maior parte dos que compram jornais nunca sequer leu um blogue. É verdade que, volta e meia, se fala da coisa nos media, mas é um falar infinitésimo, que os nossos blogger-ouvidos ampliam como um aparelho da casa sonotone: a tribo está especialmente atenta a tudo o que diz respeito à tribo, é óbvio. O que, no mar de informação global em que vivemos é pouco, muito pouco. Muitos dos meus amigos não sabem o que é um blogue e usam a net apenas para pesquisas científicas, sacar músicas e o Gato Fedorento, e para espreitarem pornografia, estando-se positivamente nas tintas para esta nouvel literacia nascida nos blogues, fervilhantes de brilhantismo político, artístico, poético, literário, filosófico e humorístico. E olhem que os meus amigos, como os vossos, até são gajos instruídos, apenas acham isto dos blogues uma coisa esquisita, demasiado esquizóide e umbiguista, de contornos alienígenas. Eu compreendo. Quando quero que leiam algo que eu ou outros escrevemos, uso o email, e é assim que lhes chego. Neste contexto, o facto de JPP usar uma página de um jornal nacional com a tiragem do Público, em semana de coisas tão importantes como, por exo., o pogrom, parece-me um enorme desperdício. É claro que tal juízo de valor respeita apenas a JPP e a quem para tanto lhe paga. A ser eu a directora do dito diário, e não gostaria que um dos meus principais e mais conceituados colunistas escrevesse para o país inteiro sobre uma coisa que interessa e respeita a uma mini-minoria, passe o pleonasmo. Mas isso sou eu, que não escrevo em jornal nem mando em nenhum, portanto, who cares?, perguntam-me vocês e com razão.

Feita esta não-tão-pequena-quanto-eu-gostaria-ressalva, passemos ao conteúdo.

Divergindo um bocadinho da minha querida Cat, como ela bem sabe, não me parece que o facto de os comentadores anónimos, que têm como modo de vida o acto de aborrecer e ofender os outros com as suas extensas e antipáticas opiniões sobre tudo, terem blogue, altere alguma coisa, ou seja merecedor de especial referência. Porque a questão não é serem ou não anónimos, ou terem ou não blogues enquanto anónimos: é serem chatos comócaraças e persistentemente desagradáveis. O anonimato faz parte da natureza livre da blogoesfera e é saudável: esta é a minha singela opinião e a de muita gente que já escreveu e bem sobre o assunto, pelo que não adianta bater mais no ceguinho. O problema é outro e reconduz-se sempre ao mesmo: o facto de a maior parte das pessoas estarem aqui criando e/ou expondo e debatendo as ideias que têm sobre o que as rodeia, e cair-lhes em cima, sistematicamente, uma espécie de má-onda kamikaze, filha da falta de ocupação e prima da férrea determinação em chatear o alheio. A maior parte das pessoas normais, quando não gostam do que lêem, ou discordam educadamente ou passam em frente e não lêem mais, não voltam. É em nome desta maneira de estar na vida, logicamente a mais saudável, que me absterei de dizer aqui o que penso, designadamente, de alguns dos comentadores anónimos a que JPP se refere no seu artigo. Apenas direi que gente ressabiada e com demasiado tempo entre mãos, que gosta de chatear quem não conhece de lado nenhum, merece ser paga na mesma moeda, pelo que até é bom que tenham blogue (de preferência com caixas de comentários aberta e não sujeita à sua aprovação, como aquelas onde habitualmente abancam dias a fio).

Concluindo, no fundo, JPP tem razão. Se o referido artigo de jornal fosse apenas um post, seria um excelente post. Assim, e da perspectiva do público em geral, foi só um mau artigo de jornal.

...

por Vieira do Mar, em 24.04.06
Eu também quero!

...falar sobre os comentadores anónimos e o artigo do JPP, que não sou menos que os outros.

Questão prévia.

A fauna dos comentadores nos blogues é um nano-assunto, que interessa a muito poucos portugueses, verdade se diga. Por vezes, esquecemo-nos de que isto dos blogues é uma micro-esfera; o país real não sabe o que são blogues nem quer saber, a maior parte dos que compram jornais nunca sequer leu um blogue. É verdade que, volta e meia, se fala da coisa nos media, mas é um falar infinitésimo, que os nossos blogger-ouvidos ampliam como um aparelho da casa sonotone: a tribo está especialmente atenta a tudo o que diz respeito à tribo, é óbvio. O que, no mar de informação global em que vivemos é pouco, muito pouco. Muitos dos meus amigos não sabem o que é um blogue e usam a net apenas para pesquisas científicas, sacar músicas e o Gato Fedorento, e para espreitarem pornografia, estando-se positivamente nas tintas para esta nouvel literacia nascida nos blogues, fervilhantes de brilhantismo político, artístico, poético, literário, filosófico e humorístico. E olhem que os meus amigos, como os vossos, até são gajos instruídos, apenas acham isto dos blogues uma coisa esquisita, demasiado esquizóide e umbiguista, de contornos alienígenas. Eu compreendo. Quando quero que leiam algo que eu ou outros escrevemos, uso o email, e é assim que lhes chego. Neste contexto, o facto de JPP usar uma página de um jornal nacional com a tiragem do Público, em semana de coisas tão importantes como, por exo., o pogrom, parece-me um enorme desperdício. É claro que tal juízo de valor respeita apenas a JPP e a quem para tanto lhe paga. A ser eu a directora do dito diário, e não gostaria que um dos meus principais e mais conceituados colunistas escrevesse para o país inteiro sobre uma coisa que interessa e respeita a uma mini-minoria, passe o pleonasmo. Mas isso sou eu, que não escrevo em jornal nem mando em nenhum, portanto, who cares?, perguntam-me vocês e com razão.

Feita esta não-tão-pequena-quanto-eu-gostaria-ressalva, passemos ao conteúdo.

Divergindo um bocadinho da minha querida Cat, como ela bem sabe, não me parece que o facto de os comentadores anónimos, que têm como modo de vida o acto de aborrecer e ofender os outros com as suas extensas e antipáticas opiniões sobre tudo, terem blogue, altere alguma coisa, ou seja merecedor de especial referência. Porque a questão não é serem ou não anónimos, ou terem ou não blogues enquanto anónimos: é serem chatos comócaraças e persistentemente desagradáveis. O anonimato faz parte da natureza livre da blogoesfera e é saudável: esta é a minha singela opinião e a de muita gente que já escreveu e bem sobre o assunto, pelo que não adianta bater mais no ceguinho. O problema é outro e reconduz-se sempre ao mesmo: o facto de a maior parte das pessoas estarem aqui criando e/ou expondo e debatendo as ideias que têm sobre o que as rodeia, e cair-lhes em cima, sistematicamente, uma espécie de má-onda kamikaze, filha da falta de ocupação e prima da férrea determinação em chatear o alheio. A maior parte das pessoas normais, quando não gostam do que lêem, ou discordam educadamente ou passam em frente e não lêem mais, não voltam. É em nome desta maneira de estar na vida, logicamente a mais saudável, que me absterei de dizer aqui o que penso, designadamente, de alguns dos comentadores anónimos a que JPP se refere no seu artigo. Apenas direi que gente ressabiada e com demasiado tempo entre mãos, que gosta de chatear quem não conhece de lado nenhum, merece ser paga na mesma moeda, pelo que até é bom que tenham blogue (de preferência com caixas de comentários aberta e não sujeita à sua aprovação, como aquelas onde habitualmente abancam dias a fio).

Concluindo, no fundo, JPP tem razão. Se o referido artigo de jornal fosse apenas um post, seria um excelente post. Assim, e da perspectiva do público em geral, foi só um mau artigo de jornal.

...

por Vieira do Mar, em 19.04.06
em viagem I



“Mãe, sabias que o senhor incrível dá murros nos maus e faz poffff! E a mulher elástica estica muuuuuuito os braços, estiiiica e... iááááááááá!, também mata os maus. Depois há o Zezé, que não tem poderes e só se transforma num Diabo, e não faz nada, mas a Violeta atira uma bola contra os maus e vrrrrruuuuuuuummmm...mata-os a todos! O mais mau de todos é o Sindrome que lança uns raios assim, zzzzzzzzzt!, mas o Flecha corre muito, catapumcatapum, e ele nunca o apanha...”


(Duzentos quilómetros de onomatopeias depois, e varreu-se-me a tristeza miudinha de saber que vai passar a ver o mundo através de lentes inquebráveis. O que interessa é que veja o mundo.)




em viagem II


- Mãe, nós morremos para sempre ou vivemos outra vez?

- Não sei, filho, há quem diga uma coisa, outras pessoas dizem outra...olha, como nunca morri, se queres que te diga, não sei.

(silêncio prolongado. os carros lá fora. as travagens. as buzinas. as pessoas. a cidade a mexer. a dúvida a remexer.)



- Mas, mãe...quem é que gostavas que ganhasse?


(eu longe. em casa. no cinema. na revisão do carro. nas coisas por pagar. no jantar por fazer.)


- ...Que ganhasse o quê, filho?

- Sim, gostavas que ganhassem os que acham que se vive outra vez ou os que acham que morremos para sempre?

- Gostava que ganhassem os que acham que vivemos outra vez. Era bem mais giro.


(silêncio breve. brevíssimo. satisfeito. completo.)


- Pois. Era só viver...e viver...e viver...e viver....e toda a gente a viver...a viver... a viver... a viver...


(e lá fomos a viver e viver e viver até casa. felizes. a imaginar a eternidade do nosso amor.)



em viagem III



Adoro conduzir. Adoro. Existe, não obstante, um pequeno problema: todos os outros condutores, à excepção do meu marido e do meu pai (sim, sim, já sei: Freud explica). O convívio diário com o lixo que polui as estradas portuguesas é me difícil e desgastante, já que, cada falta de civismo irresponsável, tomo-a como uma espécie de ofensa pessoal, a mim e a toda a minha família até à terceira geração. E é então que eu, mulher habitualmente calma e ponderada, sou vítima de uma estranha mutação genética e, em menos de um minuto, passo de Dr. Jekill a Mr. Hide, adquirindo a imediata capacidade de desejar a morte, com dor, do meu semelhante.

Para tanto, basta algo tão inofensivo como o meu semelhante meter-se à minha frente a 20 na faixa da esquerda, marcar passo até ao sinal verde, que entretanto passa a laranja e, quando fica vermelho, zuuut!, acelerar e deixar-me parada no dito vermelho. Nos segundos que se seguem imagino-me com terríveis poderes telequinéticos tipo Carrie, a provocar o despiste do semelhante em questão e ficar a vê-lo agonizar entre os ferros retorcidos.

A frustração raivosa que então se apodera de mim tem várias consequências negativas que, infelizmente, não consigo evitar. A primeira, é que me tira anos de vida, uma vez que a raiva e o ódio, mesmo que durem apenas um nanagésimo de segundo, fazem mal à pele. A segunda é pior e traduz-se em conversas pedagógicas e edificantes, como a que se segue:



Eu: Ai o cabrão do velho que não me sai da frente e eu, que ainda não fiz o jantar!

Fedelho n.º 1: Mãe, estás a dizer uma asneira muito feia.

Fedelho n.º 2: Pois, mãe, se fossemos nós, se calhar, já tínhamos levado, mas como és tu...

Eu: Calem-se e não me chateiem. Já vos disse que, quando ouvirem a mãe dizer estas coisas no carro, não liguem, ignorem, esqueçam.

Fedelho n.º 3: A gente não liga mas ouve, temos ouvidos é para ouvir, e se tu podes dizer asneiras, porque é que a gente não pode?

Eu: Porque vocês são pequenos e...ai esta vaca que me ia batendo...pronto, porque não, porque eu digo que não podem e eu é que mando!

Fedelho n.º 3: "Porque não" não é resposta, foste tu que nos disseste.

Fedelho n.º 2: Além disso, não se chama "velho" às pessoas de idade, também nos ensinaste isso, lembras-te? Diz-se "velhinho", que é mais simpático.

Eu (em anotação mental): Prá próxima, não me posso esquecer de dizer o cabrão do velhinho.

Fedelho n.º 3: Ó mãe, e porque é que chamaste "vaca" àquela senhora, também é asneira?

Eu: Se não estiveres a referir-te àquele animal preto e branco que dá leite e muge, é.

Fedelho n.º 1: Mas o que é que quer dizer?

Fedelho n.º 2 (interrompendo-o): Ah, isso eu sei, é o mesmo que pê - ú - tê - á!

Eu: Não digas asneiras!

Fedelho n.º 2: Mas eu não disse, mãe! Eu só soletrei, olha: pê-u-tê-á, isso não é dizer a asneira...

Eu: Está bem, está bem, pronto. Vá, saiam lá que chegámos a casa. Dasse (em surdina).

Todos (em coro): Ó mãeeeee, mas isso também é asn...

Eu: PELAMORDEDEUS!

...

por Vieira do Mar, em 19.04.06
como é óbvio



também vou.


...

por Vieira do Mar, em 19.04.06
como é óbvio



também vou.


Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2005
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2004
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D