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Controversa Maresia

um blogue de Sofia Vieira

Controversa Maresia

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ficção científica

por Vieira do Mar, em 06.05.09

Ando com vontade de muita coisa, mas sem vontade de escrever. Os blogues são como a vida, que por sua vez é como os interruptores, umas vezes para baixo, outras para cima e algumas para os lados - o que nem sempre acontece em simultâneo, e pode variar muito ao longo de vinte e quatro horas. Em contrapartida, ando com vontade de ler, o que já tardava. Tenho passado noites acordada a ler livros atrás de livros, e depois tento que a vidinha me corra durante o dia,  como se nada fosse, o que é complicado. Devoro tudo: calhamaços improváveis, revistas cor-de-rosa, bestsellers duvidosos,  jornais diários, folhetos de publicidade, livros de cozinha, tudo.  Comecei para me distrair de coisas; coisas boas de serem vividas, mas  más para serem pensadas, pois não levam a lado  algum quando mastigadas dentro da cabeça, o quimo e o quilo da perda de tempo.  Mas agora o gozo ganhou vida própria e deixou de ser mera terapia de substituição. Só tenho pena que não ande por aí nenhuma daquelas correntes que morrem sempre nesta praia, por distracção e inércia, e  onde podemos aldrabar sobre os livros que andamos a ler ou o que consta do primeiro parágrafo a páginas tantas dos livros que andamos a ler, que eu juro que agora até dizia a verdade e fazia um figurão, com citações imponentes e tudo. Portanto, é isso: entremeados no tentar viver as coisas boas e no levar a cabo a vidinha que se impõe, estão por ora os livros. A  síntese possível, por enquanto, é esta:  por mais que se escreva sobre sexo e se descrevam mil e uma experiências extraordinárias, com dois, três, dez, parceiros, com animais, com brinquedos, com play roles, swaps, swings, homo e hetero; por mais que se evitem palavras como vulva ou  vagina e se use da crueza e do grafismo necessários a não se mergulhar no mau gosto sentimental e lexical,  acaba por ir dar tudo sempre ao mesmo, fluidos e orifícios, orifícios e fluidos,  e às tantas enjoa. Só a intersecção do Amor redime por vezes a monótona coreografia da foda escrita e,  mesmo assim, são poucos os que o conseguem fazer.  Sexo puro e duro, francamente, melhor fazê-lo;  Amor também, de preferência ao mesmo tempo que o sexo  (no fundo sou uma romântica). Acho que me vou virar  para a ficção científica, portanto.

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